Oposição precisa de melhor articulação para derrotar PSB, afirma Marília Arraes

Deputada federal falou sobre impeachment de Bolsonaro e atuação da esquerda em PE (Foto: Ascom)

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) foi entrevistada no programa Super Manhã com Waldiney Passos dessa quarta-feira (27) e entre os temas abordados esteve a política. Ela falou sobre o pedido de impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido) e a tentativa de unir a oposição de Pernambuco.

Marília foi candidata do PT à Prefeitura do Recife em 2020. Ela chegou ao segundo turno e liderou as intenções de voto, mas acabou derrotada. Após o pleito o partido deixou a base do PSB. Apesar da ruptura, a deputada federal espera união da esquerda.

“A gente disputou a eleição no Recife só. No segundo turno a oposição não se uniu. Meu esforço tem sido pra gente buscar uma unidade na oposição. No segundo turno teria sido diferente se tivesse tido uma unidade. Iniciando desde agora uma conversa, com certeza vai ficar menos difícil tirar o PSB do poder“, destaca.

Um dos passos dado por ela foi se aproximar com Armando Monteiro Neto, que é opositor ao grupo dos socialistas, ainda na campanha passada. Marília lembrou da “campanha suja” do PSB e reafirmou oposição ao atual grupo que comanda o Estado. “As pessoas precisam entender os nossos posicionamentos, posicionamento com o Estado de Pernambuco e não para fazer o nome de A, B ou C“, disse.

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Paulo Câmara vai discutir situação do PT no atual governo, após vitória de João Campos em Recife

Enquanto celebrava a vitória do seu aliado na capital Recife, Paulo Câmara (PSB) disse que discutirá a situação dos cargos ocupados pelo PT no Governo do Estado. PT e PSB foram adversários em 2020, mas segundo o governador, a situação será definida internamente.

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“Vamos discutir. A gente está sempre discutindo. Tem muitas pessoas do PT que conversam conosco. Nós vamos conversar. Agora é um processo a se avaliar. Evidentemente tivemos uma disputa eleitoral muito dura e isso cabe reflexões. A gente vai fazer no âmbito interno, no âmbito da Frente Popular, como a gente sempre fez”, disse Câmara.

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Derrota de Marília na capital define caminho de petistas de Petrolina em 2020

Odacy é suplente de Marília, mas não herdará vaga

A derrota de Marília Arraes (PT) para João Campos (PSB) no Recife (PE) também foi sentida por dois políticos petrolinenses. Em primeiro lugar, por Odacy Amorim (PT), que é 1º suplente de Marília na Câmara dos Deputados e caso a neta de Miguel Arraes fosse eleita, herdaria a cadeira em Brasília (DF).

Mas Marília somou apenas 348.126 votos (43,73%), contra 447.913 votos (56,27%) de João. Vale lembrar que Odacy foi candidato a prefeito em Petrolina nesse ano e obteve apenas o terceiro lugar, totalizando 15.345 votos (9,64%).

A outra a sentir com a derrota da petista foi Cristina Costa (PT). Aliadas de longa data, especulava-se que Cristina poderia ganhar algum cargo com a vitória de Marília. Assim como Odacy, a vereadora de Petrolina não obteve sucesso em 2020 e conseguiu apenas a suplência em 2021.

Mesmo com a derrota, Costa destacou que companheira de partido é o presente e futuro do partido. “Ela resgatou a autoestima da militância petista, injetou energia positiva no Partido dos Trabalhadores, demonstrou coerência, firmeza em suas propostas e convicções […] Você é só orgulho para nós do PT“, escreveu nas redes sociais.

Pesquisa mostra João Campos e Marília com 50% dos votos válidos cada um na disputa para Prefeitura do Recife

Pesquisa de intenções de voto para o segundo turno da disputa pela Prefeitura do Recife, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), em parceria com a Folha de Pernambuco, indica um empate numérico entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), com 50% dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos) para cada prefeiturável.

A margem de erro máximo estimada do estudo é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com a utilização de um intervalo de confiança de 95,45%.

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Marília Arraes abre oito pontos de vantagem sobre João Campos em Recife

O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), em parceria com a Folha de Pernambuco, divulgou o resultado da primeira pesquisa de intenções de voto para o segundo turno da disputa pela Prefeitura do Recife.

De acordo com o levantamento, Marília Arraes (PT) aparece com 54% dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, e João Campos (PSB), com 46%. A margem de erro máximo estimada do estudo é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com a utilização de um intervalo de confiança de 95,45%.

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Pesquisa Ibope/JC/Globo mostra Marília Arraes na frente da disputa para prefeitura de Recife

A candidata Marília Arraes (PT) lidera numericamente as intenções de voto no segundo turno da disputa eleitoral pela Prefeitura do Recife. De acordo com a primeira rodada da pesquisa Ibope/JC/Rede Globo para o segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (18), a petista aparece à frente do seu adversário João Campos (PSB), com 45% das intenções de voto.

O candidato socialista, por sua vez, tem 39%. Levando-se em consideração a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, os postulantes estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.

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Marília Arraes entra com notícia crime contra Sara Winter

A deputada federal e advogada Marília Arraes e a professora de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e também advogada Liana Cirne, entraram na noite desta segunda-feira (17) com notícia crime contra a extremista Sara Giromini pela divulgação ilegal de dados sigilosos da criança de 10 anos vítima de estupro que, por determinação da Justiça, precisou interromper a gestação.

A denúncia foi apresentada à Promotoria de Justiça da Infância e Juventude do Distrito Federal, que deverá abrir investigação sobre o caso, levando à prisão de Sara Giromini, conhecida como Sara Winter.

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Humberto Costa ”engole” candidatura de Marília no Recife, mas não quer campanha com ataques ao PSB

O senador Humberto Costa (PT) disse, nesta quarta-feira (5), que acata a decisão do Diretório Nacional petista e aceita a candidatura da deputada federal Marília Arraes à Prefeitura do Recife. Humberto era o principal defensor da manutenção da aliança do PT com o PSB em Pernambuco e trabalhou nos últimos meses para que a pré-candidatura de Marília fosse rifada pelo PT. No dia 31 de julho, porém, a direção nacional da sigla confirmou o nome da parlamentar na disputa recifense.

A declaração do senador ocorre um dia após os diretórios estadual e municipal do PT, que também eram contra a candidatura, anunciarem que vão apoiar Marília no pleito. “O partido vai cumprir a determinação do Diretório Nacional. Eu, em particular, estou no PT desde a sua origem e nunca deixei de cumprir qualquer decisão partidária. Desse modo, nós vamos cumprir essa decisão”, cravou. Humberto não disse, contudo, se o partido pretende entregar os cargos que ocupa na gestão do PSB.

O senador afirmou, ainda, que espera que a deputada também cumpra o que foi decidido pelo partido em termos de tática eleitoral: um discurso nacionalizado, de enfrentamento às ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Nossa estratégia considera que devemos nacionalizar essa eleição, que o centro da campanha é a crítica ao governo Bolsonaro, denunciando tudo o que está acontecendo hoje no Brasil, essa condução da pandemia, o aumento da pobreza e da desigualdade no País, as políticas em termos sociais. Além disso, queremos resgatar o legado dos governos do PT e realizar a defesa do presidente Lula”, declarou.

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Diretórios estadual e municipal do PT cedem e declaram apoio à candidatura de Marília Arraes no Recife

Depois de trabalharem intensamente para rifar a pré-candidatura da deputada federal Marília Arraes (PT) à Prefeitura do Recife em prol da manutenção da aliança com o PSB em Pernambuco, os diretórios estadual e municipal do PT decidiram apoiar o nome da neta do ex-governador Miguel Arraes na eleição deste ano. Presidente do PT-Recife, Cirilo Mota ressaltou, no entanto, que a sigla não pretende fazer oposição aos socialistas no Estado, mas sim reforçar o campo de esquerda no pleito.

Desde o início do ano, o Diretório Nacional do PT lançou o nome de Marília como candidata no Recife, mas as instâncias locais da agremiação, lideradas pelo senador Humberto Costa (PT), resistiam em romper com o PSB. No fim de junho, 37 dos 44 delegados do PT no Recife decidiram que o partido não lançaria candidatura própria na cidade. No dia 26 de julho, o Diretório Estadual petista optou por seguir a decisão da municipal. Na última sexta-feira (31), porém, a Nacional voltou a confirmar a presença da parlamentar na disputa recifense, fato que levou os presidentes estadual e municipal da legenda a se reunirem com a pré-candidata na última segunda-feira (3).

“Esse diálogo é fundamental para fortalecer a unidade no partido e também para avançarmos nas propostas que serão apresentadas aos recifenses com maior intensidade a partir de agora”, afirmou Marília, através de nota, após o encontro com os dirigentes partidários.

Ao Jornal do Commercio, Cirilo Mota disse acreditar que houve uma “intervenção” do Diretório Nacional do PT nos órgãos locais da sigla, mas que a decisão partidária será respeitada. “Seremos um projeto alternativo no campo de esquerda. A gente não sabe se a direita vai ter mais de uma candidatura, então vamos trabalhar para derrotar esse campo político, não faremos oposição ao PSB. A gente acreditava que a melhor tática era a aliança, mas respeita a decisão nacional. Agora vamos nos concentrar em derrotar o projeto da direita”, afirmou.

Ainda de acordo com o presidente, o Diretório Municipal do PT se reunirá no próximo sábado com Marília Arraes para elaborar a tática da campanha da deputada. “Como até então nenhum partido declarou apoio ao projeto do PT, temos que discutir estratégias, possíveis coligações. Por isso marcamos esse novo encontro”, pontuou.

O presidente estadual do PT, deputado estadual Doriel Barros, foi procurado para comentar o caso, mas não quis se pronunciar. O senador Humberto Costa não atendeu às chamadas feitas pela reportagem até a publicação desta matéria.

A segunda-feira também foi marcada por um encontro entre os presidentes nacionais do PT, Gleisi Hoffman, e do PSB, Carlos Siqueira. O teor da reunião não foi divulgado, mas cogita-se que o Recife seria um dos temas principais, uma vez que a candidatura do deputado federal João Campos (PSB) é prioridade no seio socialista. Presente na reunião, o deputado federal José Guimarães (PT) limitou-se a dizer: “Recife já está definido desde a última sexta-feira. Nossa candidata é Marília Arraes”. Siqueira preferiu não falar sobre o encontro.

PT volta a confirmar Marília Arraes como pré-candidata à Prefeitura do Recife

(Foto: Blog Waldiney Passos)

O Diretório Nacional do PT confirmou em definitivo o nome da deputada federal Marília Arraes como pré-candidata à Prefeitura do Recife, sem deixar margem a qualquer dúvida. A decisão foi tomada na sexta-feira (31).

Para Marília, a confirmação deixa clara a opção do partido em apresentar um projeto novo para o Recife, com mais desenvolvimento, combate às desigualdades e inclusão social.

“Essa é uma decisão importante porque consolida um projeto que estamos debatendo com os recifenses desde o último mês de março, quando o PT já tinha decidido pela candidatura própria no Recife. A confirmação de hoje me deixa ainda mais animada para continuar esse debate com o PT e com a população, porque temos com certeza um grande legado a defender e as melhores propostas para o futuro do Recife”, afirma Marília Arraes.

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“Medidas mais rígidas são bem-vindas, e poderiam ter sido tomadas até antes”, diz Marília Arraes

(Foto: Blog Waldiney Passos)

A deputada federal Marília Arraes tem defendido há vários dias a adoção de medidas mais rigorosas de isolamento social para conter o aumento do número de contaminação e mortes pela COVID-19 em Pernambuco. Ela vem cobrando atitudes mais articuladas, firmes e eficazes dos gestores, na mesma linha do que tem feito também o Ministério Público de Pernambuco e a própria Justiça.

Neste sábado (09), Marília comentou em suas redes sociais o anúncio de que Governo do Estado e Prefeitura do Recife devem passar a adotar nos próximos dias medidas mais rigorosas de isolamento social. Para ela, tais medidas poderiam ter sido inclusive tomadas antes, evitando que o Estado hoje tivesse, em 45 dias, um saldo de quase 1 mil mortes por COVID-19.

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“Pernambuco precisa de lockdown urgente”, sugere Marília Arraes

(Foto: Blog Waldiney Passos)

A deputada federal Marília Arraes defendeu na noite desta segunda-feira (04) uma tomada de atitude por parte do governador Paulo Câmara para que Pernambuco recorra com urgência ao lockdown (bloqueio em todas as atividades não essenciais), recurso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e já adotado com resultados positivos por outros Países, como Argentina, Portugal e Nova Zelândia. No Brasil, o Maranhão começará a adotar o lockdown a partir desta terça-feira (05)

“Todos os países que optaram pelo lockdown mostraram o quanto a medida foi eficiente. Se o Estado tivesse tomado essa decisão antes poderia ter evitado o avanço no número de contaminados e mortos. Faltou coragem para que se decretasse o lockdown. Isto é uma questão de saúde e de responsabilidade pública”, afirmou.

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Resolução do PT determina candidaturas próprias e favorece Marília Arraes

Marília Arraes ganha em Recife

O Partido dos Trabalhadores decidiu na noite de sexta-feira (13) lançar candidaturas próprias em 2020. O Diretório Nacional aprovou uma resolução determinando que haja representantes em todas as capitais do Nordeste. Isso significa uma vitória pessoal para a deputada federal Marília Arraes.

Ela vinha lutando há vários meses por uma candidatura à Prefeitura do Recife (PE) e com essa resolução, ganha força. Por outro lado, a decisão do PT pode afastar o PSB, seu principal aliado a nível de estado. Confira a seguir a resolução do partido:

RESOLUÇÃO
1. Determinar o lançamento de candidatura própria em TODAS as capitais dos Estados da região Nordeste.
2. Define as candidaturas de Márcio Macêdo, em Aracaju-SE; Marília Arraes, no Recife-PE e Fábio Novo, em Teresina-PI.
3. Acompanha o processo de definição das candidaturas em Salvador-BA, Maceió-AL, João Pessoa-PB, Natal-RN, Fortaleza-CE e São Luís-MA.
4. Essa estratégia de fortalecimento partidário deve ser compreendida no âmbito eleitoral, sem qualquer prejuízo à unidade nacional das forças populares nos esforços contra o projeto de destruição social do governo Bolsonaro.

PT de Pernambuco defende aliança com PSB, mas Marília Arraes busca viabilizar nome para 2020

Deputada federal vai respeitar decisão da Executiva Nacional (Foto: Internet)

Mesmo com a Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) ter recomendado a manutenção da aliança com o PSB, a deputada federal Marília Arraes voltou a defender seu nome em uma possível candidatura à Prefeitura do Recife, em outubro desse ano.

No pleito de 2018, quando buscava vaga a governadora de Pernambuco, ela foi preterida pelo PT, que apoiou o atual Paulo Câmara (PSB). Novamente os petistas se dividem, pois há quem apoie o rompimento da aliança com os socialistas, enquanto outros optam pela manutenção do poder.

Apesar de ter seus anseios políticos, Marília respeitará a decisão da Executiva Nacional, como fez em 2018. “É quase que unânime a ideia de ter candidatura própria no Recife e em outras capitais. A importância do Recife é muito grande e vai ser tratada com muito cuidado”, afirmou ao Blog do Jamildo.

Herdeira de Arraes, ela não desistirá da ideia. Mas caso o PT confirme aliança com o PSB, o provável nome a ser lançado para a eleição da capital é seu primo, João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos e também deputado federal.

Herdeiros de Arraes, João Campos e Marília monopolizam eleições no Recife

Ainda não é 2020, mas a eleição municipal no Recife já vem movimentando os bastidores da política na capital pernambucana. E curiosamente, os nomes mais cotados para substituir Geraldo Júlio (PSB) são dois herdeiros de Miguel Arraes.

Filho de Eduardo Campos e hoje deputado federal, João Campos (PSB) é apontado como nome do partido para o novo pleito. Já sua prima, Marília Arraes (PT), que também é deputada federal e ex-vereadora do Recife, é vista com bons olhos pela esquerda descontente com a gestão de Julio.

Tanto João Campos como Marília evitam tratar a disputa como um sinal de racha na família. “Política é uma coisa, família é outra”, disse João, hoje com 26 anos que surgiu na política após a morte do seu pai.

Já Marília, com 35 anos, começou a carreira política no movimento estudantil da Universidade Federal de Pernambuco. Em 2008, foi eleita vereadora da capital e hoje está na Câmara dos Deputados. Nesse cenário ainda deve pesar a decisão das siglas, já que PT e PSB foram aliados em 2018.

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