Superintendente do Incra considera desnecessária ocupação do órgão pelo MST

“A ocupação de uma certa forma é uma violência ao atendimento às pessoas que precisam diariamente do Incra”, Bruno Medrado – Superintendente do Incra em Petrolina

Apesar de reconhecer a pauta nacional com a ocupação de todas as superintendências do Brasil, o Superintendente do Incra em Petrolina, Bruno Medrado, avaliou como desnecessária a ação do MST em revindicar pontos que já são discutidos diariamente. “No Incra a gente tem os problemas que estão em andamento. Problemas de títulos provisórios, a gente tem uma meta de vinte e quatro mil títulos provisórios e já estamos com três mil e cem. A gente tem uma meta de dois mil créditos e vamos passar de cem. Então assim, de uma forma geral a pauta que nos foi passada é uma pauta que a gente discute diariamente, tem avançada diariamente”.

Bruno acredita que o movimento nacional do MST objetivou mais chamar a atenção do Governo Federal devido a discussão do orçamento de 2018, no entanto, afirmou ser contra ocupação. “Eu sou contra ocupação por que quando você faz ocupação você prejudica aquele usuário do dia a dia, existem pessoas que se deslocam de Petrolândia, Serra Talhada e voltam sem ter sido atendidas, então a ocupação de uma certa forma é uma violência ao atendimento às pessoas que precisam diariamente do Incra”.

O grupo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desocupou a sede do  Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Petrolina (PE) na manhã da última quarta-feira (18).

Com a desocupação, que veio após dois dias de reuniões com negociação sobre os pontos de pautas apresentados pelo MST, o atendimento na sede foi restabelecido.

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