Crise Hídrica afeta 123 municípios em Pernambuco

(Foto: Internet)

O Brasil tem 917 municípios em crise hídrica, informou o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, ao participar do 8° Fórum Mundial da Água. Esse número corresponde aos municípios que estão em situação de emergência por seca ou estiagem até o dia 13 de março.

O ministro destacou que a crise hídrica não é mais um problema somente do Nordeste, onde estão a maioria das cidades. Do total de municípios, 123 estão em Pernambuco, 211 estão na Bahia, 196 na Paraíba, 153 no Rio Grande do Norte, 94 no Ceará, 40 em Minas Gerais, 38 em Alagoas, 18 no Rio de Janeiro, 17 do Rio Grande do Sul, além de registros em outros estados.

No fórum, o ministro destacou que é preciso fazer investimentos para ampliar e modernizar o sistema de abastecimento do país.

Segundo ele, o país tem cerca de 11% da água doce do planeta, mas a distribuição territorial não é uniforme. “Temos de intensificar a cooperação entre os órgãos governamentais. É importante que os estados estejam integrados, otimizar as estratégias de uso racional”, disse.

Revitalização Rio São Francisco

Ela acrescentou que também é “determinante” revitalizar o Rio São Francisco, buscar integração entre baciais das regiões do Brasil e investir em saneamento básico.

“No momento em que constatamos que a escassez hídrica e a insegurança hídrica não mais se reportam apenas ao Nordeste, é fundamental que as intervenções passem por um diálogo federado”, acrescentou o ministro.

Moradores da zona rural de Petrolina estão sendo vítimas do falso cadastro da Operação Pipa

(Foto: Ilustração)

Quem mora na zona rural de Petrolina (PE), e está passando dificuldades por causa da falta de água potável, está sujeito a um novo golpe.

Pessoas não autorizadas estão visitando casas nas comunidades rurais, se identificam como representantes da Operação Pipa, que ajuda no abastecimento de água no interior do município e pedem os dados pessoais dos moradores.

A denúncia foi feita esta semana a equipes da Defesa Civil de Petrolina.

A Defesa Civil alerta aos moradores que não forneçam seus dados à essas pessoas, porque o cadastro para atendimento das comunidades rurais pela Operação Pipa, é realizado única e exclusivamente por uma equipe composta por um representante do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército Brasileiro e outro da Defesa Civil devidamente fardados e identificados.

Durante o cadastramento, feito através de análise de uma solicitação da comunidade, o morador recebe um cartão de recebimento de água, identificando a participação no programa e que é conferido quando o caminhão-pipa chega para entregar a água.

Dessa forma, qualquer outra forma de cadastro não está autorizada e nem possui validade para a Operação Pipa.

Quem for visitado por alguém dizendo que está fazendo este tipo de cadastramento deve ficar atento, como explica o agente de Defesa Civil, Welton Aquino.

“Orientamos a checar a identificação das equipes e em caso de dúvidas não fornecer informações pessoais. Também é importante que as pessoas denunciem essa prática que pode servir para roubar dados pessoais à serviço de alguma modalidade de golpe”, destaca Aquino.

DENÚNCIAS

Qualquer denúncia pode ser feita através do 153, da Guarda Civil Municipal de Petrolina ou ainda através do telefone da Defesa Civil (87) 3983-1773.

Este último também serve como contato para que a população possa solicitar a inserção de localidades na Operação Pipa, pedido que ainda pode ser registrado presencialmente de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h30, na sede da Secretaria-executiva de Segurança Pública, localizada na avenida Darci Ribeiro, 700 no bairro Maria Auxiliadora ao lado do Parque Municipal Josepha Coelho.

Moradores da Zona Rural de Petrolina reclamam de falta d’água e pedem ação da Codevasf

Além de enfrentar a seca que assola o Nordeste do país, os petrolinenses residentes na Zona Rural estão passando por dificuldades pela constante falta d’água na região.

Segundo a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura de Petrolina, Maria de Lourdes de Menezes Lima, moradora do Pontal, conhecida como “Lurdinha”, a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) não tem liberado água para o riacho que abastece as comunidades da Zona Rural como Lajedo, Jatobá, Bela Vista, Assentamento Welson Maciel, Gavião, Poço do Canto e Londrina.

“Essa água percorre um riacho perenizado. Já faz 21 anos que essa água passa pelo local temporariamente. As pessoas se acostumaram com a água, mas estamos há um mês sem água. São locais de assentamentos com mais de 25 famílias e comunidades que não são de assentamentos, o que dá cerca de 300 famílias precisando de água. Quando a água não sai do canal para o riacho, as famílias ficam sem água. Ou para o consumo humano, animal ou para plantas, essas famílias tiram seu sustento dessa água”, afirmou.

Ainda segundo Maria de Lourdes, a principal reivindicação dos agricultores é que a água volte a correr pelo riacho e que chegue às casas por meio de tubulações, já que, atualmente, os moradores têm que pegar água direto do riacho para abastecer suas residências.

“Não estamos brigando por carro pipa, o que queremos é que a água percorra o riacho perenizado, que é uma água demandada pela Codevasf há alguns anos. O que é preciso é que a Codevasf resolva para a água sair do canal para o riacho perenizado. Estamos sem água há um mês. O que a gente quer é que a água venha por uma tubulação e assim todos os moradores vão pagar as taxas necessárias”, disse.

De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura de Petrolina, haverá uma reunião na tarde desta quarta-feira (08) com o superintendente da Codevasf, Aurivalter Cordeiro, para tratar do assunto

“Hoje nós teremos uma audiência, às 14h30, com o superintendente da Codevasf para tratar desse assunto e saber o que está impedindo a chegada da água nas comunidades. Agora não podemos admitir que essas famílias fiquem sem água”, finalizou.

Imagem aérea de reservatório do Rio Grande do Norte expõe tormento da seca no Nordeste

À esquerda, o Gargalheiras em 2011, quando ainda ocorria a sangria, a cascata artificial; à direita, nos dias atuais, sob a seca. (Foto: Canindé Soares e Anderson Barbosa/G1)

A imagem do Açude Marechal Eurico Gaspar Dutra, reservatório conhecido como Gargalheiras, localizado no Rio Grande do Norte, demonstra o tormento que a seca tem causado para o Nordeste.

O reservatório, que é um dos mais belos da região Seridó potiguar, está no volume morto depois de seis anos consecutivos de seca. Na condição de volume morto, a água se torna imprópria para o consumo humano em razão da mistura com a lama e demais dejetos que estão no fundo do leito.

Gargalheiras

Açude Gargalheiras é uma barragem/açude localizada no município de Acari, distante 210 quilômetros de Natal. Fica na bacia hidrográfica do Rio Piranhas-Açu, tendo sido inaugurado em 1959.

Rio São Francisco

O lago da Usina de Sobradinho, na Bahia, está operando com a menor vazão desde que iniciou suas atividades, em 1979. Diante da falta de chuvas na região, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que opera o equipamento, baixou de 600 m³/s para 580 m³/s o volume de água que continua seguindo o curso do rio São Francisco.

Juazeiro: assim como o povo ribeirinho, o Rio Salitre é um resistente

Após 3 Km de cachoeira, Rio Salitre secou.

Quando se fala em resistência, pensa-se em luta e é assim que as comunidades no entorno do Rio Salitre, afluente do São Francisco, sobrevivem. O rio que nasce na localidade de Boca da Madeira, no município de Morro do Chapéu (BA), percorre cerca de 333 quilômetros até desaguar em Juazeiro, onde se torna perene por causa da instalação de adutoras, auxiliando quem tira dele a sua subsistência.

Na região de Juazeiro, o rio percorre o Projeto Salitre, que conta atualmente com 255 lotes agrícolas destinados a pequenos produtores rurais e 68 empresariais em uma área de 5.098 hectares onde 1,5 mil hectares correspondem a área irrigada cultivada.

Segundo os produtores, enquanto se espera por soluções permanentes para a gestão adequada na região há mais de 40 anos, já se registrou episódios de violência e prejuízos pela disputa da água.

De acordo com a agente de saúde Maria Angélica Lemos Soares, moradora da comunidade, a situação de quem vive na região é de preocupação.

“O Salitre já deixou de ser perene há alguns anos, e hoje vemos com grande preocupação a falta de conscientização de muitos que insistem em utilizar esse recurso sem os cuidados necessários. A região da cachoeira é um dos exemplos mais evidentes dos abusos. Aproximadamente 3 Km depois da queda d’água, o rio já não existe mais”, relata.

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Apac alerta para baixa umidade no Sertão

(Foto: Ilustração)

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um aviso de umidade baixa para esta segunda-feira (30) e terça-feira (31) no Sertão de Pernambuco. A umidade relativa do ar pode atingir valores abaixo de 20%.

De acordo com o alerta, a presença de uma massa de ar seco sobre o Nordeste “propicia uma acentuada elevação da temperatura e valores baixos de umidade relativa do ar”.

No domingo (29), a umidade relativa do ar atingiu 14% em Serra Talhada, 16% em Petrolina, 18% em Floresta e 19% em Ouricuri. Segundo a

Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível considerado aceitável deve estar acima dos 50%. Alguns dos problemas decorrentes da baixa umidade do ar são complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento das mucosas; sangramento pelo nariz; ressecamento da pele; irritação dos olhos; eletricidade estática nas pessoas e equipamentos eletrônicos e aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.

Com informações do NE10

Codevasf investe em projetos de convivência com o semiárido em municípios afetados pela seca

Diante de diversos estudos, a seca se tornou algo previsível e diante disso foi possível elaborar novas formas de sobrevivência. (Foto: Divulgação)

Este ano o Governo de Pernambuco decretou situação de emergência em 62 municípios afetados pela seca. Diante desta realidade a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) atua em ações de convivência com o semiárido para amenizar a dura realidade da estiagem prolongada.

“A seca não vai deixar de existir, mudou o paradigma. Agora deixamos de combater e passamos a conviver com a seca, estimulando, estruturando e capacitando as atividades agrícolas e pecuárias. Além da implantação de sistemas de abastecimento de água, para que essas comunidades permaneçam em suas casas e consigam manter o seu sustento”, afirma o gerente regional de revitalização, Maxwell Rodrigo Lima Tavares.

A Companhia atua nas regiões ribeirinhas dos rios São Francisco e Parnaíba, com projetos ligados a atividades agrícolas. Neste período de longa estiagem, a Codevasf opera com a garantia de água para consumo humano, reprodução agrícola, dessalinização animal e para a sobrevivência de pequenos cultivos que garantem a segurança alimentar de famílias inteiras.

Neste período de longa estiagem, a Codevasf opera com a garantia de água. (Foto: Divulgação)

“Nos últimos três anos, mais de R$ 1,2 bilhão, vem sendo executados pela Codevasf, que tem como missão promover o desenvolvimento e a revitalização das bacias do Rio São Francisco, Parnaíba e Rio Itapecuru-Mirim com a utilização sustentável de recursos naturais e estruturação de atividades produtivas para inclusão social e econômica em ações emergenciais que visam aliviar, para mais de 1,7 milhão de moradores rurais do semiárido brasileiro, os efeitos da longa estiagem, que já é considerada a mais severa do último século”, afirma Maxwell Rodrigo.

Diante de diversos estudos, a seca se tornou algo previsível e diante disso foi possível elaborar novas formas de sobrevivência, inclusive mudando o posicionamento de “combate à seca”, para “convivência com o semiárido”.

“Assim como outros países precisam saber lidar com nevascas e com o frio. O governo brasileiro trabalha hoje com essa mentalidade mudando o foco de ‘combate à seca’, para ‘convivência com o semiárido’. Essa mudança de foco pode ser facilitada pela capacidade de previsão do fenômeno da seca, por meio de informações meteorológicas e estudos climáticos”, explica Maxwell Rodrigo.

Centro de manejo e melhoramento genético de caprinos em Parnamirim

Com um investimento superior a R$ 500 mil, no âmbito das ações de inclusão produtiva do Plano Brasil sem Miséria, do governo federal, foi implantado em 2015. O projeto busca o melhoramento genético dos rebanhos da região.

“A Codevasf implantou em Parnamirim e fez a doação de reprodutores. Foram cinco ovinos e cinco caprinos, em Parnamirim. Uma equipe trabalha na capacitação dos produtores que procuram o centro de manejo”, diz o gerente regional.

Outros projetos são a ampliação e construção de adutoras, instalação de flutuantes, perfuração e montagem de poços modulares, limpeza de assoreamento de água, implantação de cisternas, entre outras demandas.

Em Petrolina, a Codevasf investiu R$ 65 milhões, na ampliação do esgotamento sanitário de que já está em operação. Além da doação de peixes para incentivo da cadeia produtiva.

Operação carro-pipa: 200 mil pessoas receberam água imprópria para consumo no Piauí

(Imagem ilustrativa)

Segundo informações divulgadas pelo Jornal Nacional, neste sábado (30), mais de 200 mil pessoas foram vítimas de uma fraude da operação carro-pipa no Piauí. Água imprópria para o consumo foi entregue a famílias que sofrem com a seca.

O exército que é responsável pela coordenação operação carro-pipa, com pipeiros contratados pelo Governo, descobriu a fraude. Duas pessoas foram presas em flagrante acusadas de fazer parte de uma quadrilha especializada neste tipo de crime.

A operação acontece da seguinte forma: Há cinco anos o exército adotou um sistema de monitoramento para controlar essa entrega. Cada caminhão cadastrado recebe um equipamento que registra data, hora e a rota de cada caminhão. Na fraude, o Exército afirma que eles usavam motos para registrar o percurso que vários caminhões deveriam fazer.

“Com isso aí, o pipeiro fica livre, sem o equipamento, para pegar uma água mais próxima, nos barreiros mais próximos da cidade, e entregar nesse local como se fosse água de um manancial cadastrado pelo Exército”, explicou o capitão Veloso, do Exército.

“De vez em quando, corre um com dor de barriga danada. As crianças faltam é morrer. Vem e quando chega um: ‘Estou com dor de barriga, mãe’”, declarou uma das vítimas o agricultor José Nivaldo de Macedo.

 O Exército diz que afastou os pipeiros já identificados na fraude e que aumentou a fiscalização na região.

Com informações do JN

Estiagem: Salgueiro, Orocó e Afrânio estão na lista dos municípios em situação de emergência

Os dados foram elaborados em parecer técnico feito no dia 26 de setembro. (Foto: Ilustração)

Nesta sexta-feira (29) o Governo do Estado divulgou a lista das cidades em situação de emergência no Sertão de Pernambuco e que foram afetadas pela estiagem. A lista foi publicada no Diário Oficial de Pernambuco.

Sem chuvas há 180 dias, aparecem na lista os seguintes municípios: Afogados da Ingazeira, Manari, Afrânio, Mirandiba, Araripina, Moreilândia, Arcoverde, Orocó, Belém do São Francisco, Ouricuri, Betânia, Parnamirim, Bodocó, Petrolândia, Brejinho, Petrolina, Cabrobó, Quixaba, Calumbi, Salgueiro, Carnaíba, Santa Cruz, Carnaubeira da Penha, Santa Cruz da Baixa Verde, Cedro, Santa Filomena, Custódia, Santa Maria da Boa Vista, Dormentes, Santa Terezinha, Exu, São José do Belmonte, Flores, Serra Talhada, Floresta, Serrita, Granito, Sertânia, Ibimirim, Solidão, Iguaracy, Tabira, Inajá, Tacaratu, Ingazeira, Terra Nova, Ipubi, Trindade, Itacuruba, Triunfo, Itapetim, Tuparetama, Jatobá, Verdejante e Lagoa Grande.

Com informações do G1

Seca: Odacy Amorim busca renovação de decreto de situação de emergência

(Foto: Divulgação)

O deputado estadual Odacy Amorim (PT) esteve nesta quarta-feira (27) com o procurador-geral do Estado de Pernambuco, César Caúla em busca da renovação do decreto que estabelece situação de emergência motivada pela seca.

O decreto expira na próxima terça-feira (3) e preocupa o deputado, já que em vigor ele incentiva uma série de ações para o convívio com à seca, a exemplo da contratação de carros pipas.

Governo faz alerta sobre baixo nível de reservatórios do Nordeste

O Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações fez ontem (27) um alerta sobre o baixo nível de água nos reservatórios e açudes do semiárido do Nordeste para os próximos meses. A situação é consequência das chuvas abaixo do normal nos últimos cinco anos.

Os dados divulgados pelo grupo de trabalho mostram que o volume de água armazenado em Pernambuco é de apenas 4,8%, e a situação deve se agravar. A expectativa para os reservatórios da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco é de que, mesmo que as chuvas ocorram dentro da normalidade, em dezembro o volume de água armazenado sofra uma redução entre 2% e 5%.

No reservatório Castanhão, no Ceará, a previsão é que o volume pode chegar a apenas 2,5% do total da capacidade no início de 2018.

A previsão climática feita pelo ministério é de que a primavera – que vai de setembro a dezembro – seja quente e seca na maior parte do país, com chuvas abaixo do normal em parte das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Seca no Nordeste

De acordo com dados do Monitor de Secas do Nordeste, entre 2012 e 2017 o volume dos reservatórios da região Nordeste passou de 67,1% de disponibilidade para 15,6% no fim de janeiro deste ano. O baixo volume de chuvas nesse período fez com que grande parte do Nordeste passasse a conviver com uma situação de seca excepcional.

O agravamento da seca na região fez com que o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidisse, em julho, ampliar a renegociação de dívidas do crédito rural para produtores afetados no Nordeste e no norte de Minas Gerais.

CAE pode votar na terça criação de fundo para combater efeitos da seca

O projeto prevê um fundo que será constituído com recursos do Tesouro Nacional, doações, legados, subvenções e auxílios de entidades de qualquer natureza, inclusive de organismos internacionais

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) pode votar nesta terça-feira (19) projeto do senador José Agripino (DEM-RN) que institui o Fundo de Atendimento às Situações de Emergência e de Calamidade Pública Decorrentes de Secas (Fasec

) para enfrentar a estiagem que historicamente sacrifica a Região Nordeste.

De acordo com o projeto (PLS 791/2015), o Fasec deverá ser criado pelo governo federal e gerido por um conselho deliberativo com apoio técnico e administrativo do órgão que executa a Política Nacional de Defesa Civil. Esse conselho terá também representantes do Senado, da Câmara, dos estados e dos municípios.

O Fasec será um fundo de natureza contábil, com prazo indeterminado de duração, e funcionará sob as formas de apoio a fundo perdido ou de empréstimos reembolsáveis. Será constituído com recursos do Tesouro Nacional, doações, legados, subvenções e auxílios de entidades de qualquer natureza, inclusive de organismos internacionais, além da reversão de saldos anuais não aplicados e de outras fontes.

Ainda pela proposta, os recursos do Fasec não poderão ser utilizados para despesas de manutenção administrativa do órgão gestor ou entidade da administração pública, permitida somente a aquisição ou locação de equipamentos e bens necessários ao atendimento das situações de emergência e calamidade pública decorrentes de secas.

O saldo dos recursos não aplicados no mesmo exercício poderá ser destinado, no ano subsequente, à construção de reservatórios de água, sistemas de captação de água e adutoras ou ser mantido como reserva para atendimento mais eficaz às eventuais e futuras situações de emergência ou de calamidade pública, decorrentes das secas.

O relator da matéria, senador Elmano Férrer (PMDB-PI), apresentou voto pela sua aprovação. Originalmente o PLS 791/2015 assegurava ao Fasec, em cada exercício financeiro, a quantia de R$ 1 bilhão. Esse montante deveria ser atualizado pela variação acumulada da receita corrente líquida da União.

Além da CAE, Elmano Férrer relatou o projeto na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), onde seu voto favorável à matéria foi aprovado. Na CDR, o relator manteve o aporte anual de R$ 1 bilhão sugerido para o fundo. Em seu relatório na CAE, no entanto, ele excluiu essa previsão, diante da possibilidade de ser questionada a constitucionalidade da proposta. Conforme argumentou, a Constituição estabelece que é competência exclusiva do chefe do Poder Executivo a iniciativa em matéria orçamentária.

Como tem votação final na CAE, se aprovado, o PLS 791/2015 deverá seguir direto para exame da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para que seja apreciado pelo Plenário do Senado.

Governo decreta situação de emergência em Casa Nova e mais 172 municípios baianos

Os municípios que enfrentam problemas com a seca devem acionar a Sudec

Cento e setenta e três municípios baianos tiveram situação de emergência reconhecida devido à falta de chuvas no estado. O decreto de reconhecimento vale por 180 dias e será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta-feira, 14 (veja relação abaixo).

O governo levou em consideração os baixos índices pluviométricos (de chuva) registrados nos últimos anos, que afetam quase a totalidade do estado.

Com a escassez das chuvas, o fornecimento de água potável tem sido comprometido e provocado graves prejuízos às atividades produtivas, principalmente na agricultura e pecuária.

Conforme o decreto, que passou pela análise da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), todos os órgãos estaduais devem participar de ações com o objetivo de buscar soluções para restabelecer a normalidade e preservar o bem-estar da população.

Confira a lista dos 173 municípios:

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Petrolina entra para lista das cidades afetadas pela seca em situação de emergência

(Foto: Internet)

Nesta terça-feira (4) o governo de Pernambuco, por meio de publicação no Diário Oficial, decretou estado de emergência em 56 municípios da região pelo prazo de 180 dias. Petrolina, Afrânio, Dormentes e Salgueiro estão entre as cidades afetadas pela seca.

O decreto estabelece que os órgãos responsáveis tomarão imediatamente as medidas necessárias para solucionar a emergência destes municípios e reduzir os danos. A publicação é embasada na falta de água, nas perdas na agropecuária e a precariedade da população da região.

Veja a lista de municípios: Petrolina, Salgueiro, Cabrobó, Araripina, Petrolândia, Santa Maria da Boa Vista, Dormentes, Lagoa Grande, Afrânio, Floresta, Arcoverde, Belém do São Francisco, Bodocó, Betânia, Afogados da Ingazeira, Brejinho, Calumbi, Carnaíba, Carnaubeira da Penha, Cedro, Custódia, Exu, Flores, Manari, Mirandiba, Moreilândia, Orocó, Ouricuri, Parnamirim, Quixaba, Santa Cruz, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Filomena, Santa Terezinha, São José do Belmonte, São José do Egito, Granito, Ibimirim, Iguaracy, Inajá, Ingazeira, Ipubi, Itacuruba, Itapetim, Jatobá, Serra Talhada, Serrita, Sertânia, Solidão, Tabira, Tacaratu, Terra Nova, Trindade, Triunfo, Tuparetama e Verdejante.

Com informações do JC

Municípios baianos declaram emergência devido à seca

(Foto: Ilustração)

Mais da metade dos municípios baianos (215 de um total de 417) estão com situação de emergência declarada pelo governo do estado devido à falta de chuvas. As informações são da Superintendência de Defesa Civil da Bahia (Sudec). Somente no Diário Oficial do Estado de hoje (15), foi publicado o estado de emergência em 106 cidades, “em virtude do desastre classificado e codificado como estiagem”.

O decreto tem vigência de 180 dias e precisa de reconhecimento do Ministério da Integração Nacional. Segundo o documento, assinado pelo governador Rui Costa, a seca “tem gerado graves prejuízos às atividades produtivas, principalmente à agricultura e à pecuária”. Além disso, a estiagem tem causado falta de água nas cidades citadas, incluindo distritos e zonas rurais.

Outras consequências são os danos ao ambiente, à subsistência e à saúde da população, o que impõe ao estado, “a adoção de ações emergenciais” para minimizar a situação de “profunda gravidade socioeconômica”, diz o decreto.

Com informações do EBC

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