Em carta aberta, grupos pró-Dilma pressionam Paulo Câmara a rejeitar impeachment

PAULO CÂMARA

Representantes da Frente Brasil Popular estiveram reunidos na noite desta sexta-feira (15), no Palácio do Campo das Princesas, com o secretário-executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto, com uma carta aberta para entregar ao governador Paulo Câmara. O texto pede uma posição do governador Paulo Câmara (PSB) sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Entre outras pessoas, a deputada estadual Teresa Leitão (PT), o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Bruno Ribeiro, e o presidente da CUT, Carlos Veras, estiveram no Palácio.

No texto, eles ressaltam que “Pernambuco (…) foi um dos maiores beneficiários (…) dos governos Lula e Dilma. Eles pedem que o governador faça uma escolha até o próximo domingo (17), data da votação do impeachment na Câmara. Citaram como exemplo o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), como um dos exemplos de correligionários que não apoiam o impeachment. Equiparações com Miguel Arraes ditaram o tom das falas dos representantes sociais.

Para o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, o governador precisa se espelhar na figura do ex-governador Miguel Arraes, morto em 2005. “Nossa expectativa é de que o nosso recado seja transmitido ao governador. Desejamos que ele retome à posição anterior, quando era contrário ao golpe. Queremos que ele não fique marcado como alguém que apoiou o golpe”, frisou.

Para Bruno Ribeiro, o momento político lembra o golpe militar de 1964. “A história bate novamente na porta do Palácio do Campo das Princesas. Na ocasião, encontraram um governador (à época, Miguel Arraes) altivo e que até hoje é admirado por essa posição. Esperamos que Paulo Câmara, sentado no mesmo lugar de Arraes, possa refletir sobre a história e sobre o futuro do País e orientar a sua bancada”, afirmou o presidente estadual do PT.

Paulo Câmara é vice-presidente nacional do PSB e a sigla defende o afastamento de Dilma da presidência.

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