Nestor Cerveró denuncia propina em Pasadena

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O ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou em delação premiada à Procuradoria-Geral da República que o senador Delcídio Amaral (PT-MS), no fim de 2005 e início de 2006, o “procurava insistentemente” solicitando dinheiro para a campanha ao governo de Mato Grosso do Sul. Cerveró disse que, na ocasião, o petista soube da compra da refinaria de Pasadena (EUA) – negócio que causou, segundo o Tribunal de Contas da União, prejuízo de US$ 792 milhões à estatal.

Cerveró disse que, com as cobranças constantes de Delcídio, acertou uma propina de US$ 2,5 milhões para o ex-líder do governo no Senado, comprometendo-se a repassar “parte de sua propina para o parlamentar”. Destinou então a Delcídio US$ 1,5 milhão “decorrente do contrato de Pasadena”. Ficou devendo US$ 1 milhão.

Cerveró declarou que cedeu à pressão do senador porque achava que sua permanência no comando da área Internacional da estatal estava “ameaçada”.

Procuradoria pede ao STF afastamento de Cunha do cargo de deputado federal e da Câmara

cunha

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, classificou de “cortina de fumaça e desvio de foco” a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (16), seu afastamento do mandato parlamentar e, consequentemente, da Presidência da Casa.

O pedido de afastamento de Cunha está em análise pelo ministro Teori Zavascki, do STF, mesmo relator da Operação Lava Jato. A decisão final sobre o assunto cabe ao plenário do Supremo Tribunal Federal.

Segundo nota da PGR, o procurador-geral pede que Cunha seja afastado para garantir a ordem pública, a regularidade de procedimentos criminais em curso perante o STF e a normalidade das apurações submetidas ao Conselho de Ética.

Além de acusações relacionadas a contas na Suíça, o presidente da Câmara foi citado em delações premiadas, no âmbito da Operação Lava Jato, e é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Catilinárias: saiba a origem do nome da operação da PF

senado romano

A nova fase da Lava Jato foi denominada de Operação Catilinárias, em referência a quatro discursos proferidos pelo cônsul romano Marco Túlio Cícero (106 a.C. – 43 a.C.) contra o senador Lúcio Catilina, acusado de tentar dissolver o Senado e tomar o poder em Roma.

As Catilinárias de Cícero representam um dos mais importantes discursos de Marco Túlio Cícero recitado no Templo de Júpiter em 8 de novembro de 63 a.C., local para onde tinha sido convocado o Senado de Roma.
A frase que abre o discurso de Cícero e uma das mais conhecidas é “Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?”

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu o pedido de análise de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no dia 2 de dezembro. A medida não obriga a presidente a deixar o Planalto imediatamente; a Câmara ainda irá analisar o processo. Caso os deputados aprovem o afastamento, ela ficará fora do cargo por 180 dias, enquanto o Senado faz o julgamento. Nesse tempo, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), assumiria interinamente o governo até a decisão final. (Folha Press)

Ex-relator do processo contra Eduardo Cunha diz que recebeu oferta de propina

fausto-pinato

Ex-relator do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMBD-RJ), no Conselho de Ética, o deputado Fausto Pinato (PTB-SP) disse que recebeu oferta de propina em relação ao seu parecer sobre o caso. Pinato foi afastado do processo contra Cunha na quarta-feira, após uma manobra do presidente e do vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA). Pinato disse não conhecer as pessoas que fizeram a proposta.

— Então, por exemplo, eu fui abordado em aeroporto (…) Eu não sei nem quem era. ‘Você que é o Pinato? Olha, pensa bem,pode mudar sua vida’ — disse à “Folha de S. Paulo”, contando que as pessoas faziam sinal de dinheiro com as mãos enquanto falavam.

Pinato relatou ainda que recebeu telefonema o aconselhando a “pensar bem na sua família”. O deputado, que deu um parecer pela continuação das investigações contra Cunha por quebra de decoro, repetiu que recebeu de aliados de Cunha conselhos para que ele tomasse cuidado com a forma que faria seu relatório, mas não citou nomes.

O novo relator do caso de Cunha, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), foi oficializado na quinta-feira, durante uma sessão tumultuada no Conselho de Ética, que chegou a ser supensa após dois deputados trocarem tapas. O parlamentar voltou a dizer que é um processo “complexo” e que não concorda com a troca do relator. Ele disse que só vai apresentar o relatório na próxima terça-feira, dia 15. (Da Agência O Globo)

BTG Pactual diz que fará investigação interna sobre atuação de Esteves no banco

ANDRÉ ESTEVES

O Conselho de Administração do Banco BTG Pactual criou um Comitê Especial para supervisionar e dirigir uma investigação interna sobre a atuação do ex-presidente da instituição, André Esteves, preso na Operação Lava Jato.

Segundo o banco, o Comitê Especial será formado por maioria de membros independentes do Conselho de Administração e será presidido por Mark Maletz, membro independente do conselho. As ações do Comitê Especial serão tomadas por voto da maioria e os membros independentes sempre constituirão a maioria dos membros votantes do Comitê Especial, informou o banco.

O BTG diz que contratou o escritório internacional de advocacia Quinn Emanuel, com ampla experiência em investigações dessa natureza, para conduzir a investigação interna independente. O escritório indicará em breve uma empresa de advocacia brasileira para trabalharem em conjunto.

Investigados pela Operação Lava Jato, Esteves e o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foram presos no dia 25 de novembro, acusados de tentar obstruir as investigações e tentar convencer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a desistir do acordo de delação premiada. (Ebc)

PGR denuncia Delcídio e André Esteves por atrapalharem investigação da Lava Jato

delcidio

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e André Esteves, ex-controlador do banco BTG Pactual, pelo crime de  impedir e embaraçar a investigação penal.

Pelos mesmos crimes, a procuradoria também denunciou o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira, e o ex-advogado do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Ceveró, que responderá ainda pelo crime de patrocínio infiel. Todos estão presos por determinação do Supremo.

Caberá a Segunda Turma da Corte analisar a abertura de ação penal contra os acusados. O julgamento deverá ocorrer em 2016, devido ao período de recesso do Judiciário. As penas para os crimes citados variam de três e oito anos de prisão.

Delcídio e seu chefe de gabinete estão presos na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ribeiro e Esteves estão em um presídio no Rio de Janeiro. As prisões foram executadas no dia 25 de novembro.

A PGR usou depoimentos da delação premiada do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e do filho dele, Bernardo Cerveró, para embasar a denúncia contra os acusados.

A procuradoria sustenta que Delcídio tentou dissuadir Nestor Cerveró de aceitar o acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), ou que, se isso acontecesse, que evitasse delatar o senador e também André Esteves. (EBC)

Processo contra Cunha é adiado pela quarta vez e fica marcado para dia 8

MP11 BSB DF 13 05 2015 CAMARA/MP 664 O presidente da Camara dos Deputados, Eduardo Cunha preside sessao extraordinaria destinada a analisar a MP 664/14 que muda as regras de pensao por morte. O deputado Carlos Zarattini (PT SP) relator da materia. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), adiou, pela quarta vez, a votação do parecer preliminar do deputado Fausto Pinato (PRB-SP), relator da representação contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Araújo tentou marcar uma nova sessão para amanhã (3), mas alguns parlamentares alegaram compromissos em outras comissões e em seus estados, e a votação ficou para a próxima terça-feira (8). Amanhã, os parlamentares do colegiado voltam a se reunir para tentar votar outras representações – contra deputados Alberto Fraga (DEM-DF) e Chico Alencar (PSOL-RJ).

Os 21 deputados que integram o Conselho de Ética da Câmara tinham um acordo para apreciar o parecer hoje, depois que a tentativa feita na terça-feira (1º) acabou frustrada. Os parlamentares discutiram, por quase seis horas, sobre ritos e processos do colegiado, fazendo com que a reunião se arrastasse por mais tempo. A sessão do Congresso, que estava marcada para as 19h, para deliberar sobre vetos, foi aberta, suspendendo as atividades do Conselho.

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Aliados de Cunha atrasam votação no Conselho de Ética

Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fizeram uma série de intervenções, atrasando o início da votação do parecer favorável ao seguimento do processo contra o peemedebista no Conselho de Ética da Casa. Na primeira meia hora da reunião, o principal assunto foi uma suposta “furada de fila”.

A sessão foi aberta às 14h46. Os deputados Jovair Arantes (PTB-GO), Manoel Júnior (PMDB-PB) e Paulinho da Força (SD-SP) apresentaram questões de ordem questionando até mesmo a ordem de chegada de deputados e o principal debate da tarde, ao menos até as 15h15, era se o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) havia furado a fila ou não.

O clima era tenso desde antes do início da sessão. Suplentes disputaram por segundos a prioridade de votação. Lorenzoni e Sérgio Moraes (PTB-RS) chegaram a discutir antes da abertura da sessão. Moraes disse que Lorenzoni furou a fila de suplentes. Apenas o primeiro suplente de cada bloco partidário a registrar presença pode votar no lugar do titular ausente. “Acho que foi tremendamente antiético”, afirmou Sérgio Moraes.

Líder do PTB, Jovair Arantes fez questão de ordem em defesa de Moraes. O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), disse que Arantes não tem direito de fazer questão de ordem por não ser membro do colegiado. Outro aliado de Cunha, Manoel Júnior (PMDB-PB), como integrante, se manifestou então a favor de Moraes.

Com a ausência de Júlio Delgado (PSB-MG), que está em missão no exterior, os suplentes Bebeto (PSB-BA) e Eliziane Gama (Rede-MA) disputaram uma vaga. Eliziane chegou primeiro, mas temia ter sua prerrogativa de voto questionada por ter assinado a representação contra o peemedebista. Antes da sessão, aliados de Cunha apostavam que o placar seria 12 a oito a favor do peemedebista. (Uol)

Oposição traça caminhos para a cassação de Cunha

MP11     BSB DF 13 05 2015  CAMARA/MP 664    O presidente da Camara dos Deputados, Eduardo Cunha preside sessao extraordinaria destinada a analisar a MP 664/14 que muda as regras de pensao por morte. O deputado Carlos Zarattini (PT SP) relator da materia. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Foto: Dida Sampaio

Reunidos na Câmara, partidos de oposição traçaram três cenários para a reunião do Conselho de Ética que vai discutir a abertura de investigação de Eduardo Cunha.

Se a corda que Cunha colocou no pescoço do PT com as ameaças de impeachment der resultado e a investigação seja de pronto enterrada, haverá um recurso ao plenário.

Se por outro lado a investigação for aberta e os aliados de Cunha recorrerem ao plenário para tentar derrubar a deliberação ou simplesmente ganhar tempo, haverá uma questão de ordem para impedir que o próprio presidente seja o responsável por pautar o caso.

Na terceira e considerada mais improvável hipótese, a oposição trabalha com o cenário de o Conselho abrir o processo contra Cunha mas já sugerir uma punição branda, como uma advertência. Nesse caso, haveria uma questão de ordem no próprio Conselho para tentar regimentalmente barrar tal deliberação, sendo possível, em último caso, até mesmo recursos à Justiça para garantir que punição só seja discutida ao fim do processo.

Por fim, os partidos decidiram aditar o pedido que fizeram ao Ministério Público para o afastamento de Cunha com as últimas notícias sobre o suposto repasse de 45 milhões de reais ao deputado pelo BTG Pactual. (Radar Online)

Persio Arida assume presidência do Conselho do BTG, após renúncia de Esteves

persio arida

O banqueiro André Esteves, preso na Operação Lava Jato, renunciou aos cargos de diretor-presidente e de presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual e da BTG Pactual Participation. De acordo com comunicado ao mercado, Persio Arida, que estava interinamento no cargo de presidente, assume a presidência do Conselho de Administração das instituições.

Marcelo Kalim e Roberto Balls Sallouti foram eleitos para o cargo e exercício conjunto, por ambos, das funções de diretor-presidente do Banco BTG Pactual e da Pactual Participations. John Huw Gwili Jenkins foi designado vice-presidente do Conselho de Administração.

“As referidas deliberações estão sujeitas a todas as aprovações regulatórias e societárias aplicáveis. As assembleias gerais extraordinárias para fins de ratificação e aprovação das deliberações acima e consequente alteração dos respectivos estatutos sociais das companhias serão devidamente convocadas, nos termos dos editais de convocação e propostas da administração a serem divulgados oportunamente”, diz o comunicado do banco.

Investigados pela Operação Lava Jato, André Esteves e o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foram presos na última quarta-feira (25), acusados de atuarem para obstruir a investigação e tentar fazer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró desistir do acordo de delação premiada.

Aécio abandona Romário após citação de dinheiro suíço

romáro

A citação na conversa gravada que levou o senador Delcídio Amaral (PT-SP) à prisão fez com que o presidente Nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), abandonasse o senador Romário (PSB-RJ). O tucano cancelou encontros que teria na segunda-feira (30) com o senador fluminense e dirigentes de outros partidos de oposição para articular a criação de uma frente única para disputar a prefeitura do Rio no ano que vem. Delcídio, na gravação em que acerta o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, fala sobre um suposto esquema para limpar uma conta que Romário teria na Suíça.

Aécio articula a criação de uma frente para ocupar o espaço criado pelo enfraquecimento da candidatura do secretário Pedro Paulo, candidato do prefeito Eduardo Paes (PMDB) a sua sucessão. A frente seria composta pelo PSDB, PSD, DEM, SD, PPS e PSC, as forças que se uniram em torno do senador mineiro na eleição do ano passado.

Haveria um encontro separado com Romário. Oficialmente, o motivo do cancelamento, segundo fontes tucanas citadas pelo jornal O Globo, foi a convocação de uma reunião em São Paulo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir com Aécio a estratégia de enfrentamento da crise política, que se agravou muito nos últimos dias.

Aécio quer remarcar as conversas com Romário e com os demais partidos ainda esse ano. O objetivo é articular uma candidatura única à prefeitura em 2016 que simbolize a oposição ao governo Dilma Rousseff e, no âmbito local, se contraponha à do PMDB de Eduardo Paes.  (do Portal BR 247)

Por segurança, Cerveró é transferido para Superintendência da PF no Paraná

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O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi transferido do Complexo Médico-Penal, localizado na região metropolitana da Curitiba, onde estava preso, para a Superintendência da Polícia Federal (PF) na capital paranaense.

Segundo a superintendência da PF, a transferência de Cerveró, feita no fim da tarde de quarta, foi por motivo de segurança e atendeu a um pedido encaminhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nestor Cerveró foi preso na Operação Lava Jato e, condenado, fez acordo de colaboração com a Justiça. O depoimento da delação premiada de Cerveró foi um dos elementos usados pela PGR para pedir a prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS); do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual; do ex-advogado de Cerveró, Edson Ribeiro; e do chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira. As prisões foram autorizadas na última terça-feira pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), e executadas na quarta pela Polícia Federal.

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