Professores da UFPE podem paralisar as atividades em agosto

(Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem)

Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) podem parar as atividades a partir no dia 13 de agosto, quando está prevista a Greve Nacional em Defesa da Educação. O ato será realizado para protestar contra o contingenciamento do Ministério da Educação (MEC). No dia 7 do próximo mês, a Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe) realizará uma assembleia geral, onde a adesão à greve será votada pelos professores.

O Future-se, novo programa de financiamento das universidades federais, também será tema de discussão na Adufepe. No próximo dia 30, docentes da UFPE vão debater o assunto. Nessa quinta-feira (18), a questão foi discutida em reunião com a participação do reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Anísio Brasileiro; da pro-reitora de Gestão Administrativa (Progest), Niedja Paula, e de docentes de diversos departamentos dos campi Recife e Caruaru, o encontro debateu sobre as possibilidades de atuação da categoria em defesa da universidade pública.

De acordo com a Adufepe, entre os encaminhamentos da reunião, foi decidido coletivamente pela realização de uma assembleia geral, no dia 7 de agosto, com o objetivo de deliberar sobre a adesão da categoria na greve geral do dia 13 de agosto.

Contingenciamento

Atualmente, ainda estão bloqueados 30% do orçamento de custeio da UFPE. Esse montante é voltado para o pagamento de serviços como limpeza e fornecimento de energia, por exemplo. O orçamento, no valor de R$ 50 milhões, chegou a ser liberado no dia 11 de junho, mas voltou a ser retido após o governo federal obter decisão favorável na Justiça. Desde então, a Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) vem negociando com o MEC para reverter o quadro, sem sucesso até o momento.

A Pró-Reitoria de Orçamento, Planejamento e Finanças (Proplan) da UFPE informou, no último dia 2, que ainda tem a receber R$ 85,6 milhões de um total de R$ 162,6 milhões para custeio e assistência estudantil, previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). Do total a ser repassado, a UFPE tem apenas R$ 16 milhões de orçamento disponível para realização de despesas de manutenção de julho a dezembro.

“De imediato, estão suspensos, temporariamente, o lançamento de novos editais das pró-reitorias (exceto oriundos do Plano Nacional de Assistência Estudantil – PNAES), o repasse de parcelas do Modaloc (Modelo de Alocação de Recursos) para os centros acadêmicos e departamentos, a contratação de novas bancas para concursos docentes e o início de reformas de infraestrutura. Outras medidas serão tomadas após discussão com gestores das unidades acadêmicas”, pontuou a UFPE, em nota divulgada no início do mês.

“Importante ressaltar que, mesmo com os ajustes, a universidade não terá orçamento suficiente para manter suas atividades até o fim do ano se não houver o desbloqueio. Por fim, a Reitoria destaca que é imensurável o prejuízo acadêmico com a suspensão de atividades que são de vital importância para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão na UFPE”, completou a universidade.

Com informações do Diário de Pernambuco

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