Gilmar Santos volta a criticar projeto da Escola Sem Partido: “É uma forma hipócrita de achar que as coisas vão acontecer”

Vereador criticou falta de discussão com estudantes e professores ao elaborar projeto (Foto: Blog Waldiney Passos)

A aprovação do Projeto de Lei instituindo a Escola Sem Partido em Petrolina gerou polêmica na Câmara de Vereadores de Petrolina no primeiro semestre desse ano. Na visão da oposição, a matéria impõe censura e não houve discussão ampla sobre o tema.

No programa Super Manhã com Waldiney Passos dessa sexta-feira (20), o vereador Gilmar Santos (PT) voltou a criticar a proposta do vereador Osinaldo Souza. Na visão do edil, a matéria é fruto da agressividade que existe hoje na sociedade brasileira.

Hoje nós temos na Câmara Municipal e em outros setores da sociedade, discursos muito agressivos contra a democracia. As escolas devem ser orientadas pela democracia, ou seja, você tem pessoas com credo, com orientação sexual e ideologias diversas e lamentavelmente, a partir de alguns grupos, as escolas não devem ser esse espaço de pluralidade e expressão de suas diversas formas”, disse.

Ainda segundo o vereador, a proposta do Escola Sem Partido é contraditória e impõe um certo modo de censura na formação dos alunos, já que determina uma única forma de pensar na sociedade, inclusive no meio político.

“Ele fala que o município deve ter neutralidade política, significa dizer que os agentes políticos não devem pertencer a nenhum partido. É como se na Câmara de Vereadores, nenhum vereador pudesse se preocupar com seu partido, deve se preocupar apenas com o cidadão. Essa é uma forma hipócrita de a gente achar que as coisas vão acontecer, todos os vereadores que estão lá têm preocupação com o cidadão e com o seu partido”, ressaltou Gilmar.

Para Gilmar Santos, além dos problemas na lei, houve falta de debate dos colegas de Casa Plínio Amorim por não ter buscado discutir o tema com professores e estudantes tentando impor uma censura.

“Eles não fizeram qualquer debate com estudantes, professores e sociedade. É um projeto um tanto confuso”, afirmou. Para se tornar lei, a matéria ainda precisa da sanção do prefeito Miguel Coelho.

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