Representantes do Fórum Municipal de Educação cobram políticas públicas aos vereadores de Petrolina

(Foto: Blog Waldiney Passos)

A Casa Plínio Amorim recebeu na terça-feira (30) representantes do Fórum Municipal de Educação de Petrolina, quando foram apresentadas demandas à gestão municipal. Entre os pontos abordados pelos membros estavam as metas do Plano Municipal de Educação e as dificuldade reativar o Conselho Municipal.

Magda Feitoza subiu à Tribuna Livre para listar as pautas do Fórum e uma delas foi a falta de políticas públicas no município. “Sou professora na rede pública municipal, mas hoje estou representando um papel muito mais importante, é o papel de uma mãe preocupada com a educação dos seus filhos nas escolas de Petrolina. Venho fazer uma solicitação muito séria. Nós estamos sem o Conselho Municipal de Educação, um dos órgãos de controle social mais importantes do município”, disse Magda.

Ela citou um Projeto de Lei enviado à Câmara de Vereadores em 2017 e até então não apreciado pelos edis que tratava justamente da reformulação do Conselho. Citando emendas à Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) ela criticou a letargia dos edis.

Magda pediu apoio dos edis (Foto: Ascom/CMP)

“Nós componentes do Conselho já fizemos a nova eleição do Conselho que se findou em março baseado nessa nova lei, elegemos os nossos representantes. Fizemos o nosso papel e essa Casa não fez o seu papel. Peço a você: coloquem esse projeto em pauta e aprovem, é urgente. O Conselho espera há oito meses, nós os elegemos e confiamos em vocês”, afirmou Magda.

Edis comentam demandas

A participação dos representantes do Fórum foi solicitada pelos edis Gilmar Santos (PT) e Paulo Valgueiro (MDB). Gilmar, que também é professor, destacou a necessidade de trazer o diálogo para a Câmara e cobrou mais ação dos colegas de Casa.

“Essa solicitação que eu e o vereador Paulo Valgueiro fizemos foi justamente para que a gente aqueça e acompanhe mais a fundo as políticas públicas do município. Nós estamos com diversas ações negligenciadas, abandonadas pelo governo municipal e é preciso que a gente tenha consciência dos desafios que estão colocados na educação”, disse Gilmar.

Tramitação da matéria

Ronaldo Souza (PTB) utilizou sua palavra para criticar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por querer mandar em como o Legislativo faz seu trabalho, alegando que as matérias precisam ser estudadas antes de aprovadas. Isso porque Magda Feitoza citou uma ação do MPPE enquadrando a gestão municipal no crime de improbidade administrativa pela ausência do Conselho de Educação. “Está tramitando nessa Casa, reconheço essa demanda que a senhora está cobrando“, disse Cancão.

Valgueiro, que é líder da oposição, rebateu Cancão e alegou que a matéria não está tramitando. “Todos os Conselhos, ou não estão funcionando ou estão funcionando de forma precária. O Conselho cumpre um papel importantíssimo de controle das ações do governo. Ele [o projeto] está da mesma forma que chegou aqui em abril, é preciso que a gente tenha nossa responsabilidade”, afirmou.

Aero Cruz (PSB), líder da situação e Cristina Costa (PT) presidente da Comissão de Educação mencionaram que a Câmara de Vereadores não pode tirar a prerrogativa do Poder Executivo, mas que cabe sim aos edis fazerem sua parte.

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