“Foi uma investigação profunda para chegar até o assassino de Alisson”, disse delegada Polyanna Neri durante entrevista coletiva

Delegada Polyanna Neri. (Foto: Blog Waldiney Passos)

A delegada Polyanna Neri, da polícia civil de Petrolina (PE) recebeu a imprensa na manhã desta quarta-feira (30) para falar sobre a prisão do assassino do jovem Alisson Dantas Nunes, 18 anos, morto a golpes de facão em 2015 por utilizar a rede Wifi da casa de um vizinho. Rezielio Alves de Almeida, de 52 anos, acusado do crime foi preso ontem (29) na cidade de Ponta Grossa, estado do Paraná.

Para a delegada, além do trabalho minucioso de investigação de sua equipe que rastreou os passos do acusado, o comportamento da mãe da vítima durante as investidas dos policiais, colaborou muito para a chegada até Rezielio Alves de Almeida.

“A família da própria vítima ajudou muito. A mãe confiou no trabalho da gente, ela confiou na nossa equipe e se manteve em silêncio porque sabia que a gente ia conseguir chegar”, afirmou a delegada.

De acordo com Polyanna Neri, inicialmente o acusado teria fugido para cidades do Maranhão e os locais onde ele se hospedava a polícia civil não conseguia entrar. Quando ele ficou em uma cidade acessível e a polícia civil de Petrolina se preparava para ir prendê-lo, Rezielio fugiu novamente. Dessa vez para o Paraná.

“Eu parabenizo aqui diante de todos a minha equipe, porque todos se empenharam, passaram madrugadas trabalhando. É muito difícil você passar noites e noites em claro no encalço de uma pessoa que estava no mundo. Ele esta em cidades do Maranhão que a polícia civil não entra e a gente ia buscá-lo lá. Eu estou com a missão cumprida e uma coisa eu digo, nós nunca desistimos”, garantiu a delegada.

Após fugir para o estado do Paraná Rezielio foi novamente localizado pela a equipe da delegada Polyanna Neri na cidade de Ponta Grossa, onde foi preso na tarde desta terça-feira (29), por policiais civis daquela cidade, após contato da polícia civil de Petrolina.

Rezielio Alves de Almeida vai responder por homicídio duplamente qualificado e pode pegar até 30 anos de prisão. No momento ele está preso no presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, mas será recambiado em breve para Petrolina, onde será julgado pelo o crime.

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