“O que precisa pra resolver a situação do Pontal está nas mãos da Codevasf”, afirma representante do MST em Petrolina

(Foto: Internet)

O cumprimento da ordem de reintegração de posse no Projeto Pontal ainda não foi concretizado, mas desde fevereiro a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) estava autorizada pela justiça a interromper o fornecimento de água e energia no local. O fato foi concretizado e gerou uma série de críticas das famílias dos Acampamentos Dom Tomás e Democracia.

Representante do Movimento Sem Terra (MST) em Petrolina, Florisvaldo Alves afirma que as famílias podem sim deixar o local, mas se a Codevasf agir para isso. As partes estão desde 2015 negociando a saída, mas não chegam a um consenso.

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“Nós, quando a juíza determinou a reintegração de posse, nós trabalhamos algumas propostas e nós deixamos bem claro que se houver uma área na região que possa assentar as famílias e que essa área tenha condições de produzir, a gente sai voluntariamente dessa área”, explica Florisvaldo em entrevista exclusiva ao Blog.

Solução

Ainda segundo o representante do MST, o grupo teria conversado com o proprietário de uma fazenda no Projeto Senador Nilo Coelho e aceitaram se mudar do Pontal para o Projeto, porém a Codevasf não está agindo de maneira a contribuir com a mudança, como afirma Florisvaldo.

“Nós, através do Incra indicamos uma fazenda que fica dentro do Projeto Nilo Coelho e estamos aguardando apenas a concessão da água por parte da Codevasf. O que precisa pra resolver a situação do Pontal está nas mãos da Codevasf, que é a concessão”, afirma.

Novo local

De acordo com Florisvaldo, a nova área encontrada pelas 600 famílias dos dois acampamentos tem 1200 hectares, mas o grupo solicita apenas metade. O representante do MST também criticou a postura adotada pela Codevasf de não facilitar o procedimento de saída.

“Tem um preconceito muito grande da Codevasf, na cabeça deles Sem Terra não pode ter água para irrigação e estão utilizando de uma decisão para criminalizar as famílias. A área já está certa, o proprietário já concordou, mas não adianta a gente sair de uma área produtiva e ir pra outra que não tem água”, destacou.

Outro lado

Na segunda-feira (9), nossa equipe entrou em contato com a assessoria de comunicação da Codevasf em Petrolina, buscando um posicionamento da Companhia em relação as afirmações de Florisvaldo. Entretanto, até o encerramento dessa matéria não tivemos retorno. Nós reiteramos que o espaço do Blog está aberto para o posicionamento da Codevasf.

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