Veados são devolvidos à natureza na Zona Rural de Salgueiro

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A manhã de ontem, 8, foi especial para duas fêmeas de veado-catingueiro e uma fêmea de tamanduá-mirim que estavam sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna). Os animais foram devolvidos ao seu habitat numa reserva ambiental localizada a 80km de Petrolina, no sertão pernambucano sob acompanhamento de analistas ambientais do IBAMA de Salgueiro-PE.

De acordo com a médica veterinária do Centro, Adriana Alves, os indivíduos chegaram ao Cemafauna através de entregas voluntárias realizadas em períodos diferentes ao IBAMA Salgueiro. A primeira fêmea de veado-catingueiro foi entregue, em junho de 2012, já adulta e vivia em cativeiro doméstico o que a deixou extremamente dócil, exigindo assim um período de quarentena mais longo para que pudesse se adaptar a outros de mesma espécie e temesse mais a presença humana; a outra fêmea de veado veio filhote em março de 2015 e a fêmea adulta de tamanduá-mirim chegou em janeiro deste ano.

 “Durante o tempo em que cada uma esteve conosco, corrigimos a alimentação, vermifugamos e os colocamos nos recintos para mamíferos com os devidos cuidados, pois os veados são animais muito sensíveis e sofrem muito tanto com o transporte, separação, quanto com mudança de ambiente. Por isso, nós damos um prazo de pelo menos uma semana para avaliar o estado de saúde, o aceite da alimentação para depois realizarmos o manejo de fato”, salientou.

 Sobre a reserva ambiental, trata-se de uma área particular legalizada pelo IBAMA há mais de 10 anos, contando 600 hectares e mais um raio de 18 quilômetros de caatinga preservada sem indícios de pressão de caça tanto para consumo próprio quanto para tráfico ilegal. De acordo com o analista ambiental do IBAMA, José da Luz Alencar, o principal motivo para a escolha desta unidade de conservação ambiental é que além de ser uma área extensa com habitat nativo resguardado, há ainda a possibilidade de acompanhamento dos animais após a soltura, uma vez que eles permanecem por um longo tempo na propriedade.

 “Nessa unidade os animais têm uma área de entorno também extensa para que possam se adaptar plenamente ao bioma e assim darem continuidade a sua espécie totalmente livres e protegidos”, afirmou. Quanto à localização da propriedade vale ressaltar que os órgãos ambientais orientam que não seja revelada, por questão de segurança dos animais e das solturas futuras.

Com informações da Ascom

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