Óleo encontrado em mais uma praia do RJ é compatível ao do Nordeste

Depois de atingir Nordeste, óleo está aparecendo no Sudeste (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Francisco de Itabapoana)

A força-tarefa que monitora as praias do Brasil afirmou que o fragmento encontrado na praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana (RJ) é compatível ao encontrado no litoral nordestino e também, do Espírito Santo. De acordo com o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), essa é a segunda praia do RJ atingida pelo óleo.

20 gramas do óleo foram recolhidos e analisados pelo grupo, formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As equipes estão monitorando a situação, para evitar um maior dano.

Durante o final de semana, o GAA também coletou materiais na praia de Guriri, também em São Francisco de Itabapoana; no Canal das Flechas, em Quissamã; e na praia do Barreto, em Macaé, todas no Rio de Janeiro. Até o momento não houve confirmação de compatibilidade.

Paulo Câmara recebe comissão de senadores para balanço sobre o óleo

(Foto: Heudes Regis/SEI)

O governador Paulo Câmara, ao lado do secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade José Bertotti, recebeu, nesta sexta-feira (8), a comissão especial de senadores que monitora o vazamento de óleo nas praias do Nordeste. Estiveram no Palácio do Campo das Princesas os senadores Fabiano Contarato (ES), Jean-Paul Prates (RN), Randolfe Rodrigues (AP) e Humberto Costa (PE), além de representantes da bancada na Câmara Federal, como os deputados João Campos, Carlos Veras e João Daniel (SE). No encontro, Paulo Câmara fez um balanço das ações do Governo Estadual para dar combate ao desastre ambiental provocado pelo derramamento de óleo no litoral.

“Da nossa parte, pudemos documentar, entregamos uma pasta com todos os ofícios que foram feitos pelo Estado: à Marinha, ao Ministério do Meio Ambiente, ao Ministério da Defesa e à Agência Nacional de Petróleo. E levantamos as questões que são mais importantes em nossa opinião. A primeira medida, o Governo Federal só tomou 37 dias depois, fazendo com que uma comissão fosse instaurada para identificar a fonte do vazamento. Infelizmente, até o momento não temos uma informação precisa de qual é a fonte do vazamento”, lamentou o secretário de Meio Ambiente, que seguiu falando sobre as ações do Governo Estadual.

“Temos equipes mobilizadas em todas as praias atingidas, fazendo monitoramento principalmente das áreas mais sensíveis, que são 14, bem como os estuários que foram afetados, nossos arrecifes e nossos corais. Existem equipes de mergulhadores fazendo ações para retirada do material, coleta de água, coleta de análise, para dar mais tranquilidade à população”, acrescentou José Bertotti.

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Todas as praias de Pernambuco estão liberadas para banho, afirma Governo do Estado

(Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem)

O resultado das análises de águas das praias atingidas pelo óleo foi divulgado na última sexta-feira (8) pelo Governo do Estado. Foram examinadas amostras de 16 praias e todas foram consideradas próprias para o banho.

Os estudos, realizados pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) em parceria com outras instituições, não detectaram presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos encontrados no petróleo e que, em grandes concentrações, podem causar danos à saúde.

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Operação Mácula: navio grego pode ser o responsável por mancha de óleo nas praias do Nordeste

A Polícia Federal deflagrou hoje (1°) a Operação Mácula, para investigar um navio petroleiro da Grécia. Ele é o principal suspeito pelo derramamento de óleo no litoral nordestino. A ação está sendo realizada com apoio da Interpol.

Segundo a PF, a embarcação atracou na Venezuela em 15 de julho e ficou no país por três dias. Em seguida partiu para Singapura e aportou na África do Sul. O vazamento teria ocorrido a 700 km da costa brasileira, entre 28 e 29 de julho durante a viagem do navio.

Desde setembro uma força-tarefa envolvendo entidades como Marinha do Brasil e Ibama vem tentando identificar a origem do óleo. Esse navio grego pertence a uma empresa da Grécia, mas ainda não há dados disponíveis sobre a propriedade do petróleo transportado.

Detectadas manchas de óleo em nove praias de cinco estados do NE

Vista geral de um derramamento de óleo na praia de Peroba em Maragogi (AL). (Foto: REUTERS / Diego Nigro)

Novas manchas de óleo surgiram em nove praias de cinco estados da Região Nordeste, segundo informações do Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA), formado por Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Manchas de óleo cru começaram a aparecer nas praias do litoral nordestino no final de agosto e atingiram mais de 200 localidades em todos os estados da região. Desde então, foram recolhidas mais de mil toneladas do produto, numa extensão de 2,5 mil quilômetros.

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Univasf lança campanha de arrecadação de EPIs para equipes que atuam na retirada do óleo no litoral nordestino

(Foto: Reprodução/Twitter)

A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), por meio do Programa Univasf Sustentável realizado pela Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Propladi), lançou uma campanha intitulada “Ajude quem Ajuda”, para arrecadar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) a serem destinados às ações de limpeza do óleo que atinge o litoral nordestino. As doações serão direcionadas a órgãos ambientais para que sejam encaminhadas às equipes que atuam na limpeza das praias. As doações poderão ser realizadas até o dia 1º de novembro.

De acordo com a coordenação da campanha, podem ser doados máscaras, luvas de PVC, botas de plástico ou outro material impermeável, calças, camisas com proteção UV, protetor solar, sacos plásticos e pás de plástico ou inox. A entrega das doações poderá ser feita na sala da Diretoria de Desenvolvimento Institucional (DDI) da Propladi, localizada no 1º andar do prédio da Reitoria, no Campus Sede em Petrolina (PE); na Coordenação de Gestão Ambiental da Propladi, situada no Campus Juazeiro (BA); ou nas Coordenações dos Campi.

“A campanha surgiu a partir do entendimento de que, mesmo distante fisicamente, esta será uma forma de colaborar com as pessoas que estão nas costas marítimas, já que o impacto ambiental causado pelo óleo afetará a todos, diretamente ou indiretamente”, destaca o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Bruno Cezar Silva.

Governo de Pernambuco inicia coleta e análise de amostras da água das praias atingidas pelas manchas de óleo

Nessa quinta-feira (24), o total de óleo coletado pelo Governo do Estado chegou a 1.358 toneladas.

Além da coleta do óleo e dos trabalhos de contenção e prevenção realizados diariamente, as equipes do Governo de Pernambuco começaram, nessa quinta-feira (24), a recolher amostras de água das praias atingidas. O objetivo é verificar se existe presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos presentes no petróleo e que, em grandes concentrações, podem causar danos à saúde.

Todo material recolhido será encaminhado para análise no laboratório Organomar, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que fechou uma parceria com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para fazer os estudos.

A coleta aconteceu no Litoral Sul do Estado, nas praias do Paiva, São José da Coroa Grande, Tamandaré, Carneiros, Maracaípe, Muro Alto, Suape, Itapuama, Gaibú e Pedra do Xaréu. O trabalho é feito por profissionais do laboratório da CPRH, com o apoio dos professores do departamento de Oceanografia da UFPE Gilvan Yogui e Eliete Lamardo, especialistas em poluição marinha por petróleo.

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Sistema FIEPE arrecada EPIs para voluntários que estão ajudando na limpeza das praias do litoral pernambucano

(Foto: Ilustração)

Voluntários de diversas regiões de Pernambucano têm ajudado na limpeza das praias atingidas pelo óleo, mas infelizmente os equipamentos de proteção individual (EPIs) estão em falta. Por isso, o Sistema FIEPE está recebendo, em todas as unidades do SESI-PE e SENAI-PE, doações de máscaras, luvas, botas de borracha e sacos resistentes (ráfia ou nylon). No total, serão 25 pontos de coleta de materiais para a retirada dos resíduos, desde a Região Metropolitana do Recife até o Sertão.

As 12 escolas do SESI-PE localizadas em Paulista, Goiana, Vasco da Gama, Ibura, Cabo de Santo Agostinho, Moreno, Escada, Belo Jardim, Camaragibe, Caruaru, Petrolina e Araripina, além das 12 unidades do SENAI situadas em Areias, Araripina, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Garanhuns, Goiana, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Petrolina, Santa Cruz do Capibaribe e Santo Amaro, estão com as portas abertas para receber os donativos.

Voluntários apresentam sintomas após contato com óleo no litoral de Pernambuco  

(Foto: Reprodução/Twitter)

A saúde das pessoas que se dispuseram a limpar as praias afetadas pelo óleo em Pernambuco foi afetada. Em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul do Estado, 19 pessoas procuraram o hospital do município para relatar os sintomas.

Foram relatados sintomas como dor de cabeça e diarreia constante ardência e vermelhidão na pele. Além dos voluntários, o contato com o petróleo cru afetou também funcionários municipais. O coordenador da Defesa Civil de São José da Coroa Grande afirmou que cada organismo reage ao óleo de forma diferente. “No meu caso, eu tive cólica intestinal, mal estar e ânsia de vômito”, contou.

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Paulo Câmara anuncia edital de R$ 2,5 milhões para pesquisas sobre toxidade do óleo encontrado no litoral pernambucano

(Foto: Américo Santos/SEI)

Na manhã desta quarta-feira (23), no Palácio do Campo das Princesas, o Governo de Pernambuco lançou um edital para estímulo a pesquisas sobre os efeitos das manchas de óleo encontradas no litoral do Estado, estudos oceanográficos e as consequências aos ecossistemas atingidos e à saúde da população. A iniciativa, que contará com um aporte de recursos de R$ 2,5 milhões, foi anunciada pelo secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aluísio Lessa, logo após a reunião do governador Paulo Câmara e da vice-governadora Luciana Santos com pesquisadores e cientistas.

“O governador resolveu lançar um edital, através da Facepe (Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco), para contratar 12 projetos, em várias áreas, como na de Oceanografia, por exemplo, para medir a qualidade da água e saber se está apta para mergulho. Temos ainda a questão dos pescados. Isso tudo é para curto, médio e longo prazos”, explicou Lessa.

Ainda segundo o secretário, em curto prazo deve-se primeiro tratar o que está acontecendo nas praias, avaliando a chegada do volume de óleo. “Não sabemos ainda a característica desse derivado, o grau de toxidade dele, e esse edital vem também com esse objetivo, de identificar se ele vai comprometer a saúde das pessoas que tiveram contato direto”, argumentou.

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Vazamento de óleo pode ter partido de navio irregular, diz Marinha

(Foto: Adema/Governo de Sergipe)

O comandante da Marinha, Ilques Barbosa, disse hoje (22) que o governo está concentrando as investigações sobre as causas da mancha de óleo nas praias do Nordeste em 30 navios de dez países diferentes. Mas, para ele, a maior probabilidade é que o vazamento tenha partido de um navio irregular, chamado de dark ship. “Nós saímos de mil navios, para 30 navios”, disse, após reunião com o presidente em exercício, Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto.

O almirante explicou, entretanto, que as pesquisas se regeneram com novos dados a todo momento e que nenhuma possibilidade foi descartada, mas que os esforços estão concentrados nessa linha de investigação. “O mais provável é de um dark ship ou um navio que teve um incidente e, infelizmente, não progrediu a informação como deveria”, disse, explicando que, por convenção internacional, todo incidente de navegação deve ser informado pelo comandante responsável.

Dark ship é um navio que tem seus dados informados às autoridades, mas, em função de qualquer restrição, de embargo que acontece, ele tem uma carga que não pode ser comercializada. Então, segundo o comandante, ele busca vias de comunicação marítimas que não são tão frequentadas, procura se evadir das marinhas de guerra e não alimenta seus sistemas d e identificação. “Ele procura as sombras. E essa navegação às sombras produz essa dificuldade de detecção”,explicou.

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Total de óleo recolhido nas praias de Pernambuco chega a 257 toneladas

O Governo do Estado anunciou o reforço nas ações de coordenação e cooperação com os municípios atingidos pelas manchas de óleo.

Em mais uma ação articulada, equipes do Governo do Estado estiveram, durante todo o dia de hoje (21), coordenando o trabalho de contenção, coleta e remoção das manchas de óleo registradas nas praias de Itapuama, Pedra do Xaréu, Gaibú e Paiva, todas no município do Cabo de Santo Agostinho, além da praia de Sirinhaém. Nas últimas 24 horas, foram recolhidas 186 toneladas de resíduos de petróleo, elevando o total acumulado desde a semana passada para 257 toneladas.

Os municípios de São José da Coroa Grande, Barreiros, Tamandaré, Rio Formoso, Sirinhaém, Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho registraram o aparecimento de manchas de óleo em suas praias. Todo o material recolhido está sendo acondicionado em caixas estacionárias, distribuídas nos municípios atingidos. Duas empresas de gerenciamento de resíduos perigosos estão em operação de coleta e transporte do produto, que são encaminhados ao Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) Pernambuco, localizado na cidade de Igarassu.

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Paulo Câmara cria Sala de Situação para monitorar derramamento de óleo em Pernambuco

Pernambuco tenta evitar que manchas cheguem às praias.

O governador Paulo Câmara institui, a partir desta sexta-feira (18), uma Sala de Situação no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, para monitorar as manchas de óleo que chegaram ao litoral pernambucano.

As manchas foram localizadas nessa quinta-feira (17) após vistorias realizadas pela manhã e à tarde no Litoral Sul do Estado por técnicos do Governo, utilizando helicópteros e embarcações. Ao todo, foram mobilizadas 70 pessoas e coletados 1,2 mil litros de óleo em alto mar, além de confirmar a presença de uma mancha de aproximadamente um metro de diâmetro na foz do Rio Una, no município de São José da Coroa Grande.

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Manchas de óleo avançam e atingem 112 pontos em 8 Estados do Nordeste

A substância oleosa e escura encontrada em algumas praias do Nordeste não para de se espalhar. Já são 112 pontos em 53 municípios em 8 Estados atingidos, e os órgãos ambientais e de proteção da zona marítima continuam mobilizados para saber qual a origem desse vazamento.

O mapa com localidades afetadas no Nordeste, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente, mostra que boa parte da extensão à beira mar entre Maranhão e Sergipe está contaminada. Dos nove Estados nordestinos, apenas a Bahia não registra a presença do óleo.

O material atinge diretamente o ecossistema das praias, prejudicando principalmente a fauna marinha. Segundo o mais recente balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dez animais foram atingidos – nove tartarugas marinhas e uma ave -, dos quais seis tartarugas e uma ave morreram. Os animais foram encontrados no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

As manchas começaram a ser percebidas no dia 2 de setembro e, desde então, o Ibama vem estabelecendo uma série de ações, entre elas a investigação quanto à composição da substância. O resultado conclusivo das amostras, solicitado pelo Instituto e pela Capitania dos Portos, e cuja análise foi feita pela Marinha e pela Petrobras, apontou que se trata de petróleo cru.

Ainda não foi detectada a origem e o responsável pelo vazamento do petróleo, mas uma das hipóteses levantadas pelos órgãos de proteção ambiental é que alguma embarcação tenha despejado a substância em alto mar.

Por ser uma substância tóxica, a recomendação do Ibama e das Superintendências Estaduais de Meio Ambiente é de que as pessoas evitem o banho de mar, a prática de esportes náuticos e também a pesca, bem como evitar o consumo de frutos do mar desses locais.