Moção de Repúdio a Bolsonaro por celebrar Ditadura Militar tem apoio dos vereadores, mas não entra em votação na Câmara de Petrolina

Vereador formalizará pedido na sessão de terça-feira (Foto: Jean Brito/CMP)

A decisão do Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) de celebrar o dia 31 de março – data ligada à Ditadura Militar no país – repercutiu também em Petrolina. Na sessão da última quinta-feira (28) o vereador Gilmar Santos (PT) solicitou uma Moção de Repúdio ao mandatário por tal atitude.

No entanto, apesar de contar com o apoio dos colegas, a Moção não entrou em votação porque o Regimento Interno da Casa Plínio Amorim não permitia, já que o pedido de Gilmar foi feito verbalmente e somente será discutido na sessão de terça-feira (2).

“O presidente solicitou esses dias que os militares comemorem o Golpe de 1964, um golpe que violou os Direitos Humanos, que tirou a vida de inocentes, que aprofundou desigualdades, censura e é inadmissível que tenhamos um presidente da República solicitando a comemoração de um regime que rompeu a democracia”, justificou o edil.

Apoio da Situação

Membros da Situação apoiaram o colega, como Zenildo Nunes (PSB) alegando que “a Ditadura não existe mais”. José Batista da Gama (PSB) também foi outro favorável à Moção e ainda pediu para a assessora de Gilmar colar um cartaz de “Ditadura Nunca Mais” em seu espaço da bancada.

Regimento Interno

Presidente da sessão, Ronaldo Souza (PTB) também foi favorável à Moção de Repúdio, porém com base no Regimento Interno, em seu Artigo 132, não pôde aceitá-la na sessão de ontem. “O senhor fez a manifestação de conhecimento e vai formalizar, na nossa próxima reunião nós vamos votá-la e tem o meu respeito”, afirmou Cancão.

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