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Geraldo Alckmin pode migrar para o PSB

Segundo senador Fernando Bezerra Coelho, conversa estaria sendo intermediada pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França

As idas e vindas do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e do prefeito do Recife, Geraldo Julio, a São Paulo, mais especificamente para reuniões com o governador Geraldo Alckmin, vão muito mais além do que uma possível aliança do PSDB com o PSB. Alckmin conversa com as lideranças socialistas para, caso o cenário entre os tucanos não lhe seja favorável, migrar para o PSB. Seria uma alternativa aos dois lados: desde a morte do ex-governador Eduardo Campos, em 2014, o PSB ficou sem uma liderança nacional forte. E Alckmin está sendo relegado a segundo plano no PSDB, com a liderança de Aécio Neves.

“Essas conversas ocorrem a partir do vice-governador (de São Paulo) Márcio França. Se ele está pensando em deixar o PSDB ou não, isso não é do meu conhecimento. É evidente que um nome como de Geraldo Alckmin é um quadro que tem uma trajetória, uma expressão política que certamente interessa a um partido como o PSB, que busca fortalecer os seus quadros, não só para as eleições de 2016, mas para defender um projeto alternativo a essa polarização PSDB-PT, que o PSB entende que é chegada a hora de um caminho alternativo”, afirmou o senador Fernando Bezerra Coelho, em visita nessa segunda (21) ao Jornal do Commercio.

O governador paulista estaria se sentindo incomodado com o posicionamento de Aécio Neves, que está atraindo para si boa parte da “máquina” tucana. Além da migração de um nome expressivo para a legenda, o PSB pode engordar, também, o número de deputados que podem acompanhar Alckmin nessa possível migração. Nos bastidores, comenta-se que Alckmin talvez tenha que tomar uma decisão mais cedo do que esperava. Recentemente, França afirmou que o “compromisso do PSB era com Alckmin e não com o PSDB”.

A leitura que alguns nomes fazem é que, caso Alckmin não migre para o PSB, o partido fica numa situação mais complicada, pois não teria tempo de formar um quadro de liderança nacional até as eleições de 2018.

O PSB também tem outro ponto a resolver, este com mais urgência, que é o posicionamento que adotará para o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). “Nosso partido deverá convocar reunião da Executiva Nacional ao longo de janeiro para firmar uma posição. O partido se encontra dividido. A maioria da Câmara tem uma tendência para apoiar o impeachment, uma leve maioria no Senado é contra e os governadores se posicionaram contra. Portanto, isso vai merecer um debate mais aprofundado”, explicou o senador.

Para Bezerra Coelho, alguns fatores podem alterar o processo na Câmara ao longo do recesso parlamentar e até a instalação completa do processo. “Acabamos de ter a troca do ministro da Fazenda, mostrando a gravidade do quadro da economia brasileira. Teremos uns 60 dias para saber se o novo ministro vai animar o cenário da economia, recuperar a confiança e dar um encaminhamento para as graves questões que ameaçam o crescimento e o desenvolvimento do Brasil”, disse.

Na visão do senador, a presidente Dilma tem maioria no Senado que poderá contribuir para barrar o processo, segundo apontou o rito determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu diria que hoje o governo federal tem uma maioria dentro do Senado para evitar o processo de impeachment. Mas essa votação só se dará em fevereiro ou março”, disse o parlamentar.

Sobre o inquérito na Operação Lava Jato, o senador afirmou que considerou “desnecessário” o mandado de busca e a apreensão no seu escritório político de Petrolina, na semana passada. “Todo o material que foi apreendido poderia ser solicitado que nós teríamos encaminhado. Renovo a nossa confiança nas autoridades e ao cabo dessas investigações, os fatos ficarão devidamente esclarecidos”, disse. Já sobre a investigação de desvio de recursos na Transposição do São Francisco no período em que ele estava à frente do Ministério da Integração, Bezerra Coelho disse que está “absolutamente tranquilo” e que realizou auditorias em contratos, com apoio do Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral da União. (Fonte: NE10)

Exclusivo: sobe para 7 o número de casos de microcefalia em Petrolina

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Secretária de Saúde de Petrolina Lúcia Giesta

Em entrevista exclusiva a este Blog a secretária de Saúde Lúcia Giesta, informou que subiu para 7 o número de casos de bebês com microcefalia no município de Petrolina. Da última vez em que convocou a imprensa para uma coletiva o número de registros era de apenas 2 casos, agora são 3 casos confirmados de bebês recém-nascidos e 4 suspeitos que a secretaria está monitorando ainda intra útero.

Os casos confirmados são de dois bebês dos bairros Idalino Bezerra e Mandacaru e o terceiro de uma gestante que mora em Petrolina, mas que foi ter o filho em Salgueiro-PE.

Muito preocupada com o aumento do número de bebês com microcefalia em todo o país, sobretudo em Pernambuco que registra o maior número de casos com 874 confirmados até agora,  Lúcia Giesta comunicou que o município está realizando uma campanha com outdoors espalhados pela cidades, investimentos em Bus Mídia e orientações nas escolas para alertar a sociedade sobre os riscos causados pelo mosquito Aedes Aegypti. Mas ela lembrou também que o mosquito não é o único transmissor da doença que pode ser adquerida também através do sêmen e transfusão sanguínea, portanto, unge uma atenção maior de toda a população.

Em Petrolina toda criança que nasce e tem indicativo de perímetro cefálico igual ou inferior a 32 centímetros é encaminhada para fazer  uma tomografia para ver se tem alguma alteração, se confirmado segue com outras investigações. “Foi montado um ambulatório na AME da Vila Eduardo com pediatra,  psicólogo e fisioterapeuta, para poder está estimulando essas crianças”, ressaltou a secretária.

Beatriz: designado novo delegado para investigar o caso

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Em nota à imprensa, Polícia Civil comunica troca de delegado na investigação do caso Beatriz Angélica.

Confira a íntegra da nota:

O Chefe de Polícia Civil de Pernambuco, Delegado Especial Antônio Barros, designou em caráter especial, através de portaria e na tarde desta segunda-feira (21), o Delegado Seccional de Petrolina, Marceone Ferreira Jacinto, para dar continuidade às investigações que apuram o homicídio da menor Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, fato ocorrido no último dia 10, no porão do Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, no sertão de Pernambuco. A designação teve por motivação empregar o maior recurso investigativo possível para o esclarecimento do caso, cabendo a coordenação dos trabalhos investigativos ao gestor da Seccional.

Bahia, prorrogado prazo para quitar débitos com impostos e taxas estaduais

ipva_715299934O Governo do Estado da Bahia prorrogou, até o dia 29 de dezembro, o prazo para contribuintes da capital e do interior quitarem débitos com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Transmissão ‘Causa Mortis’ e Doação (ITD) e taxas estaduais, com descontos de até 85% e parcelamentos diferenciados. A legislação do programa Concilia Bahia previa o encerramento do prazo nesta sexta-feira (18), mas, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), nos últimos dias, muitos contribuintes pediram mais tempo para aderirem às condições especiais de negociação.

A alteração foi realizada esta semana, em regime de urgência, via projeto de lei do Executivo aprovado pela Assembleia Legislativa, sancionado pelo governador Rui Costa e publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial do Estado, na forma da Lei Estadual 13.464/15.

“A procura aumentou na reta final, tanto na capital quanto no interior. A extensão do prazo atende ao pleito desses contribuintes, que, assim, têm mais 11 dias para ajustarem seus orçamentos e aderirem às condições atrativas de desconto e parcelamento oferecidas pelo programa”, afirmou o secretário da Fazenda, Manoel Vitório.

Para débitos com ICM e ICMS, a redução prevista é de 85% nas multas e dívidas, quando o pagamento for feito integralmente à vista. O desconto será de 60% para quem fizer o parcelamento em até 36 meses e de 25%, em até 48 meses. Os débitos de IPVA, ITD e taxas terão descontos em juros e multas de 85% para pagamento integral à vista e de 60% para parcelamento em até quatro meses. O valor de cada parcela será de, no mínimo, R$ 200.

Adesão via internet

A adesão ao programa é facilitada no site da Sefaz no ícone do Concilia Bahia/Acordo Legal, onde estão disponíveis links para simulação de pagamento e emissão de certidões e do documento de arrecadação.

Caso seja necessário buscar o atendimento presencial, o contribuinte pode se dirigir a uma unidade da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba) na rede de postos do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) ou à inspetoria fazendária mais próxima. O diretor de Arrecadação da Sefaz-Ba, Augusto Guenem, destaca que esta é uma ótima oportunidade para os contribuintes quitarem seus débitos junto ao Estado.

O Concilia Bahia é uma iniciativa da Corregedoria Nacional de Justiça, implementada no Estado via parceria entre o governo, representado pela Secretaria da Fazenda, e o Tribunal de Justiça, por intermédio da Corregedoria Geral de Justiça.

Fonte: Ascom/Secretaria da Fazenda (Sefaz)

Em artigo secretário Geraldo Júnior faz projeções políticas para 2016

Em artigo enviado a nossa redação o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão da Prefeitura de Petrolina Geraldo Junior faz algumas projeções sobre o cenário político do país para 2016, que ele reputa ser bastante complicado devido ao momento de turbulência por que passa o país.

Confira, a baixo, a íntegra:

O ano de 2016 se aproxima e com ele chega o momento de escolha dos novos gestores e parlamentares municipais em todo o país. O ano eleitoral tende a ser envolto em uma continuidade das ações da operação lava-jato, seus derivados e novos casos. Algo que impõe uma alteração na forma como as pessoas veem a política. Será dentro deste cenário que o eleitor entrará na cabine de votação e fará suas escolhas e depositará naquele gesto a perspectiva dos seus sonhos e do que ele deseja para seu futuro. O ano de 2016 será na verdade uma continuidade de 2015, algo que ficou incompleto, quase sem fim. O fenômeno da ética e da corrupção, a noção do público e privado será algo muito presente no debate político. 

A sociedade sofre a cada dia um bombardeio midiático de escândalos e operações policiais envolvendo a subtração de recursos públicos e agentes privados que se tornaram banais no cotidiano das nossas vidas, da sociedade. O que vemos é uma sociedade viva, crítica, ativa, apesar dos exageros tão comuns em tempos políticos difíceis, tanto do ponto de vista da política, da moral e do próprio Estado como instituição.

É perceptível que existe claramente um choque entre as instituições do Estado, capitaneados pelo Ministério Público, Polícia Federal e segmentos do Poder Judiciário com a esfera da política diante da dimensão que alcançaram os casos ou denúncias de desvios de recursos públicos. Apesar de o país ter avançado muito do ponto de vista das instituições, da melhoria dos indicadores socioeconômicos, a dinâmica da política e sua esfera possuem outra lógica de funcionamento, centradas no patrimonialismo secular do Brasil colônia.

Como mudar esse sistema? Quem define as regras do sistema jurídico do Estado? Quem define as regras do sistema político? É possível mudar as regras dos sistemas jurídico-político por fora dele?

O aprofundamento de todos esses processos tem levado a um choque entre as instituições do Estado, a sociedade e a esfera da política com seus instrumentos que estão em pleno funcionamento dentro do próprio aparelho do Estado.

O bombardeio de informações a que o eleitor/cidadão tem sido exposto nos últimos tempos é impossível ele não sofrer influência, tanto com o volume quanto pela natureza delas. Esse ingrediente tende a tornar suas escolhas numa maior racionalidade, diante da responsabilidade que está em seus ombros porque parte do que está aí o eleitor é o maior responsável e ele é o elemento soberano da mudança. 

Vale salientar também que esse percurso é um processo em transformação e, como processo, estamos falando em tendência de médio e longo prazo. Qualquer análise política de curto prazo, em cenários com muitas variáveis interdependentes, é muito enganadora e não reflete a realidade na maioria das vezes. Enfim, 2016 chegará e com ele a perspectiva de dias melhores em todas as esferas da vida social porque o elemento futuro apesar de parecer distante na vida das pessoas, na verdade é muito presente em seus sonhos e elas tendem a desejar que o futuro seja agora.  

Geraldo Junior, secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão da Prefeitura de Petrolina e também bacharel e mestre em Ciências Econômicas.

Manchetes dos principais jornais do país

A Tarde
Mercado reage à troca de ministro e dólar vai a R$ 4

Correio da Bahia
Incêndio destrói o Museu da Língua Portuguesa

Tribuna da Bahia
Planalto vê “salvação de Dilma na economia

O Globo
PSDB aposta em julgamentos no TSE para afastar Dilma e Michel Temer

O Dia
PM é preso acusado de matar homem depois de briga em churrasco

Extra
Blatter e Platini são banidos pela Fifa por oito anos

Folha de São Paulo
Incêndio atinge Museu da Língua Portuguesa; funcionário morre

O Estado de São Paulo
Em posse de Barbosa, Dilma pede retomada do crescimento econômico ‘sem mudanças bruscas’

Correio Braziliense
Cunha apresenta recurso contra processo no Conselho de Ética

Valor Econômico
Dólar fecha acima de R$ 4 pela primeira vez desde setembro

Estado de Minas
Governo estuda mudar idade mínima para aposentadoria, diz ministro

Jornal do Commercio
No governo, novo ministro da Fazenda é visto como esperança.

Diário do Nordeste
Ceará lança força-tarefa para combater o mosquito Aedes aegypti

Zero Hora
Anvisa interdita lote de Captopril, remédio para hipertensão

Brasil Econômico
Sem receber, médicos da Unimed Paulistana temem assumir dívida bilionári

Presidente Dilma inaugura mais uma etapa da transposição nesta terça em Floresta-PE

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A tarde desta terça-feira (22) promete ser movimentada na cidade de Floresta, no Sertão de Itaparica, com a visita da presidente Dilma Rousseff, que deve chegar a cidade por volta das 15h, para inaugurar a segunda estação de bombeamento da transposição do Rio São Francisco. A etapa vai garantir água nas barragens do município de Floresta como Areias, Baraúnas, Muquém, Mandantes e Salgueiro.

Governadores dos Estados beneficiados pela obra como Pernambuco, Paraíba e Ceará também devem comparecer a inauguração,  além dos prefeitos das cidades circunvizinhas, sendo que Rorró Maniçoba (Floresta) será a Prefeita anfitriã.

A visita acontecerá uma semana após a Polícia Federal desbaratar um esquema de corrupção no lote dois da obra. Os empresários teriam usado empresas de fachada para desviar cerca de R$ 200 milhões.

Gonzaga Patriota a favor do processo de impeachment e contra Fernando Bezerra

GONZAGA

Na festa de confraternização com imprensa no último final de semana o deputado Gonzaga Patriota (PSB) elevou o tom da crítica à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT). Referindo-se a crise política e econômico por que passa no país, o socialista afirmou que o governo de Dilma se isola juntamente com os partidos aliados e, portanto, não enxerga na presidente as condições necessárias para resolução do problema.

Sobre o impeachment de Dilma Gonzaga disse que acompanha o partido a favor da abertura do processo, mas não do afastamento. “Não se pode falar em impeachment uma hora dessas, eu sou a favor da abertura do processo para se investigar, agora ninguém pode chegar e dizer que é a favor de botar Dilma para fora. O que é que ela fez de errado?. Nós temos primeiro que encontrar qual o motivo!”.

Questionado sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgar os ritos da votação da abertura do processo de impeachment Patriota disse que apesar de ser um deputado constituinte reconhece que muitas coisas deixaram de ser tratadas na carta magna e que alguém (STF) teria que fazer. “Então o Supremo já decidiu que tem que ser desse jeito. Simplesmente a Câmara dos Deputados não pode dizer que vai abrir um processo e fazer a sua maneira”.

Em relação a política local, o deputado reafirmou que o seu nome está colocado para candidato do partido a prefeito de Petrolina. “A minha pré candidatura está jogada aí, eu vou trabalhar por ela, não é fácil por que o partido é presidido por Miguel Coelho, vou trabalhar e não vou esperar sombra de ninguém”, comentou, reiterando que não apoia em hipótese alguma candidato indicado pelo grupo de FBC.

Coluna da semana, por Waldiney Passos

Três é demais

Wilson CotaO prefeito de Casa Nova – BA, sofreu três derrotas seguidas semana passada: não conseguiu colocar em conta livre o dinheiro (mais de R$ 90 milhões) da educação que entrou nos cofres da prefeitura, teve as contas referente ao exercício de 2014 rejeitadas pelo TCM ficando inelegível e viu a justiça suspender a votação das contas da ex-prefeita Dagmar Nogueira na Câmara Municipal.

Mais um – O Partido Progressista (PP) deverá ser comandado pelo empresário Silvio Medeiros em Petrolina. Quem está feliz da vida com a mudança na presidência da legenda é o prefeito Júlio Lossio (PMDB) que deve contar com o apoio de mais um partido para as eleições de 2016. Lossio esteve presente na sabatina de Sílvio, que conta com o apoio do deputado federal Fernando Monteiro.

No páreo –  No mês de março de 2016 pelo menos 4 secretários estarão se desincompatibilizando de suas pastas. São eles: Lúcia Giesta (Saúde), Heitor Leite (Educação) Ednaldo Lima (Habitação) e Orlando Tolentino (Governo). Todos correndo atrás do apoio de Júlio Lóssio para prefeito. O fato é que Guilherme Coelho (PSDB) e Lucas Ramos (PSB) também sonham com essa unção.

A favor ou contra? – O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) disse que é a favor da abertura do processo de impeachment de Dilma, mas só concorda com o afastamento se ficar provado que ela errou.

Reconciliação

download (4)Muitos acontecimentos estão facilitando uma reaproximação do deputado Odacy Amorim (PT) com o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). A questão é que Odacy já disse que só vai para o grupo de FBC se for para ser o candidato e mesmo que tenha essa garantia ainda fica com uma pulga atrás da orelha.

Feirantes reclamam do mal cheiro no pátio do Jardim Maravilha

FEIRA JARDIM MARAVILHA

Mal cheiro e falta de iluminação são as principais queixas dos feirantes que exploram o pátio do bairro Jardim Maravilha, também conhecida como feira do Ouro Preto. Neste domingo (20) a reportagem deste Blog esteve no local, convocada por alguns feirantes, e constatou in loco o mal cheiro de urina que está prejudicando os comerciantes. Sem se identificar um dos feriantes nos informou que o órgão responsável da prefeitura pela manutenção e limpeza do local não faz nada a não ser cobrar a taxa que é paga semanalmente pelo espaço utilizado variando de R$ 4,00 a R$ 5,00 o metro. “Eles não fazem nada,  não limpam e à noite tem um monte de desocupado que vem aqui fazer suas necessidades fisiológicas”, disse.

FEIRA ILUMINAÇÃO JARDIM MARAVILHA

Outro ponto criticado foi no tocante a iluminação. “É um serviço mal feito, eles vêm e consertam, mas depois fica tudo no escuro novamente”, completou.

STF nega pedido de filho de Lula para ter acesso ao inquérito da Zelotes

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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia negou o pedido da defesa do filho mais novo do ex-presidente Lula, Luís Claudio Lula da Silva, para que ele tivesse acesso ao conteúdo integral do inquérito da Operação Zelotes, na qual ele é investigado. A defesa argumentava que o direito de defesa de Luís Claudio está prejudicado sem o conhecimento total das investigações. O conteúdo da decisão da ministra não foi publicado.

Luís Claudio recebeu R$ 2,5 milhões da Marcondes & Mautoni, consultoria contratada pelas montadoras para fazer o lobby pelas MPs. Os sócios da consultoria, Mauro e Cristina Marcondes, estão presos pela PF e já foram denunciados. O esquema de compras da MP foi revelado pelo Estado em uma série de reportagens. O filho de Lula já prestou depoimento. (Fonte: uol)

Lancha desengata de veículo e provoca acidente no Viaduto Barranqueiro

LANCHA VIADUTO

Na manhã deste domingo (20), por sorte um acidente não causou maiores danos no viaduto Barranqueiro. Por volta das 9h uma lancha desengatou do veículo que a carregava e atravessou na pista indo parar em cima dos trilhos. O prejuízo foi apenas material, mas fica o alerta para que os proprietários de lancha tomam mais cuidado ao transitarem pelas ruas nestas condições.

ACIDENTE VIADUTO

Paulo Câmara: “Não foi um ano perfeito, mas fizemos o que era possível”


PAULO CÂMARA

Perto de finalizar o primeiro ano como governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) em entrevista ao Jornal do Commercio culpou a crise econômica por problemas em áreas estratégicas de sua gestão, como Saúde e Segurança. “Costumo dizer a minha equipe que não foi um ano perfeito, mas fizemos o que era possível”, sintetizou na entrevista concedida aos repórteres Felipe Viera, de Cidades, e Franco Benites, de Política. O socialista também cobrou mais diálogo por parte do governo federal e enfatizou que é necessário um esforço nacional para combater o mosquisto Aedes aegypti, transmissor da dengue, chicungunha e zika vírus, esse último associado a inúmeros casos de microcefalia.

JORNAL DO COMMERCIO: Pernambuco hoje está melhor do que como o senhor recebeu?
PAULO CÂMARA: Em termos fiscais, a gente vai terminar o ano melhor do que começamos 2015. Agora, não dá para dizer que está melhor tendo 70 mil desempregados como ocorreu este ano, tendo um PIB que até o terceiro trimestre está decrescendo dois pontos percentuais, com o País nesta confusão que está, sem a população acreditar e ter expectativa de futuro positiva, sem saber como vão estar funcionando as instituições em 2016, ou seja, com a falta de previsibilidade total. Tivemos um ano muito difícil pela falta de previsibilidade. Todas as previsões, todo o planejamento que foi feito em 2014 esbarrou nessa crise econômica sem precedentes que conjugou com a crise política que fazia muito tempo que não se via. Essa conjunção está sendo explosiva e fazendo muito mal ao País.

JORNAL DO COMMERCIO: Quais as principais dificuldades financeiras que o Estado teve?
PAULO CÂMARA: A gente começou o ano com uma projeção. Tivemos que rever com o carro andando, ajustar o nosso orçamento como todos os brasileiros tiveram que ajustar seus salários à nova realidade brasileira com inflação. O ICMS foi a grande frustração nossa. o ICMS nunca cresceu menos que a inflação nos últimos 20 anos. Só isso, o fato de não cobrir a inflação, já dá uma perda de R$ 900 milhões. Também houve uma baixa brutal nos convênios, muitos deles em parceria com o governo federal, e o item que mais caiu foram as próprias operações de crédito. Tivemos uma queda de R$ 86 milhões que afetou de maneira muito clara o investimento do Estado. Tínhamos o projeto de investir R$ 1 bilhão e, até novembro, investimos R$ 1,058 bi. Devemos fechar o ano com 1,1 bi. Costumo dizer a minha equipe que não foi um ano perfeito, mas fizemos o que era possível.

JORNAL DO COMMERCIO: Qual o maior desafio que o senhor deve enfrentar em 2016?
PAULO CÂMARA: O desafio é realmente oferecer serviços públicos dentro das estruturas que a gente tem e que atendam cada vez melhor, que possam dar resultado, que as pessoas vão a um posto de saúde e saibam que vão ser atendidas, que elas possam saber que o número de homicídios vai se reduzir. Esse é um desafio. A gente precisa reduzir o número de homicídios para o próximo ano. Para isso, a gente tem que fazer políticas preventivas, de combate às drogas, de desarmamento, políticas de prevenção para diminuirmos o número de crimes de proximidade, crimes banais, que são frutos de uma perda de cabeça momentânea. São desafios que não são diferentes do que tivemos em 2015. O desafio maior é o Brasil voltar a crescer, a funcionar. Isso vai nos dar possibilidade de também planejar de outra forma, de seguir outro caminho. A meta em 2016 é melhorar a qualidade do serviço oferecido.

JORNAL DO COMMERCIO: Em seu primeiro ano como governador o senhor carrega alguma frustração?
PAULO CÂMARA: A frustração que sinto é não poder contar com aquilo que a gente esperava minimamente. Principalmente no âmbito das receitas. Justamente, no primeiro ano de nosso governo estarmos enfrentando a maior crise econômica que os Estados da federação e os municípios enfrentaram pelo menos nos últimos 20 anos. Converso com os governadores. Alguns iguais a mim, começaram agora, outros foram reeleitos e outros já foram governadores e voltaram agora. Todos são unânimes em dizer que foi o ano mais difícil de se governar os seus Estados. A gente sabe que podia ter feito muito mais se a situação política e econômica tivesse com um mínimo de normalidade. Temos um programa de governo bem pensado, bem embasado, que dialoga com o futuro, que dialoga com a necessidade de Pernambuco e que está hoje sem poder avançar como a gente gostaria em virtude dessas frustrações. Tem a frustruação da Saúde. Com a crise, houve uma demanda de serviços, os municípios fecharam postos de saúde. Sei onde tenho que ampliar, o que tenho que fazer, nossas unidades estão praticamente prontas e poderiam estar funcionando como as UPAes e eu não posso colocar porquê? Preciso da garantia que a federação vai me passar recursos, que os serviços vão ser credenciados no SUS e essa garantia não está sendo dada. Quando abro uma UPAe o município tem que dar sua contrapartida também e o município não tem condições. Isso é uma frustração saber que a gente pode avançar no serviço de saúde e não tem como. Na segurança, a frustração é saber que a gente precisa contratar mais policiais militares e civis e  não posso fazer. O concurso até que eu vou fazer, mas não vou poder contratar de imediato a quantidade de pessoas que gostaria porque estamos sem espaço fiscal para isso. Essas frustrações existem porque temos um planejamento bem-feito, sabemos onde devemos atacar, sabemos o foco dos desafios e estamos com a mão atada por falta de recursos.

JORNAL DO COMMERCIO: O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) atrapalhou a sua gestão?
PAULO CÂMARA: A situação econômica e política do País atrapalhou todas as gestões, não foi só a minha não. Atrapalhou os municípios, os Estados. Ficamos sem resolução de muitos desafios que foram colocados à mesa ao longo deste ano e ainda estamos sem porta de saída. A situação política do País qual é? Um processo de impeachment aberto, que não tem prazo de início e de finalização, conduzido por uma pessoa que não tem legitimidade para conduzir. Ou seja, qualquer resultado que der o processo de impeachment vai ser questionado pela forma de condução, se for essa pessoa (o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro) que vai conduzir o processo. Está todo mundo esperando para ver o que vai acontecer, investidores principalmente, e o Brasil parado. Até quando parado? Em plena democracia, a gente está com tantos empecilhos de funcionamento das instituições. É justamente o que Eduardo Campos dizia: o estado do controle está funcioando, mas o estado do fazer não está funcionando. As instituições do fazer, tanto o Executivo quanto o Legislativo, estão sendo colocadas em xeque sem previsibilidade de saída.

JORNAL DO COMMERCIO: O senhor falou que esperava renegociar aumento de salário com os servidores estaduais após a divulgação do relatório fiscal do primeiro quadrimestre de 2016. Eles vão receber uma boa notícia ainda nos primeiros seis meses do próximo ano?
PAULO CÂMARA: Vamos fechar o ano com o limite de comprometimento com pessoal em torno de de 47%, talvez um pouco menos. Ainda não dá brecha nem espaço fiscal para dar aumento de salário. A gente sabe que precisa contratar mais. Procuramos juntos com o servidor, e eu só tenho a agradecer a compreensão, mostrar a situação. Mostrar claramente que se a gente tivesse avançado em qualquer tipo de reajuste, nós não estávamos pagando o décimo-terceiro, nós não estaríamos pagando o salário de dezembro como vamos pagar. Então, estaríamos em uma situação que outros Estados estão sofrendo, de dividir décimo-terceiro salário em seis vezes. Muitos não têm previsão de pagar a folha a partir de fevereiro. Garantimos o mínimo que é pagar o salário e vamos agora, a partir de 16, se a economia melhorar, porque sem crescimento de receita não tem como avançar no funcionalismo público, buscar as soluções. No âmbito da segurança, nós não podíamos dar salário, mas demos a maior promoção da história da Polícia. Fizemos com que a carreira fosse destravada, que as pessoas tivessem uma perspectiva de entrar como soldado e pudessem ser cabo e ser sargento de acordo com seu mérito. Fizemos com que as escolas oferecessem condições de ensino para seus professores, que os alunos tivessem condições de aprender. Na Saúde, estamos buscando enfrentar esse problema das superlotações porque é isso que gera o estresse no funcionalismo. Sei o que é ser servidor público, como são as demandas, como poder motivar um servidor. Então, logo tenha condições vou fazer isso.

JORNAL DO COMMERCIO: O Estado está preparado para combater o mosquito Aedes aegypti e enfrentar os casos de microcefalia?
PAULO CÂMARA: A microcefalia a partir da zika é uma doença a ser escrita, né? A gente não sabe efetivamente o que essas crianças vão precisar de apoio realmente. Vamos ter que montar nossas estruturas de acordo com o que vai acontecendo. Hoje a gente está se estruturando para os casos que a gente conhece de microcefalia. Quais as reações das crianças, das famílias? Pode ser que a reação seja mais suave ou mais pesada. Temos que fazer uma ação preventiva muito forte para não ter a quantidade de crianças nascendo com microcefalia que tivemos este ano. Então, os próximos meses são fundamentais para atuar neste campo que é combater mesmo o mosquito. Não temos previsão de ter vacina porque isso não se faz do dia para a noite. O mosquito está presente na vida das pessoas há muito tempo. O Brasil é um País que tem pouco esgotamento sanitário, em torno de 30% das residências. Estamos enfrentando a maior seca dos últimos anos pelo quinto ano consecutivo a partir de 2016 e as obras estruturadoras que dariam algum conforto a essas famílias não ficam prontas, estão se arrastando e não têm prazo de conclusão nos próximos anos. Isso faz com que as pessoas guardem mais água e essa água hoje tem sido o grande foco de criadores. Ao mesmo tempo, as pessoas já estavam meio acostumadas a todo ano saber que entre janeiro, fevereiro e março, poderia ter uma dengue, uma febrezinha ou um febrão. Mas tomavam um remédio, já sabem que remédio pode ou não tomar, sabiam que iam ter três quatro dias de repouso, o posto médico que podiam procurar, já tinham conhecimento ali de como tratar a doença. Um certo relaxamento de como prevenir a doença. E nos deparamos de uma hora para outra com uma questão muito grave, de termos crianças com microcefalia. Pernambuco apresentou ao Brasil o zika relacionado à microcefalia, mas não vai ser de maneira nenhuma o único Estado onde vai acontecer isso. Isso vai ocorrer no Brasil de maneira muito forte e se não houver um esforço nacional muito grande de cuidar disso vamos ter mais na frente uma situação de saúde pública das mais graves que já existiram aqui.

JORNAL DO COMMERCIO: Diante da crise econômica, o senhor pensa em promover um corte de secretarias como foi cogitado anteriormente?
PAULO CÂMARA: Estamos sempre nos adaptamos. Quando iniciei o governo, peguei uma estrutura razoavelmente enxugada por Eduardo, estruturada, com diminuição de cargos comissionados, do número de secretarias. Pernambuco hoje, pode fazer esta pesquisa, é o Estado que deve ter menos cargos comissionado do Brasil. O valor desses cargos comissionados com certeza é o menor do Brasil, em termos de remuneração de secretários, diretores, gerentes. Nunca descarto fazer ajustes na máquina pública, mas hoje o que a gente vê é que precisa aperfeiçoar muita coisa ainda que ficou pelo meio do caminho por causa do dinheiro. A gente está precisando avançar muito em muitas áreas e em cada secretaria e para isso vai exigir ainda um esforço muito grande.

JORNAL DO COMMERCIO: Em relação à segurança pública, qual a meta do governo estadual para 2016?
PAULO CÂMARA: A gente tem que continuar o trabalho que iniciou. Acho que 2015 poderia ter sido melhor nesta área de segurança, poderíamos ter avançado mais diante do que fizemos. Começamos o ano com um aumento muito grande de violência. Janeiro e fevereiro foram os piores meses do número de homicídios em Pernambuco. Isso foi sendo reduzido. Chegamos a junho e julho, quando começaram as negociações salariais, e aí tivemos um pouco de desequilíbrio nas ações. Isso fez com que os meses de setembro e outubro fossem muito ruins. Outubro, principalmente quando ficou aquela discussão sobre o ciclo completo, uma discussão que não cabia ser feita aqui porque não tem governança no âmbito do Estado. Tivemos que fazer remanejamento de pessoas, mudança de equipe atá para dar um freio de arrumação porque a gente identificou que podia melhorar. O trabalho continua e é incansável. Vamos conseguir reduzir os homicídios, não tenho dúvidas disso. O Pacto pela Vida é uma política reconhecida, acertada, que ao longo da sua trajetória salvou mais de dez mil vidas. Esse momento de inflexão está acontecendo em todo o Brasil como já estava acontecendo antes. Pernambuco, na verdade, é um ponto fora da curva e agora ficou um ponto igual a todos. Mas a gente vai voltar a ser um ponto fora da curva ou voltar a cair junto com outros Estados brasileiros. Isso vai voltar a cair porque é uma situação que não se sustenta, que a gente não admite como governantes. Os policiais estão incomodados também.

JORNAL DO COMMERCIO: Quando o governo irá finalizar a radial da Copa?
PAULO CÂMARA: A radial da Copa está dentro do pacote do corredor Leste-Oeste. Está nas obras pendentes que vão ser relicitadas para conclusão no final de 2016 e início de 2017. Era da Mendes Junior (construtora investigada pela Operação Lava Jato). Tudo o que foi da Mendes Junior eu tive que rescindir e fazer novas licitações. Para rescindir, tenho que fazer o replanejamento.

JORNAL DO COMMERCIO: O estudo do governo do Estado e da Infraero para ser entregue à TAM com o modelo de negócios para receber o hub ficou pronto?
PAULO CÂMARA: Já foi entregue. Tudo o que foi pedido a gente entregou. O modelo trata de uma parceria com a Infraero, em que a área onde é a base aérea seria concedida para a construção de um novo terminal. É dentro de uma parceria que envolveria uma engenharia financeiro-econômica que é novidade para a Infraero, que é novidade para a Latam, mas que é perfeitamente possível e que é feita em todo o mundo.

JORNAL DO COMMERCIO: A Jeep já afirmou que mantém seu interesse na Fábrica Tacaruna como ponto de convergência para seus investimentos em pesquisa, mas falta o governo encaminhar a doação do terreno à Assembleia. Isso será feito?
PAULO CÂMARA: Estamos conversando. É uma área que tem restrições. É um patrimônio histórico e cultural, mas que mantidas todas as prerrogativas de licenciamento do patrimônio histórico pode ser utilizada por um centro desses, que é algo para o futuro, que pensa capacitação e profisionalização de jovens. É uma opção que a gente entende que é bem-vinda. Está se conversando e a deliberação deve ficar para 2016.

JORNAL DO COMMERCIO: O que é possível fazer para que as obras da Transnordestina avancem do lado de Pernambuco e não apenas do lado do Ceará?
PAULO CÂMARA: Pressionar, como estamos pressionando. Estamos buscando uma resolução rápida. A verdade é que não há dinheiro para fazer os dois ramais e o pouco dinheiro que tem está se fazendo no lado do Ceará porque estava mais atrasado que o de Pernambuco.

JORNAL DO COMMERCIO: A obra está avançando no Ceará por uma inteferência política?
PAULO CÂMARA: Não, porque a gente avançou mais, mais rápido. Eles estão priorizando agora o que estava mais atrsado para dar uma uniformidade na obra. O que vai nos dar um alerta é se esse obra andar em um ritmo satisfatório lá e aqui não andar nada. Por enquanto, ainda está dentro de atributos de gerenciamento que a gente entende que tem uma certa lógica.

JORNAL DO COMMERCIO: Quando o senhor terá audiência com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine? Vai tratar da situação dos estaleiros no Estado?
PAULO CÂMARA: Já pedi e vou reiterar. Acho que a Petrobras está conduzindo de maneira errada esse processo em relação aos estaleiros, ao cancelamento de encomendas. Isso precisa ser conversado conosco. Não vou admitir que o governo de Pernambuco fique fora dessa mesa, dessas tratativas. Investimos muito na infraestrutura desse polo. Gera muito emprego e renda, faz bem para o País, não apenas para Pernambuco. Não vamos admitir esse retrocesso e esse erro caso o que a gente ouviu no noticiário seja realmente concretizado.

JORNAL DO COMMERCIO: A refinaria Abreu e Lima será um assunto debatido também nessa audiência?
PAULO CÂMARA: A gente tem recebido sinalizações que está no plano de negócios a retomada da refinaria. Inclusive, vários contratos estavam sendo repactuados desde agosto. Eles já colocaram 1,4 bilhão de dólares no plano de negócios. A refinaria precisa ser concluída. Ela é fundamental para o País refinar o petroleo, para ter oferta de diesel. Entendo que essa é uma questão que a Petrobras tem interesse em resolver logo. As licenças ambientais estão andando bem, mas é uma via de mão dupla. Eles têm que apresentar o plano de negócios e a gente concede as licenças de acordo com a evolução desse plano de negócios. Não vou conceder licença sem o negócio ser retomado da maneira que está pactuado. Isso faz parte inclusive do contrato. As etapas de licenciamento são proporcionais às etapas de andamento da obra.

JORNAL DO COMMERCIO: O senhor disse que o Estado vai construir um presídio de segurança máxima? Qual o planejamento?
PAULO CÂMARA: Temos uma superlotação muito clara no nosso sitema prisional e isso dificulta o processo de ressocialização. Dificulta muito mais quando os presos perigosos estão junto de presos que têm penas menores ou de presos provisórios. Precisamos ter um presídio de seguraça máxima justamente para separar o joio do trigo para dar condições de administração, de gestão, de ressocialização melhores. Isso foi identificado a partir de incidentes que a gente teve em janeiro deste ano. Uma rebelião tem origem muitas vezes em poucas pessoas. Temos um valor aproximado, se não me engano, em torno de R$ 40 milhões para um presídio de 560 vagas. A construção do presídio é muito mais cara do que a construção de uma obra física porque tudo é dobrado. É um obra cara. Estamos buscando parcerias, vamos ver como fazer. O problema maior não é construir, é manter.

JORNAL DO COMMERCIO: O ano de 2016 é de eleições. Como vai ser a postura do senhor onde houver mais de um candidato da base aliada?
PAULO CÂMARA: Tenho uma aliança muito grande, mas vou dar equilíbrio em 2016. Iremos apoiar quem nos ajudou. Se tiver lugar em que mais de uma força nos ajudou a gente vai saber dar o equilíbrio necessário para isso também. Agora, apesar de estarmos pertinho de 2016, está muito longe para começar a se discutir eleição municipal. Estamos em um momento em que se não se resolver o Brasil vamos ter as eleições municipais mais complicadas no âmbito político. O Brasil precisa ser resolvido. Esse processo de impeachment está aberto. Ninguém vai discutir eleição com o Brasil pegando fogo. O povo não quer nem discutir isso, quer que o Brasil volte a crescer, a gerar emprego, que os serviços públicos funcionem.

JORNAL DO COMMERCIO: Alguns partidos de sua base reclamam da falta de espaço ao governo? Essas reivindicações chegam aos seus ouvidos?
PAULO CÂMARA: A maioria que me apoiou está me ajudando. A gente tem um dos menores números de cargos comissionados. Isso em si já é um empecilho para a ampliação de espaços. Estou sempre conversando com partidos e não tenho recebido demanda de aliados sobre espaços políticos. Pelo contrário. Eles entendem a nossa forma de gerir, sabem que a gente não politiza gerência regionais de saúde e de educação. Desde o governo Eduardo, a gente colocou a meritocracia nisso. Os secretários de outros partidos têm nos ajudado, a equipe é integrada, funciona bem. Se a gente entender que precisa ampliar ou dimunuir a gente vai conversar, ouvir. Quero manter minha aliança, quero manter as pessoas que me ajudaram junto de mim. Confiaram em mim como candidato e quero que confiem em mim como governador.

JORNAL DO COMMERCIO: Como o senhor classifica a sua relação com a oposição na Assembleia Legislativa?
PAULO CÂMARA: A oposição é normal, faz parte da democracia. A oposição faz suas críticas e a gente rebate o que a gente entende que está errado e acata o que pode estar certo. Tenho muita tranquilidade em relaçao ao trabalho da oposição. Nossos deputados estão se defendendo de maneira muito eficaz. Não tive dificuldade de aprovar projetos em favor de Pernambuco. É um governo que dialoga, que procura fornecer todas as informações, que não esconde nada. A gente ao mesmo tempo facilita o trabalho de nossos apoiadores e da oposição, que com base nas informações pode fazer suas críticas e sugestões. As sugestões são bem-vindas, não tenho preconceito com nada. O que a gente puder implantar a gente implanta.

JORNAL DO COMMERCIO: O Estado tem interesse em renegociar o contrato com a Arena Pernambuco. A situação está perto de um desfecho?
PAULO CÂMARA: A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está finalizando seu estudo. A gente entende que o modelo de gestão compartilhado precisava ser revisto. As condições mudaram demais da época em que o modelo foi pactuado para hoje. A FGV vai nos dar essa luz e com base nisso vou conversar com o parceiro privado para mostrar a nova realidade e o que o Estado pode e entende que precisa ser feito.

JORNAL DO COMMERCIO: Em tempos de rixa entre o vice-presidente Michel Temer (PMDB) com a presidente Dilma Rousseff (PT), como o senhor avalia a relação com o vice-governador Raul Henry (PMDB)?
PAULO CÂMARA: Raul é um parceiro. Ele tem ajudado a gente demais tanto na área técnica quanto na articulação politica. Tem ajudado na gestão. Não tenho o que dizer dele, pelo contrário. Tenho que agradecer a ajuda que me deu neste primeiro ano como governador de Pernambuco.

JORNAL DO COMMERCIO: O senhor sentiu de alguma forma a comparação com o ex-governador Eduardo Campos?
PAULO CÂMARA: Eduardo faz muita falta, não apenas para Pernambuco, mas para o Brasil no momento que nós vivemos. Eduardo, quando saiu do governo federal em 2013, e decidiu que era hora de encontrar um novo caminho,  nuita gente questionou. Mas Eduardo estava certo. Tudo aquilo que ele dizia que ia acontecer com o Brasil está acontecendo agora. Acontecendo da maneira que ele pensou e previu, mas ele ainda foi conservador. Está acontecendo pior do que ele previu.