Vereadores ligados a Wilson Cota rejeitam contas da ex-prefeita Dagmar Nogueira em Casa Nova-BA

Votação contas Dagmar

Seriam necessários 9 votos para aprovar suas contas rejeitadas pelo TCM/BA no ano de 2007, mas somente apreciadas pela Câmara Municipal de Casa Nova na noite desta terça-feira (15). Mesmo obtendo maioria na votação, 7 a 6, a ex-prefeita Dagmar Nogueira (DEM) não conseguiu reverter a orientação do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia.

A votação das contas somente acontecer 8 anos após o parecer do TCM/BA e em ano eleitoral, justamente no momento em que a ex-gestora lidera todas as pesquisas internas realizadas pelos partidos para prefeito nas próximas eleições.

Curiosamente votaram a favor da rejeição somente os vereadores que dão sustentação política ao atual prefeito Wilson Cota (PMDB): Zé Eduardo (PPS), presidente da Câmara e desafeto de Dagmar, Ademir Cota (PMDB), irmão do prefeito, Gerlon Cota (PDT), primo do prefeito, Maria Regina (PMDB), Alex de Santana (PDT) e Pinto (PP).

Antes da votação Dagmar Nogueira fez sua defesa oral, contestou os falhas apresentadas no relatório assinado pelo irmão do prefeito Ademir Cota, falou do grande trabalho realizado quando prefeita e reafirmou ser uma mulher séria que nunca desviou recursos da prefeitura, portanto, não via dolo na orientação do tribunal de contas e sim pequenas falhas técnicas justificáveis.

Dagmar também deixou registrado nos anais da Casa Legislativa que tudo não passava de uma armação protagonizada pelo presidente da Câmara Zé Eduardo, que a perseguia por temê-la nas eleições. “Por que, somente agora, 8 anos depois do parecer chegar a essa Casa é que o presidente coloca em votação? Qual o motivo disso?”, questionou.

Votaram a favor da aprovação das contas os vereadores: Gilmar (PT), João Honorato (PP), Seu Aldo (PSD), Paulo Sérgio (PR), Leonardo Silva (PSD), Vanderlin (PCdoB) e a surpresa que foi o vereador Elber do Né (PSB), que apesar de fazer parte da situação votou a favor de Dagmar.

Pelo entendimento da Mesa Diretora a rejeição das contas vai deixar a ex-prefeita inelegível pelos próximos 8 anos, mas ela garante que o parecer do TCM/BA de 2007 já prescreveu e que a votação da câmara não teria mais validade neste sentido.

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