Petrolina conta com um estoque de 3 mil doses da vacina tríplice viral no combate ao surto de Caxumba em Pernambuco

(Cartaz Divulgação/IMIP)

A Secretaria Estadual de Saúde divulgou durante a última semana um alerta reforçando a importância da prevenção a Caxumba. Em Petrolina o estoque para combater a doença está abastecido com 3.000 doses da vacina tríplice viral, disponível nas AME’s do município.

A vacina tríplice viral funciona como medida preventiva contra a caxumba – uma infecção viral aguda que afeta as glândulas parótidas, responsáveis pela produção da saliva e que ficam localizadas abaixo dos lóbulos das orelhas. Desde 2015 vem sendo observado em todo o país surtos da doença, com os primeiros registros em Pernambuco datados do mês de maio do ano passado. Ao longo de 2016 foram notificados 76 surtos envolvendo 836 casos no estado.

A Caxumba é considerada uma doença típica da infância e que também pode atingir pessoas de qualquer idade e evoluir com complicações graves como orquite (inflamação dos testículos), inflamação nos ovários, meningite viral e até uma encefalite (inflamação no cérebro).

“Ela é mais comum na infância porque o sistema imunológico da criança ainda está em formação, mas ela pode acometer qualquer faixa etária. Geralmente, a caxumba provoca um aumento de volume bem característico próximo à mandíbula e ao ouvido, febre e dificuldade para mastigar. Nos casos leves e moderados, o paciente também pode apresentar dores no corpo, fadiga e perda de apetite”, acrescenta a pediatra Fernanda Patrícia Novaes.

Uma vez infectada, a pessoa pode contaminar outras no período entre 6 dias antes do início dos sintomas até cerca de 15 dias após. O período de incubação pode ser de 14 a 25 dias.

“A imunização é a principal forma de proteção contra a doença. Além disso, com uma só vacina a pessoa fica protegida também contra a rubéola e o sarampo, doença com casos recentes nos Estados Unidos, Europa e outras regiões do mundo”, ressaltou o diretor geral de Controle de Doenças e Agravos da Secretaria Estadual de Saúde (SES), George Dimech.

Para as crianças acima de 2 anos que não foram vacinadas aos 12 meses, e adultos entre 20 e 29 anos não imunizados ou que não sabem se foram vacinados, a indicação é aplicar a tríplice viral em duas etapas, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos dos 30 aos 49 anos não imunizados ou que não sabem se foram vacinados, devem procurar os postos de saúde.

Com informações do FolhaPE e IMIP

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