Após impasses com a Compesa, Prefeitura anuncia investimento de R$ 6 milhões para recuperar saneamento do Dom Avelar

(Foto: Ascom)

A Prefeitura de Petrolina (PE) está dando mais um importante passo para sanar os problemas crônicos de esgotamento sanitário na cidade. Após vários impasses com a Compesa, o prefeito Miguel Coelho decidiu intervir na problemática da zona leste e anunciou um investimento de cerca de R$ 6 milhões para recuperar a bacia do bairro Dom Avelar. Com a iniciativa da prefeitura, a expectativa é de que em 30 dias seja lançada a licitação para dar andamento à obra.

De acordo com a prefeitura, a Compesa, que é a responsável pelo sistema de água e esgotos na cidade, ainda se recusa a utilizar um empréstimo de R$ 38 milhões disponível junto à Caixa Econômica e intermediado pelo prefeito para resolver os problemas da cidade. Este valor, seria suficiente para sanar problemas de esgotamento em bairros como Dom Avelar, Santa Luzia, Terras do Sul, São Joaquim, Padre Cícero, Vila Débora e Antônio Cassimiro.

Segundo o prefeito Miguel Coelho, a intervenção é mais uma prova do interesse da gestão municipal em enfrentar a questão da água e esgoto de Petrolina. “A obra no Dom Avelar é apenas uma das ações nossas para melhorar esses serviços na cidade. A maior intervenção será quando nosso processo de implantação de um novo serviço de água e esgoto começar a operar, o que trará mais investimentos para a cidade e o fim dessa polêmica que ninguém mais aguenta”, afirma o prefeito.

O diretor presidente da Armup, Rubem Franca, lembra que devido às irregularidades, a  Compesa já foi multada em mais de R$ 4,3 milhões só nos últimos dois anos. “A Compesa já foi multada pela falta de bombas reservas em 13 estações de tratamento de esgotos. Quando não há bombas reservas instaladas nas estações, os esgotos são lançados, via de regra, em um riacho mais próximo, afluente do Rio São Francisco ocasionando sérios danos ambientais”, disse Rubem.

Nova concessionária 

Em paralelo aos investimentos, a prefeitura também já tem em mãos a minuta do edital elaborado pela Fundação Getúlio Vargas que selecionará uma nova concessionária para os serviços em Petrolina. O edital foi baseado no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) realizado em 2018 quando três empresas apresentaram estudos técnicos de viabilidade sobre uma nova forma de gerenciar a água e o esgoto da cidade.

Segundo relatórios da própria Compesa, em 2018 a Companhia arrecadou mais de R$ 105 milhões em Petrolina. A previsão é que ela arrecade mais de R$ 116 milhões em 2019 ou seja quase R$ 10 milhões ao mês, valor que não é reinvestido em serviços na cidade.

2 Comentários

  • Roberto José

    13 de maio de 2019 at 19:42

    Essa problemática entre a Compesa e Prefeitura tem trazido diversos prejuízos à nossa cidade, vez que, com o imbróglio, nem a Compesa investe na ampliação e melhoria do serviço, nem a Prefeitura realiza a tão questionada licitação para a substituição da referida Companhia. Fato é que, a despeito das divergências políticas, o Governo do Estado tem sistematicamente boicotado a maior cidade do sertão, tratando-nos a pão e água. Exemplos é o que não faltam! Além dos recursos já disponibilizados para a Compesa investir no saneamento de Petrolina, que ela insiste em não iniciar; temos a escola técnica estadual que, apesar dos recursos já liberador pelo MEC, o Estado, por picuinhas políticas, não inicia a obra; sem falar também na desumanidade dos representantes da secre

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  • Roberto José

    13 de maio de 2019 at 19:58

    … secretaria de saúde que segura os recursos liberados pelo SUS para o credenciamento e manutenção do Hospital Dom Tomás, prejudicando centenas de pacientes desta tão horrenda doença, a saber, o câncer. Apesar de sabermos que o estado está falido, não consegue pagar nem os fornecedores, o pouco de recursos de que dispõe são investidos de Serra Talhada até à região metropolitana; nada mais justo, portanto, em impedir que ele leve o dinheiro que deveria ser investido no saneamento da cidade; retirando daqui a Compesa. No entanto, o novo modelo proposto deve estabelecer garantias de que boa parte do faturamento da nova empresa de abastecimento e saneamento deve ser reinvestido no próprio sistema, ampliando-o e modernizando-o.

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