Sindicato garante que paralisação da educação não irá atrasar ano letivo

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Apesar da paralisação nacional da Educação, o Sindicato os Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp) já articula um organograma para a reposição das aulas, para que não haja prejuízo no ano letivo. Os servidores municipais de Petrolina, no âmbito da educação tem direito a paralisação, contudo, tem a obrigação de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.

A vice-presidente do Sindsemp, Inês Silva, explica que o sindicato tem avançado às discussões no âmbito municipal, mas a parada transcende as questões nacionais. “O professor tem o direito da parada, porém tem o dever de cumprir as 80 horas letivas, e como a rede municipal de Petrolina assiste crianças e adolescentes, diferente da rede estadual, que resguarda o direito da não reposição, o Sindsemp já está estudando a reposição das aulas, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente, garantindo a esse público suas aulas programáticas do ano letivo”.

Nos próximos dias, o Sindsemp estará imbuído junto às escolas para estudar a reposição das aulas referentes aos três dias de paralisação. “Não somos a favor de negligenciar o aluno, e os 200 dias letivos do aluno será garantido”, garante.

O Sindsemp e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) apoiam a manifestação em favor da classe. A greve nacional começou nesta terça-feira (15) e será estendida até o próximo dia 17. Nesta quarta (16) haverá uma manifestação da categoria, às 9h30 na Praça do Bambuzinho da cidade.

A pauta de reivindicação nacional é o cumprimento da lei do Piso, contra a terceirização, contra a entrega das escolas às organizações sociais, contra o parcelamento do salário, contra a militarização das escolas públicas e a reorganização das escolas.

No primeiro dia de paralisação ainda está sendo feito o levantamento da adesão no município, mas a expectativa do diretor regional do Sintepe é que atinja 100% das escolas estaduais. A pauta regional é a Campanha Salarial.

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