Responsável por empresa contratada pelo SINDJUD explica confusão envolvendo carro de som durante protesto do Caso Beatriz

José Maria explica o que aconteceu na manifestação (Foto: Blog Waldiney Passos)

A confusão provocada pela presença de um carro de som nas proximidades do Fórum de Petrolina ainda repercute. Isso porque familiares de Beatriz Angélica Mota consideraram falta de sensibilidade do motorista por não ter saído do local.

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José Maria, proprietário da empresa contratada pelo Sindicato dos Servidores de Justiça de Pernambuco (SINDJUD PE) para prestar os serviços de alerta sobre a paralisação do Poder Judiciário no Estado participou do programa Super Manhã com Waldiney Passos.

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Na quinta-feira (2) houve mais um manifesto do Caso Beatriz organizado pela família da menina assassinada em 2015 no Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora. Durante o ato um carro de som interferiu no protesto e gerou revolta do grupo.

Ontem o Blog Waldiney Passos mostrou a revolta de Lucinha Mota, mãe de Beatriz Angélica. Nessa sexta-feira (3) nossa equipe recebeu uma nota do Sindicato dos Servidores de Justiça de Pernambuco (SINDJUD PE) esclarecendo os fatos presenciados na manhã de ontem.

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De acordo com o SINDJUDE, a entidade representativa dos servidores não estava ciente do protesto e afirma ter afixado faixas avisando sobre a paralisação do Poder Judiciário no Estado. No entanto, antes do protesto nossa equipe não conseguiu identificar essas sinalizações.

A nota afirma ainda que o Sindicato se solidariza e apoia o protesto organizado na manhã de ontem, que contou com a participação dos grupos Somos Todos Beatriz e Beatriz Clama por Justiça.

Confira a seguir a nota do SINDJUD PE:

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Posted by Lucinha Mota on Thursday, August 2, 2018

Durante o protesto dos grupos “Somos Todos Beatriz” e “Beatriz Clama Por Justiça”, que cobravam do Poder Judiciário uma posição em relação ao pedido de prisão preventiva do funcionário do Colégio Maria Auxiliadora que teria apagado as imagens do circuito de câmeras da escola, um carro de som parou em frente ao local onde era realizada a manifestação e ligou o som em um volume alto, atrapalhando a ação

Segundo uma nota de indignação divulgada no grupo “Somos Todos Beatriz”, a mãe da garota Beatriz, Lucinha Mota, se dirigiu até o motorista e pediu que ele diminuísse o volume. O responsável pelo veículo disse que não podia porquê estaria sendo pago pelo Fórum.

Lucinha explicou que se tratava de um manifesto sobre o caso de Beatriz e pediu que ele desse uma volta no quarteirão. O motorista voltou a dizer que estaria sendo pago para fazer aquilo e que não poderia sair do local.

Foi quando aconteceu um absurdo ainda maior. A mãe de Beatriz questionou o proprietário do carro de som se o dinheiro valia mais que a vida e escutou um “sim”. “Tudo isso foi testemunhado por várias pessoas que estavam presentes no manifesto”, diz a nota.

“Essas atitudes nos deixam muito tristes. Continuamos indignados com a postura do Poder Judiciário e de algumas pessoas ou instituições que lhe representam ou que estejam prestando serviços. Não esperamos justificativas vazias. O que esperamos é eficiência, imparcialidade e celeridade do Poder Judiciário. O que gera a violência é a impunidade. Precisamos sentir firmeza por parte dos promotores da lei. A justiça é cega (por conveniência), mas a injustiça doe nos nossos olhos”, disse Lucinha na nota.

Candidatos que ultrapassarem regras de uso do carro de som podem ser notificados pela justiça Eleitoral

Para ambientes como escolas, hospitais e igrejas é preciso estar a distância média de 200 metros./ Foto: internet

Para ambientes como escolas, hospitais e igrejas é preciso estar a distância média de 200 metros./ Foto: internet

Uma das coisas que mais incomoda a população nesse período de eleições é a propaganda por meio de carros de som. Há candidatos que perdem o voto pelo uso abusivo do meio de divulgação, porém, não é apenas um perder um eleitor que o candidato deve recear. Em entrevista a uma rádio local nesta manhã (22) o comandante da Polícia Militar de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, Henrique Peres, pediu ajuda da população que se sentir prejudicada com os excessos, a PM irá encaminhar as notificações a Justiça Eleitoral.

Segundo o comandante os policiais militares já circulam com o objetivo de fiscalizar ações dessa publicidade. Quando o carro de som prejudicar a população ou outra militância a PM deve ser acionada. Serão observados os decibéis e a  as proximidades de prédios públicos, escolas, fórum, quartéis militares e hospitais. Para ambientes citados, é preciso estar a distância média de 200 metros. 

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