Rodrigo Maia ganha reforço na base aliada para reeleição

“Se a minha decisão for disputar novamente a eleição, e caminha para isso, será com tranquilidade, com um arco de alianças, respeitando os adversários”, afirmou Maia.(Foto: Internet)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu nesta quarta-feira, 4, indicações de que sua candidatura à reeleição poderá agregar a maior parte dos partidos da base. A declaração de apoio mais explícita partiu do novo líder do PSDB, Ricardo Tripoli (SP). Segundo ele, o partido deve apoiar a recondução do parlamentar fluminense.

Líderes do PP e do PR, maiores partidos do chamado Centrão, grupo de cerca de 200 deputados da base, também afirmaram ao Estado que a maioria de suas bancadas deve apoiar a reeleição de Maia.

Ele afirma que só deve se lançar oficialmente como candidato quando tiver certeza de que tem apoio da maioria dos 513 deputados para vencer a disputa. Após se encontrar com o ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB), no Palácio do Itamaraty, disse que sua candidatura está “começando a ficar madura” e que “caminha” para disputar a reeleição.

“Se a minha decisão for disputar novamente a eleição, e caminha para isso, será com tranquilidade, com um arco de alianças, respeitando os adversários”, afirmou Maia. Para o deputado do DEM, a questão jurídica está superada e o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá respeitar a decisão da maioria dos deputados.

“Minha candidatura precisa amadurecer. Ela está começando a ficar madura e, na hora que ela ficar madura, você vai ver que ela vai ter um arco de alianças, se isso acontecer, que vai mostrar até para sociedade e para o próprio Supremo que a Casa quer decidir com voto de cada um dos deputados”, afirmou. “Não posso ser candidato da minha vontade pessoal. Tenho que ser candidato da vontade de muitos partidos, muitos parlamentares”, disse Maia, que almoçou nesta quarta-feira com Tripoli e com o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), cotado para assumir a Secretaria de Governo de Temer.

O Solidariedade, um dos partidos do Centrão, e o deputado André Figueiredo (PDT-CE), que anunciou candidatura à presidência da Câmara, entraram em dezembro com duas ações no STF pedindo que a candidatura de Maia seja declarada inconstitucional. Eles argumentam que o artigo 57 da Constituição proíbe reeleição de presidentes do legislativo no mesmo mandato. Maia, porém, diz que o veto não cabe a presidentes em mandato-tampão, como ele.

Estadão

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