Marília Arraes defende nome de Cristina Costa como candidata a prefeita de Petrolina

Deputada cumpre agenda em Petrolina e fala sobre cenário politico local (Foto: Blog Waldiney Passos)

A deputada federal Marília Arraes (PT) está em Petrolina nessa sexta-feira (21) e afirmou com todas as letras que a vereadora Cristina Costa (PT) tem o seu apoio em uma possível candidatura à Prefeitura, em 2020. “Todo mundo sabe que eu sou uma entusiasta da atuação política da vereadora Cristina Costa, eu acho que seria uma grande candidata a prefeita”, afirmou durante participação no programa Super Manhã com Waldiney Passos.

Contudo, apesar do apoio, Marília fez questão de ressaltar um ponto importante: seu apoio é praticamente simbólico. “Defendo o nome de Cristina sem dúvida alguma, mas defendo entre nós, no nosso grupo político porque eu não faço parte do Diretório de Petrolina. É uma conversa entre nós, mas sem nenhuma interferência direta obviamente. Tenho todo respeito pelas decisões tomadas no Diretório aqui na cidade”, ressaltou.

PT com candidatura própria

Na ótica da deputada federal, o PT tem condições de lançar candidatura própria em Petrolina e tal posicionamento seria importante para a sigla. “Nós temos tamanho para ter uma candidatura própria, é importante que a gente deixe o partido discutir democraticamente, sem intervenções que nós tivemos em 2018, quando nós decidimos ter candidatura própria e teve essa intervenção nacional”, finalizou.

Com mais de 200 mil eleitores, segundo turno em Petrolina deve provocar mudanças no número de seções

Há mais de 200 mil eleitores cadastrados no sistema biométrico de Petrolina (Foto: Blog Waldiney Passos)

Na eleição municipal de 2020 os petrolinenses deverão vivenciar uma nova estrutura, já que a escolha de prefeito poderá ser definida em segundo turno. Isso é inédito na cidade e somente será possível porque o município tem mais de 200 mil eleitores cadastrados no sistema biométrico.

O Blog Waldiney Passos procurou a Justiça Eleitoral e obteve a confirmação de que até o dia 25 de janeiro havia exatamente 200.547 eleitores aptos a votar em Petrolina. No último pleito para prefeito, em 2016 o número era de 198.599, segundo dados do Fórum Eleitoral.

Por que segundo turno?

A Constituição Federal de 1988 prevê a realização de segundo turno, nos artigos 28 e 29, em municípios com mais de 200 mil eleitores. Segundo o critério da maioria absoluta, para ser eleito não basta ao candidato simplesmente obter mais votos do que seus concorrentes.

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Segundo turno transformará eleição em “jogo de xadrez”, afirma ex-prefeito Lóssio

Ex-prefeito já havia dito que vai estar no jogo em 2020, mas sem revelar de que forma (Foto: Blog Waldiney Passos)

A eleição municipal de 2020 deverá contar, pela primeira vez na história, com o segundo turno e tornar o caminho à Prefeitura de Petrolina mais difícil. Para o ex-prefeito e candidato ao Governo de Pernambuco, Julio Lóssio, a movimentação de bastidores será a chave para ganhar o pleito.

“Nas últimas eleições a gente jogava uma partida de tênis, era um do lado e ganhava no primeiro set. Nós vamos caminhar para o segundo turno, que é um jogo de xadrez. Nós temos em Petrolina uma disputa cada vez mais que será um jogo de xadrez e ganhará quem conseguir somar mais forças no segundo turno”, comentou.

Futuro político

Anteriormente Lóssio já havia colocado seu nome no “jogo político” de 2020, porém, sem explicar em qual função. Além dele outros nomes cotados são Gabriel Menezes (PSL), Odacy Amorim (PT), Lucas Ramos (PSB), Gonzaga Patriota (PSB) e o atual prefeito, Miguel Coelho.

Quando questionado a respeito de uma possível aliança entre a oposição, caminhando ao lado de Lucas Ramos, Lóssio não descartou a parceria. “Nós vamos discutir essa questão de eleição no momento certo, mas eu penso que teremos uma eleição que é um jogo de xadrez e agora é diferente”, finalizou

Cabrobó poderá ter 9 candidatos a prefeito em 2016

Eleições 2016

“Deve ser bom ser prefeito”, declarou um político em uma conversa em off outro dia com à imprensa e, para se ter uma ideia o cargo deve garantir algumas vantagens no cotidiano dos executivos brasileiros, principalmente na vida de políticos de carreira, prova disso, o rumo da política em Cabrobó, está com uma lista de pelo menos 9 pré-candidatos à sucessão municipal da cidade.

Os nomes que fazem parte da gorda lista de pré-candidatos a prefeito de Cabrobó são: Auricélio Torres (PSB), atual prefeito, Romero Gomes (PR), atual vice-prefeito; Mario Barros (Solidariedade), ex vice-prefeito, Dermeval Menezes (sem partido), ex vice-prefeito.

Também aparecem na lista divulgada na imprensa Eudes Caldas (PTB), ex-prefeito, é o número 1 na lista da oposição, Edgar Caldas (PTB), ex-prefeito, Marcos de Neuma (PSB), Antonio de Nestor (PRP), sindicalista e ex-candidato a prefeito; e ainda Marcilio Cavalcanti (PMDB).

Parece que o eleitor de Cabrobó terá que ouvir muito discurso para escolher quem será o candidato que merece aperta o sim na urna no dia 2 de outubro, aos seres comuns restam aguardar cenas do próximo capitulo deste teatro da vida real.

Mesmo com desgaste político, PT pode ter bom desempenho em municípios do interior

PT

Apesar do desgate político que o Partido dos Trabalhadores vem enfrentando na esfera nacional, pesquisas de opinião pontuam que, paradoxalmente, o partido pode sair-se bem nas eleições municipais em cidades de pequeno porte. A condição, no entanto, é que os candidatos coloquem debaixo do tapete uma das principais marcas do partido: a estrela. A análise é simples. Os candidatos terão que se cacifar por méritos próprios sem precisar da muleta partidária, que outrora era o combustível para alçar novos nomes.

O desgaste da sigla com os desdobramentos das investigações da Operação Lava Jato e a fragmentação da base aliada da presidente Dilma dão a tônica que estender a bandeira vermelha pode não ser o melhor caminho. “Isso em cidades de 40 ou 60 mil eleitores, se for vincular o nome ao PT, o negócio não fica bom”, observa o analista político Maurício Romão.

Outro ponto a ser levado em consideração nas projeções é o principal legado do partido, as ações de transferência de renda, que estão sendo rapidamente corroídas pela situação econômica e pelo aumento dos índices de desemprego. “Então, os candidatos do PT que forem às ruas propagando o legado vão ter dificuldade de justificar”, diz. Nas capitais, no entanto, o peso das siglas deve predominar.

REFLEXO

Segundo o especialista em marketing político Carlos Manhanelli, esta é a segunda vez na história recente da política brasileira que o desgate de um partido no âmbito nacional reverbera nas eleições locais. Ele relembra que, nas eleições majoritárias de 1974, o MDB (atual PMDB) passou a crescer eleitoralmente diante da crise econômica que corroía a base social de apoio aos militares. “O MDB mostrou as mazelas da ditadura e elegeu 23 governadores”, diz.

Em 2016, no entanto, a rejeição à sigla petista é crescente. Segundo ele, as pesquisas vêm apontando que a vinculação ao partido dos trabalhadores pode tirar ponto dos candidatos. (Fonte: NE10)