Ana Amélia declara apoio a Bolsonaro e diz que PT no poder é ameaça à democracia

Vice de Alckmin diz que seguirá a orientação de seu partido, o PP

A senadora Ana Amélia (PP-RS), candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência, que ficou em quarto lugar, declarou apoio a Jair Bolsonaro no segundo turno. A senadora disse que o retorno do PT ao poder é uma ameaça à democracia.

“Nas grandes decisões, os gaúchos não admitem neutralidade! Fui uma das maiores defensoras do impeachment de Dilma Rousseff e uma das vozes mais fortes no Senado contra o desgoverno do PT no Brasil. Não quero que o país corra o risco da volta do PT ao poder”, postou no Twitter.

“Será uma ameaça à democracia e, especialmente, à Lava Jato! Por essas razões, seguirei a decisão do PP/RS, apoiando no segundo turno a candidatura de @jairbolsonaro à Presidência da República!”, completou.

Alckmin promete reformas no início do mandato e critica política de combustíveis

(Foto: Arquivo)

O candidato do PSDB à Presidência da República nas eleições 2018, Geraldo Alckmin, promete zerar o déficit primário do País em até dois anos e aprovar reformas já no seu primeiro ano de governo, caso seja eleito.

Alckmin critica a política de preço de combustível, que resultou na greve dos caminhoneiros deste ano,  e o tabelamento do frete rodoviário – demanda da categoria acordada com o governo que enfrenta resistência dos produtores.

“Estou trabalhando com Ana Amélia (vice na sua chapa) para, em janeiro, apresentar e aprovar reformas”, disse. “Meta é zerar déficit primário em até dois anos; permitir mais queda dos juros.”

Com acenos às demandas do setor, o candidato afirmou que não há hipóteses de voltar imposto sobre exportação e que isso significaria tirar competitividade de produtos. O tucano teceu elogios ao agronegócio: é um “grande polo dinâmico da economia”, “campeão de emprego” e que “melhora a qualidade de vida da população”.

Alckmin voltou a defender a criação de um tributo para amenizar a variação de preços dos combustíveis conforme o mercado internacional. “A Petrobrás não pode fazer ajustes diários. Faz uma média a cada 30 dias, se subir muito o barril do petróleo, faz um imposto regulatório, para se ter um colchão de natureza tributária. Se subir muito (o preço do) barril, você baixa o imposto regulatório”, afirmou. “O resultado (da greve) foi subsídio para combustível fóssil e esse retrocesso do tabelamento de frete. Não tem o menor cabimento”, disse.

“Ainda teve candidato incentivando greve de caminhoneiro”, disse o tucano, sem citar diretamente o nome de Jair Bolsonaro (PSL) que, na época da greve, chegou a apoiar a categoria. “Petrobrás não tem dinheiro para tudo; defendo trazer empresas privadas para o pós-sal e para o refino no Brasil”.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Fernando Filho e Antonio Coelho apresentam potenciais econômicos de Petrolina para Alckmin

Fernando Filho, Antônio Coelho e Miguel Coelho acompanham candidato à presidência em Petrolina. (Foto: ASCOM)

Em agenda por Pernambuco, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin foi recepcionado, nesta quinta (23), em Petrolina, pelos candidatos a deputado Fernando Filho e Antonio Coelho e o prefeito Miguel Coelho. O presidenciável visitou empresas e fazendas ligadas à fruticultura irrigada, além de comunidades da zona rural que precisam de medidas para abastecimento e infraestrutura.

Segundo o deputado Fernando Filho, a construção da agenda com Alckmin levou em consideração os potenciais econômicos da cidade sertaneja, cujo maior vetor é a fruticultura.

“Com a perspectiva de Alckmin ser nosso próximo presidente, queremos mostrar a força de nossa região e a necessidade de investimentos federais para Petrolina ser um polo de desenvolvimento para alavancar os demais municípios do São Francisco. Ao mesmo tempo, mostramos áreas que precisam de recursos, obras de abastecimento porque ainda sofrem com a seca e a falta de água”, explicou o deputado.

Alckmin ainda participará em Petrolina do ato de lançamento das candidaturas de Fernando Filho e Antonio Coelho. O evento terá a participação dos candidatos a senador Mendonça Filho e Bruno Araújo e deve reunir mais de seis mil pessoas.

Delegado que postou no Facebook que, depois de Lula, ‘é hora’ de prender Temer, Alckmin e Aécio terá conduta investigada pela PF

Delegado da Polícia Federal Milton Fornazari Junior. (Foto: Sabrina Vasconcelos)

A Polícia Federal desautorizou seu delegado Milton Fornazari Jr que, em sua página no Face, postou mensagem na noite de sábado, 7, logo após a prisão de Lula. “Agora é hora de serem investigados, processados e presos os outros líderes de viés ideológico diverso, que se beneficiaram dos mesmos esquemas ilícitos que sempre existiram no Brasil (Temer, Alckmin, Aécio, etc)’.

Em nota, nesta segunda-feira, 9, a direção da PF informou que ‘as declarações proferidas são de cunho exclusivamente pessoal e contrariam o normativo interno referente a manifestações em nome da instituição’.

Diferentemente do que o Estado publicou, Fornazari não é o chefe da Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros em São Paulo (Delecor). Ele exerceu a chefia da Delecor entre 26 de outubro de 2015 e 2 de novembro de 2016. Continua trabalhando na Delecor, na presidência de inquéritos sensíveis sobre corrupção e crimes financeiros.

A PF anunciou medidas administrativo-disciplinares ’em relação ao caso concreto’.

A mensagem de Fornazari foi postada pouco depois de o ex-presidente Lula decolar em um avião da PF rumo a Curitiba, a terra da Lava Jato, para cumprir a pena de 12 anos e um mês de reclusão no processo do famoso triplex do Guarujá.

“Lula preso. Objetivamente recebeu bens, valores, favores e doações para seu partido indevidamente por empresas que se beneficiaram da corrupção em seu governo”, escreveu o delegado. “Por isso merece a prisão.”

LEIA MAIS