Vacina para Covid-19 nem existe ainda e já gera disputas entre países e empresas

(Foto: CDC/Unsplash)

Antes mesmo de existir, a vacina para a Covid-19 tem gerado desentendimentos entre países e empresas e também grupos contrários à obrigatoriedade de vacinas no mundo. Há estudos para o desenvolvimento de vacinas nos Estados Unidos e na China, e esses dois países têm se acusado de um tentar espionar a pesquisas.

A França e a União Europeia protestaram contra uma farmacêutica que afirmou que daria prioridade aos EUA na eventual distribuição de vacinas.

Na Alemanha, já há grupos antivacina que protestam contra uma hipotética obrigatoriedade de uma vacina que não existe. O grupo farmacêutico Sanofi anunciou que daria prioridade aos Estados Unidos. O diretor-geral da companhia farmacêutica francesa, Paul Hudson, declarou na quarta-feira (13) que, se encontrassem a vacina, a entregariam “primeiro” aos Estados Unidos, já que esse país “compartilha o risco” na busca de tratamento no âmbito de uma colaboração.

Nesta quinta (14), o diretor da Sanofi na França, Olivier Bogillot, disse que o grupo não dará prioridade aos Estados Unidos na distribuição da vacina, se a União Europeia (UE) for igualmente “eficaz” para financiar seu desenvolvimento.

A Comissão Europeia reiterou o compromisso do bloco com uma vacina, lembrando que, no início deste mês, organizou uma conferência de doadores que levantou cerca de US$ 8 bilhões, mas da qual o governo dos Estados Unidos se recusou a participar.

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