Cabral tem a cabeça raspada e come pão com manteiga em Bangu

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Em vez de ternos bem cortados ou camisa social, camiseta branca e calça jeans. No lugar de uma mesa bem posta de café da manhã, apenas pão com manteiga e café com leite. Essa é a realidade com a qual o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) se deparou ao acordar, nesta sexta-feira (18), no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio.

O peemedebista teve a cabeça raspada, prática adotada com os demais presos da unidade, assim que chegou ao presídio, ainda ontem à noite. Dono de imóveis luxuosos, Cabral passou a noite em uma cela de nove metros quadrados.

O cardápio do almoço e do jantar em nada lembra o oferecido em sua residência ou em restaurantes de luxo que frequentava, no Brasil ou no exterior. O ex-governador deve almoçar arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha, legumes, salada, sobremesa, além de um refresco.

No lanche, serão servidos pão com manteiga ou bolo e um guaraná. O político conhece bem a ala onde está preso: foi ele, como governador, que inaugurou a unidade, em 2008.

Principal alvo da Operação Calicute, derivada da Lava Jato, Cabral é acusado de liderar um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 220 milhões dos cofres públicos, segundo estimativa da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Outras nove pessoas ligadas a ele também foram presas por determinação da Justiça do Rio e do Paraná.

Fonte Uol

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