Professor da Facape utiliza método de impressões digitais para identificar tendência à agressividade

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 Imagem ilustrativa

O quadro de professores da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape) acaba de ganhar mais um mestre: o professor Edson Pacheco (foto) concluiu seu mestrado em Perícias Forenses, pela Universidade de Pernambuco (UPE), única do país a oferecer essa capacitação. Em sua tese, o professor utiliza o método da dermatoglifia (estudo científico das impressões digitais) para verificar a existência de possíveis tendências à agressividade.

Segundo o docente, as impressões digitais são um dos diversos padrões utilizados para identificar e diferenciar cada ser humano, pois não existem digitais iguais. Essa marca singular é resultado de um conjunto de fatores relacionados ao código genético e ao desenvolvimento embrionário de cada indivíduo.

Em sua tese de mestrado, Pacheco analisou as impressões digitais de dois grupos de pessoas: homicidas e latrocidas, e o de seminaristas e padres. A intenção era verificar se existiam padrões dentro dos dois grupos que os diferenciassem. O resultado, segundo o professor, demonstrou que existem semelhanças entre as impressões de homicidas e latrocidas que diferem dos padrões encontrados nas dos padres e seminaristas.

“Não dá para afirmar nada ainda. Mas é um indício de que pode existir tendência genética à agressividade. A dermatoglifia é uma linha de estudos desenvolvida por brasileiros, que comprova que através da análise das digitais é possível identificar tendências a práticas esportivas, por exemplo”, explicou.

Para o estudo, o professor contou com o auxílio do banco de dados de digitais do Conjunto Penal de Juazeiro, além de digitais de voluntários das dioceses de Petrolina e Juazeiro, e do Seminário São José, localizado na cidade pernambucana.

Com informações da Assessoria

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