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Crise impulsiona o empreendedorismo em Petrolina

O trabalho que começou para garantir um dinheiro extra para a família, cresceu e virou uma oportunidade de negócio. (Foto: Arquivo Pessoa/Giselly Freire)

Em meio à crise financeira, muitos brasileiros encontraram no empreendedorismo uma oportunidade para sair do vermelho ou para conseguir uma renda extra. Para o professor e doutor em economia João Ricardo, este é o momento para os “espíritos empreendedores”.

Um bom exemplo é a Doce Delícia, em Petrolina, onde mãe e filha encontraram na confeitaria e nos doces, uma renda extra e uma opção para driblar a crise. “Começamos devagar, em 2013 produzindo para amigos e familiares. Depois aprimoramos, com cursos de confeitaria e hoje produzimos até 15 bolos”, afirma a estudante Giselly Freire que trabalha com a mãe Eurídice Freire.

Até então, o trabalho era apenas para garantir um dinheiro extra para a família, cresceu e além dos bolos, contam com: docinhos simples e trufados, cupcakes, pirulitos, maçãs decoradas e tortas. Em datas comemorativas, com a páscoa, elas apostam em “ovos de colher” e tradicionais.

Segundo o professor João Ricardo, decidir empreender é uma boa alternativa, principalmente para quem enfrenta um longo período de desemprego. “No começo da crise, quando as pessoas começaram a ficar desempregadas, elas tinham alguma poupança que foi utilizada para enfrentar o período de dificuldade. Mas como o período de dificuldade ficou muito grande, efetivamente, essa reserva diminuiu. Agora não tem muito o que fazer e nesse ‘aperto de cinto’, chegou o momento de diminuir os custos”, explica João Ricardo.

A crise econômica e o desemprego fazem emergir o chamado empreendedorismo de necessidade, uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), aprontou que esse tipo de empreendedor saltou de 29% em 2014 para 43% em 2015, e se manteve praticamente estável em 2016.

“O que aparece muito nesta situação, são os ‘espíritos empreendedores’. As pessoas começam a oferecer alguns tipos de serviços, por exemplo, marmitas, bombons, serviços de babá e Uber. As pessoas começam a buscar, o que elas podem fazer ali para tirar algum tipo de renda, até a situação normalizar”, conclui João Ricardo.

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