Produtores do Vale do São Francisco em alerta

Responsável por produzir 90% de toda manga in natura e 95% de uva de mesa do País, Pernambuco é destaque, quando se trata de exportação de frutas no Brasil. (Foto: Internet)

As altas temperaturas provocadas pelo o verão, podem aumentar os índices de infestação da mosca das frutas nos pomares, preocupando com produtores da região do Vale. A infestação da mosca-das-frutas nos pomares provoca a rejeição de mercados exigentes.

Responsável por produzir 90% de toda manga in natura e 95% de uva de mesa do País, Pernambuco é destaque, quando se trata de exportação de frutas no Brasil. As frutas são destinadas a mercados exigentes, como Japão e países da Europa.

“As moscas da fruta ainda são um grande impasse para os produtores. Além dos custos com o pós-colheita, existem os gastos com a inspeção internacional”, diz Jair Virgínio, presidente da Moscamed – empresa responsável pelo monitoramento na região.

A propagação da praga acontece também quando o preço das frutas no mercado externo não está competitivo. “Quando o produtor é pouco remunerado, a tendência é que ele cuide menos da sua plantação. Com o preço despencando, ele faz sequer a colheita”, frisou. Virgínio destacou ainda que, esta semana, a remuneração no mercado interno estava R$ 0,20 por quilo, enquanto que, no externo, estavam pagando um euro por quilo. Mesmo com valores discrepantes, reforçou o presidente, ambos são baixos e nada animadores.

Apesar de ter o maior programa de monitoramento para este tipo de praga do País, com 18 mil hectares do total de mangas e uvas, um produtor, que preferiu não se identificar, relatou atraso de seis meses na execução das diretrizes do programa. “Fomos prejudicados porque não houve continuidade. Acabou em dezembro de 2015 e só retomou em junho deste ano. E, para piorar, o lado produtivo baiano não faz o controle e complica ainda mais nossa situação”, relatou. O Governo de Pernambuco executa o programa com recursos da União. Do total de hectare observado, 5 mil são bancados pelos próprios produtores e 13 mil pelo Estado, por se enquadrarem no status baixa renda.

Com informações do FolhaPE

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