Pernambuco recebe mais de 200 mil doses de vacina contra covid

(Foto: Hélia Scheppa/SEI)

Apesar das muitas dúvidas sobre a continuidade do Plano Nacional de Imunização contra a covid-19, o Ministério da Saúde distribui, a partir desta quinta-feira (29), mais um lote de vacinas aos estados. Pernambuco deve receber 212.450 doses que serão repassadas aos municípios.

Divisão dos imunizantes

Esse novo lote terá um total de 208.250 doses da vacina Oxford/AstraZeneca e 4,2 mil da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Conforme determinação do Ministério da Saúde, a CoronaVac deve ser dada preferencialmente à população de 60 a 64 anos.

Já as doses da vacina da AstraZeneca destinam-se aos idosos 60 a 64 anos; trabalhadores de Saúde; e de forças de segurança e salvamento e Forças Armadas. A boa notícia sobre a vacinação é que o Brasil receberá o primeiro lote da Pfizer, o que pode ajudar a intensificar a campanha nacional.

Ministério da Saúde atualiza cronograma de entrega das vacinas e anuncia redução de 22% do prometido

(Foto: Jonas Santos/PMP)

A imunização dos brasileiros contra a covid-19 vai demorar mais do que o esperado. No sábado (24) o Ministério da Saúde atualizou o cronograma de recebimento de vacinas e anunciou que 159,45 milhões de doses devem chegar ao Brasil no primeiro semestre de 2021.

Em porcentagem, isso representa uma queda de 22,5% no esperado. O número é distante dos 205,89 milhões prometidos pelo ex-ministro Eduardo Pazuello. Só para o mês de maio, houve redução de 31% no número de doses previstas. Segundo a pasta, o país deve receber no próximo mês 32,4 milhões de imunizantes.

De acordo com a CNN Brasil, o número caiu porque o Ministério da Saúde não conta mais com a entrega de doses da Covaxin, que ainda não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até mesmo os imunizantes produzidos no Brasil, como CoronaVac e Oxford/AstraZeneca tiveram redução de entregas.

Ministro da Saúde afirma que há mais de 30 milhões de doses de vacina garantidas em abril

(Foto: Ascom PMJ)

O Ministério da Saúde tem 30,5 milhões de doses de vacina contra a covid-19 garantidos aos brasileiros neste mês de abril. De acordo com Marcelo Queiroga, responsável pela pasta, esta é a quantidade dada como “certa” já destinada ao Governo Federal, a ser produzida pelo Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A resposta veio após questionamentos sobre a aceleração do Plano Nacional de Imunização (PNI). “Em relação ao cronograma, o que nós temos são doses estimadas porque isso depende das entregas. […] Agora, no mês de abril, nós temos asseguradas 30,5 milhões de doses dessas vacinas, que são produzidas nas nossas duas instituições, Fiocruz e Instituto Butantan. Isso é o que a gente tem certo”, disse hoje (12), em coletiva de imprensa.

Mais um imunizante

Enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou apenas a CoronaVac e vacina de Oxford/AstraZeneca, mais um imunizante pode entrar na lista do governo. Trata-se da Covaxin, da Bharat Biotech. Contudo, ela ainda não foi aprovada pela Anvisa.

“Houve problema de registro. Isso estava tratado com a Bharat Biotech. Infelizmente, a Anvisa não autorizou e a gente teve que retirar essa previsão de doses”, disse Queiroga.

Governo Federal distribui mais de 9 milhões de vacinas contra covid

(Foto: Divulgação)

Mais 9,1 milhão de doses das vacinas contra a covid-19 foram  envidadas aos 26 estados e Distrito Federal, nesta quinta-feira (1°). De acordo com o Governo Federal, do total, 8,4 milhões são da CoronaVac (Sinovac/Butantatan) e 728 mil da AstraZeneca/Oxford (Fiocruz).

Público-alvo

O quantitativo de hoje é o maior deste o início da distribuição nacional. E mais 2,1 milhões da vacina de Oxford devem chegar até sábado (3). Essas vacinas serão disponibilizadas aos idosos entre 65 e 79 anos, trabalhadores da saúde, profissionais das forças de segurança e salvamento e Forças Armadas.

Ações

As vacinas de Oxford destinam-se à segunda dose dos profissionais da saúde. “A estratégia visa completar o esquema vacinal no tempo recomendado de cada imunizante e é revisada semanalmente em reuniões tripartites (governos federal, estaduais e municipais), observando as confirmações do cronograma de entregas por parte do Butantan e da Fiocruz, de forma a garantir a disponibilidade da segunda dose no intervalo máximo de quatro semanas e de 12 semanas, respectivamente”, informou o Ministério da Saúde.

Após recusa de Ludhmila Hajjar para assumir o Ministério da Saúde, Bolsonaro conversa com o cardiologista Marcelo Queiroga

(Foto: Reprodução)

Depois da recusa da médica Ludhmila Hajjar para assumir o Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conversa, na tarde desta segunda-feira (15) no Palácio do Planalto, com Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e outro cotado para o cargo.

Além de Queiroga, hoje considerado favorito para o posto, o outro nome levado ao presidente para substituir o general Eduardo Pazuello é o do deputado federal Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), o “Doutor Luizinho”.

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Médica diz que sofreu ameaças de morte após ser convidada para assumir Ministério da Saúde

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Médica diz que sofreu ameaças de morte após ser convidada para assumir Ministério da Saúde

(Foto: Reprodução)

Após ser convidada para assumir o Ministério da Saúde no lugar de Eduardo Pazuello, a médica Ludhmila Hajjar passou a ser alvo de ataques das redes bolsonaristas. Em entrevista a jornalista Andréia Sadi, das Organizações Globo, ela disse que recebeu ameaças e que tentaram entrar no hotel onde se hospedou em Brasília.

“Nestas 24 horas houve uma série de ataques a mim. (…) Estou num hotel em Brasília, e houve três tentativas de entrar no hotel. Pessoas que diziam que estavam com o número do quarto e que eu estava esperando-os. Diziam que eram pessoas que faziam parte da minha equipe médica. Se não fossem os seguranças do hotel, não sei o que seria…”

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Cotada para assumir Saúde, Ludhmila Hajjar teria recusado convite

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Favorita a assumir o Ministério da Saúde, a médica cardiologista Ludhmilla Hajjar não aceitará o convite. A informação já circula nos bastidores do Palácio do Planalto. Segundo a imprensa da capital brasileira, a reunião de Hajjar com Jair Bolsonaro (sem partido) no domingo (14) não terminou da forma desejada.

O ponto de divergência são as crenças de Hajjar em certas diretrizes para combater a pandemia, enquanto Bolsonaro tem outras ideologias. Segundo o Poder 360, o presidente falou do uso de cloroquina e dos exageros que vê em medidas restritivas à circulação de pessoas em locais mais afetados pela doença.

Hoje a dupla volta a se reunir e Hajjar deve oficializar a recusa ao convite, pois acredita que tais medidas não são eficazes contra a covid. Enquanto isso, o atual ministro, Eduardo Pazuello negou estar doente e disse aguardar uma decisão de Bolsonaro sobre seu cargo.

Pazuello deve deixar Saúde e governo já tem favorita ao cargo

Pazuello assumiu Saúde de forma interina e foi efetivado no cargo (Foto: José Dias/PR)

Eduardo Pazuello pediu para sair. Segundo O Globo noticiou neste domingo (14), o ministro da Saúde não ficará na pasta e o Governo Federal já tem uma substituta. Nos bastidores o nome da cardiologista Ludhmila Hajar, que foi do Sírio-Libanês e agora está na rede Star, hospitais de elite da Rede D’Or é o mais forte para assumir a Saúde.

Fontes ligadas ao Palácio do Planalto relataram ao jornal que Pazuello teria comunicado a Bolsonaro estar com problemas de saúde e por isso precisará de tempo para se reabilitar. Ainda de acordo com O Globo, a provável saída coincide com o auge da pressão de deputados do Centrão, também pleiteiam mudança no comando da pasta.

Coincidentemente, Ludhmila tinha encontro pessoal marcado com Bolsonaro para a tarde de hoje. Especializada no tratamento de Covid-19, a médica chegou a ser cotada para assumir o ministério quando Luiz Henrique Mandetta (DEM-MT) deixou o comando da pasta.

Covid-19: por que abril será o mês de virada na vacinação brasileira

A partir de então, a Fiocruz passará a entregar grandes cotas de vacina, equivalente a 66% acima do que já foi disponibilizado pelo Ministério da Saúde

A vacinação contra Covid-19 no Brasil deve passar por um importante ponto de virada a partir de abril. Isso porque a Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, principal fornecedora de vacinas para o Ministério da Saúde, 222 milhões de doses asseguradas, passará a entregar grandes cotas de vacinas regularmente, conforme VEJA mostrou em reportagem de capa na última semana. São esperadas entre 6 e 7 milhões vacinas entregues por semana no mês que vem. Para se ter uma ideia, a cota da fundação ultrapassará em 66% as doses já entregues ao Programa Nacional de Imunização (PNI), até esta terça-feira (9).

Para o mesmo mês, conforme cronograma do Instituto Butantan, é esperada a disponibilização de outras cerca de 12 milhões de doses da CoronaVac finalizadas pela instituição paulista.

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Governo federal decide comprar vacinas dos laboratórios Pfizer e Janssen

(Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde decidiu, nesta quarta-feira (3), assinar contrato para compra de vacinas dos laboratórios Pfizer e Janssen, segundo informações divulgadas pelo portal G1. Os contratos estão em fase de elaboração e devem ser assinados até o início da próxima semana, com determinação da quantidade de doses a serem entregues.

A vacina da Pfizer é a única que tem registro definitivo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A da Janssen recebeu aprovação de autoridades sanitárias de outros países. Outras vacinas avaliadas pela Anvisa receberam somente a autorização para uso emergencial.

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Bahia confirma transmissão comunitária da variante da Covid-19 do Reino Unido

A Vigilância Epidemiológica do Estado da Bahia confirmou a transmissão comunitária da variante B.1.1.7 do SARS-CoV-2, originalmente detectada no Reino Unido, no estado. O resultado veio após o sequenciamento genético da amostra de um homem de 62 anos, residente em Salvador, sem histórico de viagem ao exterior e sem contato com pessoas de outros país. O sequenciamento genético da amostra foi realizada pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

De acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, “a transmissão autóctone ou comunitária é assim chamada quando as equipes de vigilância não conseguem mapear a cadeia de infecção, não sabendo quem foi o primeiro paciente responsável pela contaminação dos demais”, explica a diretora.

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Vacinas recebidas por Juazeiro são insuficientes para vacinar público previsto para a 1ª fase

(Foto: Ascom/PMJ)

Em material divulgado a imprensa na tarde desta terça-feira (19), a Secretaria de Saúde de Juazeiro informou que precisaria de pelo menos 15 mil doses da vacina contra a Covid-19, para imunizar o público preconizado pelo Ministério da Saúde nesta primeira fase, mas o município só recebeu 2.548 doses.

O número está muito abaixo da necessidade para atender todo o público alvo da primeira etapa, ou seja, trabalhadores da área de saúde, idosos com mais de 75 anos, idosos acima de 60 anos que vivem em abrigos, asilos, casa de acolhimento, população indígena aldeada, a prioridade de acordo com o plano, são os profissionais de saúde.

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Wilker Torres cita revolta com Governo Federal pelo repasse de poucas doses da CoronaVac

Prefeito falou sobre vacinação contra a covid

Apesar da expectativa pelo início da imunização, o município de Casa Nova (BA) receberá apenas 370 doses da CoronaVac e faltará imunizante aos profissionais da saúde. A informação foi dada pelo prefeito Wilker Torres (PSB) em uma live realizada na noite de segunda-feira (18) e ele repudiou o alarde feito pelo Governo Federal em relação à vacina.

Wilker contou aos casanovenses que há mais de oito mil seringas e agulhas já adquiridas. Mas por inoperância do Governo Federal a cidade está desassistida. Vale lembrar que o estoque da CoronaVac produzida em São Paulo foi solicitada pela União que organizou a logística de distribuição das doses.

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Durante a live o prefeito não escondeu sua decepção de ter menos de 500 doses, que separadas em duas doses darão 185. “Chega a ser revoltante você chegar hoje e eu falar aqui para vocês que a vacina não dá para vacinar todo os funcionários do hospital. Se você juntar o Hospital Municipal, o Hospital de covid e os PSFs, nós temos 1.002 pessoas que fazem a saúde e só podemos imunizar 185 pessoas”, pontuou.

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Ontem a Anvisa autorizou o uso emergencial da CoronaVac e da AstraZeneca (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

A segunda-feira (18) começou com a cerimônia da entrega simbólica das primeiras doses da CoronaVac. A ação coordenada pelo Governo Federal marca o início oficial da campanha nacional de imunização. Entretanto, desde a tarde de ontem o Governo de São Paulo já imuniza profissionais da saúde.

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Segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a expectativa é que os estados comecem a receber as doses enviadas pelo Governo Federal ainda nessa segunda, no turno da tarde. Nesse primeiro momento as doses foram distribuídas de forma proporcional.

“Fica combinado que a gente distribui tudo hoje e começa [a vacinação] ao final do dia, em princípio, às 17h. A gente marca não antes das 17h, mas se alguém tiver delongas, faz parte da missão“, disse o ministro. “Quem puder, começa às 18h, mas o importante é que comece hoje, ao final do dia. Esse é nosso combinado”, continuou Pazuello.

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Governo Federal solicita doses da CoronaVac

(Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo)

Entre idas e vindas sobre as vacinas contra o novo coronavírus, o Governo Federal solicitou na sexta-feira (15) seis milhões de dose da CoronaVac ao Instituto Butantan. O órgão paulista respondeu positivamente e confirmou ao Ministério da Saúde que cederá o imunizante.

Esse é mais um capítulo na novela “vacinação no Brasil”. Vale destacar que a CoronaVac vem sendo constantemente criticada pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partida), que desdenhou dos dados apresentados pelo Butatan em relação à eficácia do imunizante.

No entanto, após falhar na aquisição de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, produzida na Índia, o Ministério da Saúde se viu obrigado a recorrer ao Butantan. A CoronaVac é desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e chegou a ser apelidada pelo grupo do presidente Bolsonaro de “VaChina”.

O próximo passo na novela é a reunião da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que acontece neste domingo (17). A expectativa é pelo anúncio da liberação ou não das vacinas CoronaVac e da AstraZeneca.

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