Governo Federal solicita doses da CoronaVac

(Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo)

Entre idas e vindas sobre as vacinas contra o novo coronavírus, o Governo Federal solicitou na sexta-feira (15) seis milhões de dose da CoronaVac ao Instituto Butantan. O órgão paulista respondeu positivamente e confirmou ao Ministério da Saúde que cederá o imunizante.

Esse é mais um capítulo na novela “vacinação no Brasil”. Vale destacar que a CoronaVac vem sendo constantemente criticada pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partida), que desdenhou dos dados apresentados pelo Butatan em relação à eficácia do imunizante.

No entanto, após falhar na aquisição de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, produzida na Índia, o Ministério da Saúde se viu obrigado a recorrer ao Butantan. A CoronaVac é desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e chegou a ser apelidada pelo grupo do presidente Bolsonaro de “VaChina”.

O próximo passo na novela é a reunião da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que acontece neste domingo (17). A expectativa é pelo anúncio da liberação ou não das vacinas CoronaVac e da AstraZeneca.

SES-PE rebate Ministério da Saúde e afirma ter estoque de seringas

(Foto: Aluísio Moreira/SEI)

Um documento assinado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello informa que sete estados não têm estoque suficiente de seringas e agulhas para início da campanha de vacinação contra a covid-19. Entre eles está Pernambuco.

Ainda constam na lista Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Santa Catarina. O documento foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (13). Mas uma nota da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) alega que o quantitativo de seringas e agulhas do Estado é “mais do que suficiente para a imunização dos grupos prioritários”.

“Apesar de o fornecimento do imunizante e dos insumos para aplicação serem de responsabilidade do Governo Federal, o Governo de Pernambuco antecipou a compra de seringas e dispõe de 3,9 milhões de unidades em estoque“, diz o Governo do Estado.

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Governadores querem definir cronograma de vacinação contra a covid nesta terça-feira

(Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo)

Os governadores esperam definir um cronograma de vacinação contra a covid-19 nesta terça-feira (12), em reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A intenção do Governo Federal é iniciar a imunização de forma simultânea em todo país.

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Anvisa recebe 1º pedido para uso emergencial da CoronaVac

No entanto, ainda falta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso de algum imunizante. Quem largou na frente foi o Instituto Butantan, responsável pela CoronaVac em parceria com o laboratório chinês SinoVac.

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Bolsonaro reclama do preço das seringas e manda suspender a compra do produto

(Foto: Alan Santos/PR)

Com os problemas do Ministério da Saúde para adquirir agulhas e seringas para a vacinação contra a Covid-19, e após postergar a compra dos produtos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quarta-feira (6) que a pasta suspendeu a aquisição do material “até que os preços voltem à normalidade”.

O presidente não apresentou detalhes. De acordo com reportagem do portal Uol, Bolsonaro afirmou que os estados e municípios têm estoques do material para o início da imunização.

“Como houve interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas para seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem à normalidade”, escreveu o presidente em uma rede social.

O Ministério da Saúde garantiu até o momento apenas 2,4% do total de seringas e agulhas que pretende adquirir para a vacinação contra a Covid-19. Empresas que participaram de um pregão na terça-feira (29) ofertaram 7,9 milhões de seringas e agulhas, e o governo previa a compra de 331 milhões.

Consórcio Nordeste sugere suspensão de voos vindos do Reino Unido

Vários países proibiram voos do Reino Unido (Foto: Iata Anderson Brandão Alves/Arquivo pessoal)

O Consórcio Nordeste, grupo formado pelos governadores da região, apresentou um ofício ao Ministério da Saúde, pedindo a suspensão de todos os voos originários do Reino Unido, Dinamarca, Holanda e Austrália.

A carta destaca que nessas nações já há registro da mutação do novo coronavírus, por isso é importante uma ação antecipada. O ofício foi protocolado na terça-feira (22), no gabinete de Eduardo Pazuello.

Especialistas acreditam que tal mutação tenha tornado o vírus 70% mais contagioso. Na Europa, alguns países já determinaram a proibição dos voos do Reino Unido, onde o caso é mais grave. No Brasil, a orientação é manter isolamento de 10 dias aos passageiros.

“É com profunda preocupação que os governadores do Nordeste do Brasil recebemos a notícia de mutação do vírus causador da COVID-19 e da possibilidade que suas variantes sejam mais contagiosas e mais letais”, diz o Consórcio, em carta assinada pelo governador Wellington Dias (PT-PI), presidente do grupo.

No documento os governadores também sugeriram ao governo federal que solicite quarentena para todos os passageiros vindos da Europa, a fim de garantir que nenhum está infectado pela doença e agrave o cenário nacional.

Covid: “Todo os brasileiros receberão a vacina de forma grátis”, afirma ministro da Saúde

Governo detalhou como será a vacinação

O Governo Federal apresentou, nessa quarta-feira (16), o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19. Em cerimônia realizada em Brasília (DF), o Executivo explicou quem são os grupos prioritários. Acima de tudo, o Ministério da Saúde garantiu vacina gratuita a todos os brasileiros. Contudo, não definiu uma data para  o início da imunização.

Vacinas listadas pelo Ministério da Saúde

“Todos nós temos uma memória afetiva com o Zé Gotinha. É desse programa que estamos falando, quando falamos em vacinar a população brasileira“, afirmou o Secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia Medeiros. “Precisamos pensar em vacinar para manter o funcionamento dos serviços essenciais“, continuou Medeiros.

O plano tem 100 páginas e consta de 10 eixos prioritários. São eles  situação epidemiológica e definição da população-alvo para vacinação; vacinas covid-19; farmacovigilância; sistemas de informações; operacionalização para vacinação; monitoramento, supervisão e avaliação; orçamento para operacionalização da vacinação; estudos pós-marketing; comunicação; e encerramento da campanha de vacinação.

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Ministério da Saúde confirma 1º caso de reinfecção da covid

(Foto: Ronaldo Schemidt/ AFP)

O Ministério da Saúde confirmou, na manhã dessa quinta-feira (10), o primeiro caso de reinfecção por novo coronavírus do país. Trata-se de uma profissional da saúde, de 37 anos, que mora em Natal (RN). Ela testou positivo pela primeira vez em junho, se curou e voltou a se contaminar em outubro.

Foram 116 dias da primeira a segunda contaminação, informa o Governo Federal. Além de morar no Rio Grande do Norte, a paciente também atua na Paraíba. Diante disso, os dois estados se uniram para investigar o caso e obtiveram o resultado apontando a nova infecção.

As amostras da paciente foram encaminhadas para análise no laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que é referência para investigação laboratorial

Em Brasília, Câmara afirma que erros do início da pandemia não podem se repetir na aquisição das vacinas

(Foto: Aurélio Pereira/Ministério da Saúde)

Paulo Câmara (PSB) esteve em Brasília (DF), na manhã de terça-feira (8), juntamente com outros governadores do Brasil. A comitiva se reuniu com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para cobrar informações sobre o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.

Durante o encontro, Câmara lembrou que faltou coordenação da União no início da pandemia, erro este que não pode ser repetido no presente. “Todos recordamos o que houve no Brasil no início da pandemia, com a falta de coordenação nacional do enfrentamento ao coronavírus. Estados e municípios disputando no mercado nacional e internacional insumos, medicamentos e, sobretudo, os respiradores para equipar os hospitais. Isso não pode acontecer de novo com relação às vacinas”, disse o pernambucano.

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Paulo Câmara e governadores se reúnem nessa manhã com ministro da Saúde

(Foto: Dado Ruvic/Reuters)

Os governadores do país têm uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello às 11h dessa terça-feira (8). A pauta do encontro é unificada: saber mais sobre o Programa Nacional de Imunização. Representante de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) está confirmado para a discussão na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).

A expectativa dos governadores é que o governo federal anuncie o compromisso de adotar múltiplas vacinas na imunização da população contra a Covid-19. Ontem (7) o gestor de São Paulo, João Doria (PSDB) se adiantou e anunciou o calendário de vacinação no Estado.

São Paulo aposta na coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Há ainda a vacina da Pfizer, Moderna, de Oxford e uma russa, que está imunizando apenas os russos. Até o momento o Governo Federal não indicou qual será a vacina escolhida ou fechou contrato com os laboratórios responsáveis.

Brasil tem quase 5,5 milhões de casos de Covid-19 e acumula 158.969 mortes pela doença

(Foto: Ronaldo Schemidt/ AFP)

Nesta quinta-feira (29), o Brasil registrou 513 novas mortes causadas pelo novo coronavírus, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Ao todo são 158.969 óbitos confirmadas no país. O acumulado de casos também teve aumento, ficando próximo da marca de 5,5 milhões, com 5.494.376 de infectados.

Em 24 horas foram registrados 26.106 novos diagnósticos positivos no país. Seguem em acompanhamento 381.248 casos e outros 2.333 estão em investigação.

A situação da pandemia de covid-19 analisada pelas semanas epidemiológicas foi atualizada nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde, por meio de coletiva de imprensa. As informações repassadas dizem respeito a semana epidemiológica 43, que corresponde ao período entre 18 e 24 de outubro.

De acordo com as informações da pasta, o Brasil teve um aumento de 10% nos casos registrados, comparados aos dados da semana anterior, a 42ª.

Lei sancionada em fevereiro prevê vacinação obrigatória contra a covid-19

Nos últimos dias o debate sobre a vacina da covid-19 ganhou destaque na imprensa nacional. Diante das batalhas políticas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou que sejam enviadas para análise do plenário da Corte três ações sobre obrigatoriedade de vacinação, ajuizadas por partidos políticos.

Mas enquanto o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) afirma que ninguém será obrigatório a se vacinar, desde o primeiro semestre está em vigência uma lei que diz exatamente o contrário. No dia 7 de fevereiro o Diário Oficial da União publicou a Lei n° 13.979/2020, assinada por Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta (ministro da Saúde em exercício) e Sergio Moro (ministro de Justiça e Segurança Pública em exercício).

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Covid-19: Jogos da Séria A do Campeonato Brasileiro poderão ter parte da torcida em breve

(Foto: Camila Pifano/Esp. DP//Rafael Melo/Santa Cruz//Paulo Paiva/DP)

Informações divulgadas nesta terça-feira (22) pela Rádio Bandeirantes de São Paulo, dão conta de que após avaliar solicitação da CBF, o Ministério da Saúde acenou positivamente para a liberação de 30% da capacidade dos estádios no Campeonato Brasileiro da Série A.

Cenário que também pode viabilizar a abertura para as demais Séries da Competição, B, C e D. Porém, o acerto será condicionado primeiramente às secretarias de saúde de cada unidade federativa, assim como ao aval dos próprios clubes, onde não há um consenso claro a princípio.

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Russia anuncia vacinação em massa contra Covid-19 para outubro

(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko, anunciou neste sábado (1º) que a Russia deve iniciar vacinação em massa contra o novo coronavírus em outubro.

Murashko anunciou na última semana que profissionais da saúde serão vacinados ainda em agosto, antes dos resultados do ensaio clínico da vacina, segundo informações do Moscow Times.

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Brasil tem mais 1.088 mortes por Covid-19 e total vai a 93.563

Valas no Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida para enterrar vítimas da Covid-19 no Amazonas. Doença fez mais de 93.000 vítimas no Brasil

O Brasil registrou em 24 horas mais 45.392 casos de covid-19, e o número total de infectados pelo coronavírus chegou a 2.707.877. Os dados foram atualizados às 18h30 deste sábado, 1º de agosto, pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Ministério da Saúde.

Foram notificadas 1.088 mortes desde o dia anterior. O total subiu para 93.563.

O Estado com o maior número de óbitos é São Paulo (23.236), seguido pelo Rio de Janeiro (13.556), Ceará (7.968) e Pernambuco (6.597).

Julho foi o mês com mais mortes por Covid-19 no Brasil. Segundo dados apurados pelo consórcio de veículos de imprensa, junto às secretarias de Saúde do país, o Brasil teve, em julho, 32.912 mortes confirmadas pela Covid-19, O número é o mais alto registrado em um único mês desde o início da pandemia.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) criou uma plataforma para registrar os dados sobre o novo coronavírus no país após o Ministério da Saúde ter passado a divulgar, no início do mês passado, os números de forma menos detalhada.

Após a controvérsia causada pela mudança e uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto, a pasta recuou e voltou a divulgar os números completos.

Brasil confirma mais de 34 mil novos casos positivos de covid-19

(Foto: Ilustração)

Os dados de sexta-feira (17), divulgados pelo Ministério da Saúde, indicam o registro de 34.177 novos casos positivos da covid-19. Agora o Brasil soma 2.046.328 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Desse total, 1.321.036 estão curados.

Por outro lado, 77.851 brasileiros já perderam a batalha para a covid-19 e estão na estatística dos óbitos. Apenas ontem foram 1.163 óbitos. Por estado, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Pará são os líderes de casos. De acordo com os dados informados às 18h30 de ontem, a taxa de letalidade é 3,8 %.

O Nordeste tem a segunda maior taxa de mortalidade, com 43,6 a cada 100 mil habitantes. O boletim completo do Governo Federal pode ser acompanhado no Portal Coronavírus.

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