Audiência Pública discutiu a PEC 241 na Câmara de Vereadores de Juazeiro

A PEC 241, proposta por Michel Temer, pretende congelar salários, aposentadorias e investimentos públicos na saúde e educação, por vinte anos./ Foto: Ascom/Agnaldo Meira

A PEC 241, proposta por Michel Temer, pretende congelar salários, aposentadorias e investimentos públicos na saúde e educação, por vinte anos. (Foto: Ascom/Agnaldo Meira)

Estudantes universitários e secundaristas da região, representantes dos movimentos sindicais, trabalhadores rurais e urbanos, debateram, nesta terça-feira (01), durante Audiência Pública, realizada na Câmara Municipal de Juazeiro, os efeitos e prejuízos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241), para a população brasileira. O ato foi proposto pelo vereador Agnaldo Meira (PC do B) e contou com a presença de cerca de 200 pessoas.

Participaram da Audiência Pública representantes dos sindicatos dos trabalhadores rurais de Juazeiro, dos comerciários, da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado da Bahia (FETAG), dos colonos e demais interessados na discussão. Também estiveram presentes estudantes de escolas públicas da cidade e universitários, representando a Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF), a Universidade de Pernambuco (UPE), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e os Institutos Federais (IF SERTÃO-PE E IFBA).

A PEC 241, proposta por Michel Temer, pretende congelar salários, aposentadorias e investimentos públicos na saúde e educação, por vinte anos. A medida foi aprovada em segundo turno, pela Câmara dos Deputados e tramita no Senado com outra denominação, PEC 55. O vereador Agnaldo Meira criticou a proposta do governo federal e mais uma vez, reiterou que a PEC 241 representa uma ameaça contra os direitos da população brasileira.

” Nós não podemos ficar parados diante de tudo isso que está acontecendo. Acredito que no senado será diferente, não simplesmente pelos senadores, mas por causa da luta da população brasileira, do movimento sindical e principalmente, pela organização dos estudantes de todo país”, disse Meira.

De acordo com o professor universitário e dirigente sindical da Federação dos Bancários – Bahia e Sergipe, Waldenir Sidney Brito, a aprovação da PEC 241 ou “PEC do fim do mundo”, representa o retrocesso do país.  Ele também destacou a importância da realização de atos públicos e ocupações contrárias a medida do governo federal. ” A sociedade está mostrando, e Juazeiro é um exemplo disso, que é contrária é essa PEC, pois essa medida, não vai beneficiar grande parcela da população do país, e isso mostra que o Senado precisa ouvir a voz do povo”, afirmou.

Representação estudantil- Tainá Souza, representante da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), se emocionou ao falar das ocupações nas escolas que tem acontecido em todo país. ” Há cerca de alguns meses venho acompanhando meus amigos de luta, ocupando escolas de todo o país, lutando pelos nossos direitos. O que queremos é que nossa voz seja ouvida.  Saúde e educação não é despesa, é investimento! “, afirmou a estudante.

A universitária da UPE, Tainá Peixoto declarou que a luta dos estudantes não é pensada apenas para o presente, mas também para o futuro dos jovens de todo o país. ” O que está acontecendo hoje, com as ocupações, é uma luta contra a intensificação dos ataques aos direitos do nosso povo. Na UPE temos dado um exemplo de luta que tem repercutido a nível nacional. Ontem, os estudantes participaram de uma assembleia e decidiram que a luta não vai parar”, confirmou a estudante.

Encaminhamentos- Após o término da audiência ficou deliberado a construção de uma Carta de Repúdio contra a PEC 241, para ser encaminhada ao Senado Federal.

Com informações de Ascom

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