Outra vez: Projeto de Lei que estabelece o Estatuto Municipal da Igualdade Racial em Petrolina deve ser votado nesta terça-feira (25)

Retirado de pauta em duas outras oportunidades, o Projeto de Lei nº 152/2020, que institui o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa no âmbito do Município de Petrolina, está de volta a pauta da sessão desta terça-feira (25) na Câmara Municipal e Petrolina.

De autoria do vereador Gilmar Santos (PT), o PL tem como objetivo promover políticas públicas de combate à discriminação racial e à intolerância religiosa

Construído de forma coletiva, a partir de debates e encontros entre representantes da sociedade civil, movimentos sociais, instituições e organizações ligadas à luta antirracista na região, o PL visa garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, além da defesa dos direitos individuais, coletivos e difusos.

“Defender a regulamentação do Estatuto da Igualdade Racial em Petrolina é dizer à população negra do município que o nosso mandato e tantos movimentos e pessoas que construíram esse PL conosco não aceitam as desigualdades e violências que tanta afetam o povo preto e periférico da nossa cidade. É dizer sim e exigir políticas públicas que garantam igualdade de oportunidades e protejam a dignidade do nosso povo. Esperamos que a Câmara Municipal assuma esse compromisso e vote pela aprovação do projeto”, pontuou Gilmar Santos, propositor do projeto.

Dados do IBGE revelam que a desigualdade salarial entre homens e mulheres pode chegar a quase R$ 1 mil no país

As mulheres gastam 10,5 h a mais que os homens em trabalhos domésticos. Por conta disso, a jornada total feminina por semana fica mais alta que a masculina, geralmente. (Foto: Ilustração)

Neste sábado (26), é comemorado o Dia Internacional da Igualdade Feminina, entretanto dados divulgados pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que mulheres trabalham mais, com nível de escolaridade maior, mas a média salarial é menor que a dos homens.

Segundo os dados divulgados pelo o G1, as mulheres brasileiras enfrentam desigualdades em casa e, principalmente, no trabalho. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2015, a mais recente e completa, o rendimento médio dos brasileiros era de R$ 1.808, mas a média masculina era mais alta (R$ 2.012), e a feminina, mais baixa (R$ 1.522).

Apesar de a diferença nacional entre os sexos já ser alta (R$ 490), a situação fica ainda mais desigual a depender da região ou estado do país. A maior diferença é encontrada no Distrito Federal. Os homens ganham, em média, R$ 3.965, contra R$ 2.968 das mulheres – uma diferença de R$ 997.

Já o estado com os valores mais próximos é Roraima: R$ 1.684 para os homens e R$ 1.646 para as mulheres, uma diferença de R$ 38. Em nenhum estado, porém, o rendimento médio feminino é mais alto que o masculino.

“Norte e Nordeste têm salários menores e, com isso, a desigualdade é pequena, mas continua sendo desigualdade. Em regiões com salários mais altos e em centros urbanos, que têm maior concentração de empresa, a disparidade aumenta”, diz a pesquisadora da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Cristiane Soares.

Tarefas de casa

De fato, os homens trabalham mais no trabalho principal que as mulheres – uma média de quase seis horas a mais por semana. Mas, na contrapartida, as mulheres gastam 10,5 horas a mais que os homens em trabalhos domésticos (lavando pratos, arrumando a casa, cuidando dos filhos, entre outros afazeres). Por conta disso, a jornada total feminina por semana fica mais alta que a masculina, geralmente.

II Fórum de Promoção à Igualdade Racial é realizado com sucesso de público e propostas

Antes de iniciar o Fórum, teve apresentação da Orquestra Muzart e desfile dos trajes típicos das religiões de matrizes africanas. (Foto: ASCOM)

Nesta quinta-feira (15), no Departamento de Ciências Humanas da UNEB, Campus de Juazeiro, aconteceu o II Fórum de Promoção à Igualdade Racial, realizado pela Prefeitura Municipal de Juazeiro (BA), através da Gerência de Diversidade da Secretaria de Desenvolvimento e Igualdade Social, em parceria com o Conselho Municipal de Igualdade Racial.

A palestra de abertura do Fórum foi ministrada pela Professora da UNEB, Ceres Santos, com o tema Feminismos Negros. E durante todo o dia aconteceram grupos de discussões sobre as políticas públicas para a comunidade negra, que se propõe implantar na cidade de Juazeiro.

“A ideia agora é institucionalizar essas propostas e partir para a elaboração e implementação de políticas públicas”, disse o então Presidente do COMPIR, Professor Cláudio Roberto Santos.

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Portadores de deficiência protagonizam desfile de moda em Juazeiro

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Para encerrar a programação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, as Secretarias de Saúde, de Desenvolvimento e Igualdade Social, comerciários de Juazeiro, APAE, Conselho Municipal e TM produções realizaram na manhã desta sexta-feira (23), o primeiro desfile de moda inclusiva em Juazeiro, o evento ocorreu no Calçadão central, na Rua Conselheiro Saraiva.

Desfilaram na passarela cerca de 20 modelos, entre cadeirantes, deficientes visuais, auditivos, portadores de Síndrome de Down e pacientes do Cerpris usando órteses. Entre eles, o modelo inclusivo Jose Wilson, que é cadeirante falou sobre o evento. “Muito bom participar desse momento, ficamos felizes com a iniciativa da prefeitura de Juazeiro. Essa ação é importante para nossa autoestima e mostrar a sociedade nossa inclusão. Gostei muito de desfilar”, disse.

O objetivo da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência é conscientizar a população sobre a luta das pessoas com deficiência em busca da acessibilidade e inclusão social em atividades socioculturais, educacionais e de saúde que ocorrem no município.

A Articuladora dos selos UNICEF e ABRINQ e Diretora de Humanização, Cínthia Catherine, destacou a importância do desfile. “Nosso objetivo é construir um olhar positivo na sociedade voltado para esse público, com mais respeito à deficiência, além de melhorar a autoestima deles. Articulamos junto a outras secretarias para promover um evento levando melhoria de qualidade de vida e cidadania das pessoas com deficiência em Juazeiro”,  concluiu Cinthia.