Associação dos PMs da Bahia deflagra greve; mobilização em Juazeiro começará hoje

(Foto: Ilustração)

A Associação de Policiais e Bombeiros e de seus familiares do Estado da Bahia (ASPRA) deflagrou greve na terça-feira (8) e as lideranças do movimento pedem aos policiais que fiquem nos quartéis para não trabalhar. De acordo com a ASPRA, há três meses a categoria realiza assembleias e não conseguiu acordo com o Governo da Bahia.

Os PMs intitulam a manifestação como “Segurança por Segurança” e entre as demandas, cobram a regulamentação dos direitos dos policiais e bombeiros, além do plano de carreira. O movimento grevista, contudo, não tem reconhecimento do Comando Geral da Polícia Militar e do Governo da Bahia.

Comando não reconhece

Em nota o Comando afirmou que a greve foi “decretada por um deputado estadual” e que trata-se de “um movimento político sem adesão da PM”. Ainda segundo o Comando Geral, a ASPRA quer “criar clima de insegurança”.

O comandante regional da PM, coronel Anselmo Brandão gravou um vídeo e criticou a ação da ASPRA. Confira:

Governo da Bahia também desconhece movimento grevista

O governador da Bahia, Rui Costa (PT) negou a greve durante uma live ainda na terça. “Chega de colocar a sociedade em pânico, a Bahia não quer isso, a Bahia não quer ser ameaçada. A Bahia não quer ver deputado, ou líder, dizendo que vai tocar fogo em ônibus escolar. Já basta o que fizeram com nosso país. A Bahia não aceita isso. A Bahia quer trabalhar”, afirmou.

Juazeiro

O Blog entrou em contato com o Comando de Policiamento Regional Norte (CPRN) para saber se o movimento grevista afetou o policiamento em Juazeiro, mas até o momento o CPRN não respondeu. Também buscamos a Regional Juazeiro, que está organizando um ato público nessa quarta-feira (9), às 9h em frente ao Grande Hotel de Juazeiro.

2 Comentários

  • Zerc Viceniti

    9 de outubro de 2019 at 09:59

    É uma situação que já vem desde um tempo, que nem a polícia, a Justiça,o legislativo, o Judiciário, o governador do Estado toma uma posição sobre esse caso de repercussão internacional. A escola onde a menina foi assassinada, até este momento, não se pronunciou a respeito, não toma a frente pra esclarecer melhor. É de se lamentar a todo um tempo, sem nenhum órgão do Estado, do governo federal, se posicionar pra de uma vez por toda esclarecer esse assassino, e colocá-lo na cadeia.

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