Pernambuco: símbolo da luta contra a Ditadura, Elzita Santa Cruz morre aos 105 anos

Dona Elzita era uma das maiores críticas do Regime Militar (Foto: DA Press)

Morreu na madrugada dessa terça-feira (25), em Olinda (PE), Elzita Santa Cruz. Ela tinha 105 anos e ficou conhecida nacionalmente por sua luta durante a Ditadura Militar. Natural de Água Preta, no interior de Pernambuco, dona Elzita denunciou por anos o desaparecimento do seu filho, Augusto Santa Cruz, preso político na época do Regime.

Augusto desapareceu no Carnaval de 1974, aos 26 anos de idade, no Rio de Janeiro, a caminho de um encontro com ativistas da Ação Popular Marxista – Leninista. Outros dois  de seus dez filhos, Marcelo e Rosalina, também foram perseguidos pela ditadura.

Seu corpo será velado na Câmara Municipal de Olinda, a partir das 15 horas. É com pesar que recebi a notícia do falecimento de dona Elzita Santa Cruz. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) emitiu uma nota de pesar na qual afirma que ela “foi incansável na busca por direitos humanos e justiça para seu filho Fernando e para outras vítimas da ditadura. A sua dedicação a essas causas seguirá nos inspirando“.

Câmara de Petrolina aprova Moção de Repúdio a Jair Bolsonaro

Requerimento foi aprovado por maior parte dos vereadores (Foto: Jean Brito/CMP)

Apresentado verbalmente na sessão de quinta-feira (28) passada, a Moção de Repúdio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) por comemorar o Golpe Militar de 1964 foi aprovada na Câmara de Petrolina ontem (2). O pedido do vereador Gilmar Santos (PT), no entanto, não contou com apoio total dos colegas.

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Rodrigo Araújo (PSC), Ronaldo Souza (PTB) e Major Enfermeiro (MDB) se abstiveram de votar o Requerimento nº 07/2019. Já Osinaldo Souza (PTB) que não estava presente no momento da votação no Plenário da Casa, mesmo não podendo computar seu voto se posicionou contrário.

“Eu não concordo, esse país nunca teve golpe, quiseram ensinar que houve Golpe Militar. Esse país teve uma administração militar. Quase todos os ministros eram da administração militar”, disse o edil. Mesmo com as abstenções, a Moção de Repúdio foi aprovada por 11 votos.

Juíza do DF proíbe celebração do 31 de março

(Foto: Fátima Meira/Futura Press/Folhapress)

A juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, proibiu na última sexta-feira (29) as comemorações do aniversário de 55 anos da instituição do regime militar no dia 31 de março. Na decisão liminar a magistrada reitera a necessidade de “serenidade e equilíbrio das instituições” no país.

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Bolsonaro autoriza celebração da “revolução militar” em 1964

A ação foi movida pela Defensoria Pública da União (DPU).  “Defiro o pedido de tutela de urgência para determinar à União que se abstenha da ordem do dia alusiva ao 31 de março de 1964, prevista pelo ministro da Defesa e comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica”, explica em sua decisão que tem nove páginas.

Por recomendação do presidente Jair Bolsonaro, as unidades militares devem ler a ordem do dia para relembrar a data, que teve início o período militar, que durou 21 anos (1964 a 1985). O ato, no entanto, repercutiu de forma negativa na sociedade brasileira, em especial nas vítimas da Ditadura Militar. (Com informações do Diário de Pernambuco).

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Vereador formalizará pedido na sessão de terça-feira (Foto: Jean Brito/CMP)

A decisão do Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) de celebrar o dia 31 de março – data ligada à Ditadura Militar no país – repercutiu também em Petrolina. Na sessão da última quinta-feira (28) o vereador Gilmar Santos (PT) solicitou uma Moção de Repúdio ao mandatário por tal atitude.

No entanto, apesar de contar com o apoio dos colegas, a Moção não entrou em votação porque o Regimento Interno da Casa Plínio Amorim não permitia, já que o pedido de Gilmar foi feito verbalmente e somente será discutido na sessão de terça-feira (2).

“O presidente solicitou esses dias que os militares comemorem o Golpe de 1964, um golpe que violou os Direitos Humanos, que tirou a vida de inocentes, que aprofundou desigualdades, censura e é inadmissível que tenhamos um presidente da República solicitando a comemoração de um regime que rompeu a democracia”, justificou o edil.

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Rodrigo Maia afirma que Câmara não celebrará data que remete à Ditadura Militar

(Foto: Internet)

A Câmara dos Deputados não celebrará o dia 31 de março, foi o que afirmou o presidente da Casa, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em entrevista exclusiva ao Brasil Urgente de terça-feira (26), Maia se disse não estar confortável em relembrar uma data vivenciada por ele na infância.

Seu pai, o político Cesar Maia foi torturado e exilado do país durante a Ditadura Militar, período no qual Rodrigo nasceu. “Claro que não me sinto confortável, não é algo que eu queira comemorar. O Brasil vive um momento muito delicado, então que tomar cuidado com essas coisas”, disse o deputado que teme uma polarização ainda maior no país.

Pedido de Bolsonaro

A data foi reinserida no calendário para celebrar 55 anos do golpe de 1964, após Jair Bolsonaro (PSL) dar aval para a comemoração. “O presidente não considera 31 de março de 1964 como golpe militar“, justificou o porta-voz da Presidência da República, o general Otávi Santana do Rêgo Barros.

No domingo (24) Bolsonaro orientou que quartéis militares celebrem a data marcada pelo golpe militar que derrubou o governo democrático de João Goulart, dando início a uma ditadura que durou mais de 20 anos. A atitude, no entanto, gerou críticas de diversas entidades jurídicas e da população. (Com informações de Band).

Juazeiro: espetáculo ‘Entre Nós’ mistura arte e história da ditadura militar

(Foto: Michele Luz / Divulgação)

Em comemoração aos 45 anos de carreira, o ator e diretor teatral, Hertz Félix, protagoniza em Juazeiro (BA) o espetáculo ‘Entre Nós’, sob a direção do juazeirense Marcos Velasch. A montagem, que tem no elenco Joyce Guirra, Mikael Andrade e Elder Ferrari, sobe ao palco do Centro de Cultura João Gilberto no dia 14 de abril, às 20h.

Na trama criada pelo dramaturgo Aloísio Villar, um renomado escritor se instala no litoral do Rio de Janeiro, no auge do Golpe de 64, para escrever seu oitavo livro. É lá que conhece um jovem poeta filho de militar. A relação entre os dois gera conflitos envolvendo a esposa do escritor e o pai do rapaz, o que pode comprometer a vida dos personagens.

De acordo com a sinopse, todas as discussões trazidas pelas figuras em cena, visam levar o espectador a uma reflexão sobre as renúncias de uma pessoa em nome dos sentimentos, além de criar algumas ligações da peça com as lutas por memória, verdade e justiça diante das vítimas do regime militar.

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“Hoje morre isso no Carnaval e não se fala nada” afirma Bolsonaro sobre mortes durante a Ditadura Militar

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

Candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) comparou as mortes durante a Ditadura Militar com as ocorridas durante os festejos do carnaval. A declaração do político que é líder na intenção de votos veio durante uma entrevista à rádio CBN.

“Desapareceram 400. Morreram pessoas em que circunstâncias? Hoje morre isso no Carnaval e não se fala nada”, comentou o deputado federal. Ele voltou a defender o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de vários assassinatos durante o regime.

“[Ele] não teve nenhuma condenação transitada e julgada. Você não pode acusá-lo disso. Agora, o outro lado que cometeu barbaridades vocês nunca condenam“, afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro aparece 16 pontos percentuais a frente de Fernando Haddad (PT) na disputa do segundo turno. Nessa sexta-feira (12) começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV, que terminará dois dias antes do pleito do dia 28 de outubro.