Após ação de detentos, cadeia pública de Serra Talhada permanece fechada

(Foto: Reprodução/WhatsApp)

A cadeia pública de Serra Talhada foi destruída por alguns detentos na tarde de segunda-feira (2). Segundo informações, uma confusão iniciada nas celas 3 e 6 desencadeou um quebra-quebra no local. Os reclusos atearam fogo em colchões e utensílios, arrancaram grades de algumas celas e derrubaram parte da parede do pátio interno.

A confusão só foi controlada na madrugada da terça-feira (3) quando o juiz Marcus César Sarmento Gadelha conversou com familiares dos reclusos. A negociação foi acompanhada de perto pelo majo do 14º BPM, Costa Júnior.

Todos os 77 detentos da cadeia pública foram transferidos de Serra Talhada para cidades vizinhas na região. O prédio da cadeia está desativado, por falta de condições de receber os detentos. 35 foram encaminhados para o presídio de Salgueiro, 38 para Arcoverde e os outro quatro para Pesqueira.

A Secretaria de Ressocialização determinou a abertura de sindicância para apurar a ocorrência, que também foi registrada pela Polícia Militar na cidade.

Detentos fazem rebelião na cadeia pública de Campo Formoso

Nesse domingo (21), cerca de 28 detentos da Delegacia da Polícia Civil de Campo Formoso (BA) deram início a uma rebelião que durou cerca de três horas. Os presos incendiaram objetos e danificaram parte das celas.

A rebelião teria sido motivada por uma tentativa de fuga frustrada. Os detentos exigiram a presença da imprensa para negociar o término da ação. Alguns jornalistas estiveram no local, mas ficaram do lado de fora por segurança.

A operação para conter os presos foi coordenada pelo delegado da 19ª Coorpin de Senhor do Bonfim, Felipe Neri. Mais de 20 homens das Polícias Civil, 6ª BPM, 54ªCIPM e Corpo de Bombeiros participaram dos trabalhos.

O Corpo de Bombeiros de Senhor do Bonfim (BA)foi acionado para apagar as chamas.

Nova rebelião com fugas é registrada na Funase de Caruaru

(Foto: Internet)

Durante a manhã de hoje (31) um grupo de internos queimou colchões durante uma rebelião na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) de Caruaru. Alguns socioeducandos fugiram da unidade

Ainda não se sabe quantos fugiram. Cerca de 13 internos foram recapturados. Não há informações sobre feridos. A polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão no local.

Em Caruaru, princípio de rebelião é registrado na Funase

Material apreendido durante a rebelião (Foto: Divulgação/PM)

Durante a noite de hoje (5) um princípio de rebelião foi registrado na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) de Caruaru. Não houve registro de feridos.

Segundo a Polícia Militar, os internos depredaram algumas celas e serraram as grades. Um reeducando foi encaminhado para a delegacia após ter ameaçado os funcionários da unidade. Também foram apreendidas barras de ferro e objetos cortantes.

Três meses depois de massacre em presídio do RN, corpos e cabeças aguardam DNA

(Foto: Internet)

Mais de três meses depois do início da disputa entre facções rivais que resultou em duas semanas de rebelião e 26 mortos, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, Rio Grande do Norte, as consequências do massacre ainda perduram. Três corpos e 15 cabeças aguardam exame de DNA. A polícia científica do estado não tem laboratório com tecnologia para a análise do código genético. O exame deve ser feito ainda este mês, no laboratório da Polícia Científica da Bahia.

As cabeças foram encontradas em buscas sucessivas, depois da rebelião. Antes disso, 11 corpos foram identificados e liberados, sem cabeça, para as famílias. Com a identificação por meio do DNA, o diretor-geral do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), Marcos Brandão, informou que as cabeças vão ser entregues aos familiares para que decidam o destino dos restos mortais. “Não era certeza que essas cabeças apareceriam, foram aparecendo, por sinal, de forma gradativa, algumas só posteriormente. É igual acidente aéreo, a vítima vai ser enterrada com o que foi encontrado.”

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Operação em Alcaçuz resulta na apreensão de revólver, celulares e armas brancas

(Foto: G1 RN)

Foram encontrados na manhã desta sexta-feira (27) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal (RN) um revólver, mais de 500 facas artesanais, celulares e drogas. Grupo de Operações Especiais (GOE) do governo do Rio Grande do Norte e agentes federais de execução penal da força-tarefa  entraram em Alcaçuz por volta das 6h30 desta sexta.

De acordo com o titular da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), Wallber Virgolino, a Operação Phoenix deve durar 30 dias e tem como objetivo “retomar, permanecer, restabelecer e reformar o presídio”.

Os agentes fizeram uma revista retiraram as bandeiras das facções criminosas e hastearam as do Brasil, Rio Grande do Norte e sistema penitenciário. Por volta das 9h, veículos chegaram na unidade levando materiais de construção para a reforma. Os homens do GOE deixaram a unidade neste horário, mas os agentes federais de execução penal continuam na operação.

Com informações do G1

Falta de efetivo facilitou a fuga em Santa Cruz do Capibaribe, segundo sindicato

(Foto: Internet/Ilustração)

A rebelião ocorrida na madrugada deste sábado (21) no presídio de Santa Cruz do Capibaribe teria sido motivada pela apreensão de drogas feitas no local na semana passada, segundo o presidente Sindicato dos Agentes e Servidores no Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (Sindasp-PE) João Carvalho. O ocorrido terminou ainda pela manhã, com um morto, 13 feridos e três fugitivos.

A fuga foi realizada por três presos que tinham permissão para trabalhar no setor de limpeza do presídio. “Eles tinham acesso a pavilhões e setores, mas o que contribuiu para a fuga foi a situação de superlotação e a falta efetivo tanto na parte interna quanto externa”, descreveu o presidente do Sindasp-PE. O tumulto começou no pavilhão A.

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Rebelião: Um preso morre e 13 ficam feridos em Santa Cruz do Capibaribe

(Foto: Cortesia/WhatsApp)

Um preso morreu e 13 ficaram feridos durante uma rebelião registrada neste sábado (21) no presídio de Santa Cruz do Capibaribe (PE). De acordo com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), três reeducandos fugiram durante o motim. Por meio de nota, a Seres informou, ainda, que o “tumulto” foi controlado pela Polícia Militar com o apoio dos agentes penitenciários e que uma sindicância será aberta para apurar o caso.

De acordo com informações extraoficiais, um policial também teria sido machucado após ser atingido por uma pedrada. Equipes do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pelo policiamento ostensivo na área, foram enviadas ao local por volta das 6h. Também foram acionados reforços do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi).

Familiares de detentos da unidade prisional informaram ao repórter Ademilton Silva, da Rádio Santa Cruz FM 98,5, que a primeira ligação informando da confusão foi feita por volta das 5h. A distância do presídio para o centro de Santa Cruz do Capibaribe é de aproximadamente cinco quilômetros.

Alguns dos detentos feridos tiveram as identidades reveladas. Os nomes são Cícero José da Silva, Danilo Roni Silvestre, Sivonaldo Marcolino, Felipe Rosário, Irani da Silva e Fábio José Vieira.

Com informações do FolhaPE

Presídio do RN ainda está sob controle de detentos e muro deve ser construído hoje

(Foto: Andressa Anholete/AFP)

O sétimo dia de confronto na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, continuou com o interior do prédio sob o controle dos detentos, apesar de não ter havido novos confrontos como os que foram vistos quinta-feira (19) e transmitidos ao vivo pela televisão em todo o país. Três feridos foram retirados por cima dos muros da prisão e 11 detentos foram transferidos por ter direito à progressão da pena para o semiaberto.

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do estado, pelo menos 20 presos já foram retirados de Alcaçuz desde ontem. A maioria foi resgatada na madrugada de hoje, segundo a pasta. Foi solicitado que o hospital para onde todos foram transferidos seja mantido em sigilo para evitar tentativas de resgate. O estado de saúde do internos também não foi divulgado.

Outros três homens foram retirados nesta tarde por meio de macas içadas pelo Corpo de Bombeiros. O trabalho foi feito com a ajuda de cordas para ultrapassar os altos muros da unidade, já que as forças policiais estaduais têm acesso livre somente à parte de fora.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, Caio César Marques Bezerra, declarou à imprensa nesta noite que a guarda do presídio “está no perímetro externo e nas guaritas”. “O choque e o Bope entraram ontem para definir uma área de não confrontação e estamos mantendo esses limites”, informou. “Temos as guaritas para fazer a proteção e o patrulhamento externo”.

Com informações do EBC

Presos interrompem rebelião em presídio do RN para culto evangélico

(Foto: Magnus Nascimento)

Parte dos presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte,  interromperam a rebelião que acontece desde sábado (14) para a realização de um culto evangélico nesta sexta (20). Os detentos entoaram músicas religiosas e fizeram orações.

Além de um violão, os presos contavam com caixa de som, microfones, cadeiras de plástico e até um púlpito para a celebração religiosa.

Apesar da pausa para o culto, o clima continua tenso na unidade prisional. Desde sábado, pelo menos 26 presos já morreram na rebelião. Na manhã desta sexta os presos continuavam soltos pelos pavilhões e pelos pátios do presídio. Também era possível ver detentos sobre os telhados da unidade.

Com informações do G1

Agentes penitenciários do Rio Grande do Norte decretam greve; MP considera ilegal

(Foto: AFP)

Os agentes penitenciários do Rio Grande do Norte decidiram, em assembleia quinta-feira (19) entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira (25), caso o governador Robison Faria leve em frente a intenção de contratar, de forma simplificada, 700 pessoas para atuar como agente nos presídios.

A contratação foi uma das medidas anunciadas pelo governador para reagir à crise penitenciária que o estado enfrenta há uma semana – desde o último sábado (14) – e que já deixou 26 mortos no presídio estadual de Alcaçuz. Facções rivais brigam pelo controle da unidade, como parte da ofensiva nacional do Primeiro Comando da Capital (PCC) para expandir sua área de dominação no país. Ontem, imagens do último confronto foram transmitidas ao vivo durante horas, por diversos veículos de comunicação.

Por telefone, o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Rinaldo Reis Lima, disse à Agência Brasil que considera a greve ilegal. “Um concurso público é demorado. Essa contratação é temporária. Nós estamos precisando de agentes agora, hoje. Aliás já estávamos precisando desde antes. Uma greve com esta fundamentação é totalmente desarrazoada, além de ser ilegal porque não é possível se pensar em fazer isso agora”.

Segundo o procurador, atualmente seis agentes penitenciários se revezam em turnos para tomar conta do presídio de Alcaçuz, que, antes do conflito entre as facções, aprisionava cerca de 1,2 mil homens. Existe uma ação civil pública movida pela Procuradoria desde 2015 que exige a realização de concurso público, mas ela não foi julgada até o presente momento, conforme Rinaldo Reis.

Com informações do FolhaPE

Presos voltam a se rebelar no Rio Grande do Norte

(Foto: Magnus Nascimento/Tribuna do Norte)

Nesta terça-feira (17) presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, voltaram a se rebelar. A informação foi confirmada pelo Comando da Guarda da unidade prisional.

Os presos dos pavilhões 1, 2, 3 e 4 montaram uma barricada no final da manhã de frente ao pavilhão 5. Pelo outro lado, os detentos do pavilhão 5 também fizeram a mesma coisa. As barricadas são feitas com portas e outros objetos que foram arrancados de dentro dos pavilhões. Às 14h o “caveirão” e viaturas da Tropa de Choque chegaram ao presídio.

A PM tenta conter a situação com bombas de efeito moral e tiros de arma não letal. “A situação é muito tensa”, disse o major Wellington Camilo, do Comando da Guarda Penitenciária.

Há gritaria e os presos do Sindicato do Crime e do PCC montaram barricadas. Viaturas da Força Nacional e da Polícia Militar fazem o patrulhamento dos arredores do presídio para tentar impedir fugas.

Por volta das 11h55 foram ouvidos muito tiros dentro da unidade. Ainda não se sabe se foram tiros com munição não letal. Às 12h40 os presos levaram outros quatro detentos, provavelmente feridos, com carrinhos de mão para a área administrativa do presídio.

Às 14h25 uma ambulância levou presos para serem atendidos no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. De acordo com o assessor de comunicação do Walfredo, apenas um detento deu entrada no hospital, com um tiro na mão.

Com informações do G1

Sobe para 26 o número de mortos em rebelião no Rio Grande do Norte

(Foto: Sejuc/divulgação)

Pelo menos 26 presos foram mortos durante a rebelião que aconteceu neste sábado (14) na Penitenciária de Alcaçuz, em Natal (RN). A informação é da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Norte.

Inicialmente, o governo informou que havia pelo menos dez mortos, e depois subiu o número de vítimas para 27. No começo da noite deste domingo (15), no entanto, informou que um corpo havia sido contado duas vezes, baixando o total de presos assassinados no motim para 26.

O estado alugou um caminhão-frigorífico para transportar e abrigar as vítimas do massacre. Os corpos continuam dentro do presídio 24 horas depois do conflito, que começou no fim da tarde de sábado e foi controlado por volta das 8h (horário de Brasília) deste domingo (15), de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública.

Durante a tarde, som de bombas de efeito moral foram ouvidos do lado de fora da penitenciária. Presos gritaram dizendo que estavam sem água.

Em frente, mulheres dizem que vão dormir na porta do presídio até o governo forneça informações mais completas sobre quantos estão vivos e mortos. Há relatos de corpos decapitados e mutilados o que deve dificultar o trabalho de identificação.

Mulheres de presos ligadas ao PCC e ao Sindicato do Crime, facções envolvidas no motim, dizem ter armas e ameaçam confronto entre rivais na área externa do presídio.

Com informações do FolhaPE

Rebelião no maior presídio do Rio Grande do Norte termina com 10 mortes confirmadas

(Foto: Sejuc/divulgação)

A rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, do Rio Grande do Norte, acabou após 14h20 de duração. Os detentos, que se rebelaram às 17h deste sábado (14), se renderam às 7h20 deste domingo (15) após a Tropa de Choque da Polícia Militar entrar nos pavilhões.

Segundo a Secretaria de Segurança, não houve troca de tiros. Há ao menos dez mortes confirmadas durante a rebelião, informou o governo estadual do Rio Grande do Norte.

A rebelião começou com uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5. Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. O pavilhão 5 é o presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica anexo a Alcaçuz. Há separação entre presos de facções criminosas entre os dois presídios.

Um helicóptero da PM auxiliou na operação, que envolve Choque, Bope e GOE (Grupo de Operações Especiais). Às 6h20, era possível ver fumaça negra nos pavilhões e ouvir bombas de efeito moral do lado de fora da penitenciária.

Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e é o maior presídio do estado. A penitenciária possui capacidade para 620 detentos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional do RN.

Com informações do G1

Nova rebelião em Manaus deixa ao menos quatro mortos

A Cadeia Pública estava fechada desde outubro de 2016.

Quatro detentos foram mortos na madrugada deste domingo na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus. Três deles foram decapitados. O local abriga os presos transferidos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) por não fazerem parte da facção Família do Norte (FDN), que, no primeiro dia do ano, liderou um massacre que deixou 56 mortos naquele presídio.

Na segunda-feira seguinte ao massacre, o governo do Amazonas retirou 286 presos do Compaj, mas, sem ter para onde levá-los, reativou a Cadeia Pública, que estava fechada desde outubro de 2016 por recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido à precariedade da unidade. Os detentos transferidos para lá foram abrigados improvisadamente até na capela e na enfermaria, sem banhos de sol, nem visitas, o que já vinha alimentando tensões.

“Eles se amotinaram na sexta-feira porque queriam mais espaço. A cadeia estava desativada, mas tivemos que reativá-la de emergência. Então, estamos fazendo obras aqui ainda”, disse o secretário da Administração Penitenciária do Amazonas, Pedro Florêncio Filho.

De acordo com ele, as mortes não foram decorrência de rivalidade entre grupos criminosos, como ocorreu no Compaj, quando o massacre resultou de um enfrentamento entre FDN e Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Não houve briga de facção porque todo mundo era do mesmo grupo. Todos eram presos ameaçados, que não tinham convivência, que estavam em áreas de seguro, de isolamento, nos outros presídios. Quando houve aquela rebelião (no Compaj), com as ameaças de matá-los também, nós os trouxemos para cá. Eles se matam entre eles mesmos”, afirmou o secretário, que classificou as mortes desta madrugada de “algo incompreensível”.

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