Temendo absolvição de criminoso, família cobra justiça pelo assassinato de jovem em Trindade

Antônio Alex Lopes Borges foi assassinado no dia 25 de agosto de 2002, em Trindade (PE). (Foto: Arquivo da Família)

Em agosto de 2002, Antônio Alex Lopes Borges foi assassinado no município de Trindade (PE). Segundo informações da família da vítima, 24 horas depois de cometer o crime, Lidneyfe Azarias da Silva, acusado de cometer o homicídio, se apresentou na delegacia de Ouricuri (PE), e fugiu após os procedimentos legais.

“Ele disse que tinha matado meu irmão por que meu irmão estava tendo um namoro com uma ex-namorada dele”, disse Aldenice Maria Lopes Borges, irmã de Antônio, informando que o crime aconteceu na casa de um amigo dos envolvidos, em Trindade.

Desde então, a família de Toni, como Antônio era carinhosamente chamado, tem lutado pela condenação do acusado. O sofrimento dos familiares da vítima é incontestável, assim como a sede de justiça.

Na tentativa de localizar o principal suspeito pelo crime, a família de Antônio persistiu nas buscas pelo paradeiro do criminoso. Em 2014, após Lidneyfe cometer ação delituosa enquadrada na Lei Maria da Penha, na cidade de Canaã (AL), parentes de Antônio buscaram na justiça a prisão do acusado, mas sem sucesso, já que o mesmo conseguiu fugir novamente.

No dia 25 de agosto deste ano, Lidneyfe foi preso na rodovia 310, em São Paulo, após ameaçar matar todos os ocupantes de um ônibus. Ao ser consultado o histórico dele, a Polícia identificou o processo do homicídio em Trindade. Agora, Lidneyfe passará por júri popular.

O júri

De acordo coma família de Antônio, o júri popular, no qual no banco dos réus estará Lindneyfe, deve acontecer até o fim deste ano, mas ainda sem data marcada. Angustiados com a impunidade, a família clama por justiça.

“A gente espera que eles façam justiça, que eles se coloquem no lugar da família, a gente perdeu uma pessoa querida. Nós pedimos que os jurados entendam que teve uma criança que cresceu sem poder conhecer o pai. Meu irmão era um jovem que tinha muitos planos, uma pessoa muito boa. Em Petrolina ou Trindade, quem conheceu Toni, não tem ninguém que fale mal dele”, disse emocionada Aldenice, ressaltando que na época do crime Antônio tinha 26 anos e deixou um filho de sete anos.

Para Dona Maria das Graças, matriarca da família, a condenação do acusado servirá de amparo para ela e demais familiares que sofrem com a morte brutal e prematura de Antônio.

“Eu espero justiça, espero que os jurados pensem em seus filhos, e não sofram o que sofri. É muito difícil, a vida para mim não tem sentido, depois da morte dele, só os outros filhos me fazem viver”, disse.

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