Petrolina tem mais de 2 mil estudantes aprovados para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática

(Foto: Divulgação)

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) divulgou a lista dos aprovados para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que ocorrerá no dia 28 de setembro. As provas serão aplicadas nos locais e horários a serem definidos pela instituição, para cerca de 1 milhão de alunos dos ensinos fundamental e médio de todo o país. Em Petrolina (PE), 2.353 estudantes de 92 escolas foram classificados – só no SESI, 12 adolescentes avançaram de fase.

A Obmep registrou neste ano mais um recorde de participação. Foram inscritas 54.831 escolas localizadas em 99,71% dos municípios, enquanto o número de estudantes totalizou 18.158.775. Na cidade pernambucana, não é a primeira vez que o SESI se destaca na avaliação nacional: em 2018, outros dez jovens também se classificaram para a última etapa da prova.

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É a segunda vez que os alunos Jullyo César da Silva, 13 anos, e Júlio César Coelho, 14, participaram da competição nacional que avalia o raciocínio lógico e o nível do aprendizado no ensino da matemática em escolas públicas brasileiras. Esse ano como premio de participação  na Olimpíada Brasileira de Matemática, eles trouxeram além da esperança, duas medalhas, ouro e bronze.

Medalhista ouro na categoria do 6º e 7º ano, Júlio César Coelho, é  estudante da Escola Municipal João Rodrigues de Macedo, em Cristália,[zona rural de Petrolina],  para ele, todo esforço sempre é valido . “Estudei muito. Aqui [na escola], os professores buscam extrair tudo que podem dos alunos e, em casa, tinha minha mãe para me incentivar”, ressaltou.

O outro Jullyo , 13, estuda na Escola Municipal Moisés Barreto dos Santos, da Agrovila Massangano, ganhou o bronze na mesma categoria do colega. Ano passado foi o vencedor da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa. “Eu me dedico a todas as matérias. Começo na escola; vou para casa e lá olho o assunto de novo e faço pesquisas”, disse.

O jovem tem vários fãs, mas uma se destaca entre as demais. “Muitas vezes nós dormíamos à meia noite, mas ele tinha que estudar tudo que a professora tinha passado de lição de casa. Se eu não soubesse o assunto, buscava aprender, só para ajudar”, contou a mãe de Jullyo, Silvânia Rosa Ferreira, antes de ter a frase complementada pela do filho: “Ela faz até perguntas para ver se estou aprendendo”, lembrou o aluno.