“Os impostos que eu pago mensalmente, pra onde é que vai?”, questiona mãe de Alisson Dantas

Ana Cláudia (esq.) participou de manifestação do Caso Beatriz (Foto: Blog Waldiney Passos)

Inconformada com a demora da transferência de Reziélio de Almeida do Paraná para Pernambuco, Ana Cláudia Dantas, mãe de Alisson Dantas conversou com a nossa equipe nessa semana e contou como descobriu que o Governo do Estado não tem verba para realizar a viagem do preso.

Segundo Ana, o julgamento de Reziélio estava previsto para agosto. Ela então procurou a Justiça de Petrolina para saber o porquê da demora em transferir o preso do Paraná, foi então que descobriu essa situação.

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“Pra ter um julgamento precisa de um réu, fui cobrar e me disseram que ele não tinha chegado ainda porque não tem verba. Mas eu fiquei sabendo que existe um prazo e depois que esse prazo vence, o Estado do Paraná não é obrigado a segurar ele lá. E os impostos que eu pago mensalmente, pra onde é que vai?”, questionou.

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Mães se uniram por pedido de justiça (Foto: Blog Waldiney Passos)

Durante a manifestação organizada pelos familiares da menina Beatriz Angélica Mota, a mãe de Alisson Dantas, jovem assassinado em 2015 no bairro Quati se juntou ao clamor de justiça pelo seu filho.

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Alisson foi atacado por Reziélio de Almeida com uma faca do tipo peixeira, porque o acusado pensou que o jovem estaria usando a wifi de sua residência. Reziélio foi preso em maio desse ano na cidade de Ponta Grossa (PR), mas até o momento não foi transferido à Petrolina.

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“Queremos Justiça! Queremos resposta!”. Foi com esse grito que os manifestantes se reuniram na manhã dessa quinta-feira (2) em frente ao Fórum de Petrolina para cobrar do Judiciário a revisão da decisão sobre o pedido de prisão preventiva de Alisson Henrique, ex-funcionário do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora no dia em que Beatriz Angélica Mota foi assassinada em 2015.

Convocada pelas redes sociais, a população se uniu aos familiares de Beatriz e do jovem Alisson Dantas, também morto em 2015, no bairro Quati porque o seu assassino achou que ele estava usando a wi-fi de sua residência. O pedido era comum entre as famílias: justiça.

A mãe de Beatriz, Lucinha Mota questionou o argumento da Justiça de Petrolina que negou o pedido de prisão preventiva do ex-funcionário do colégio argumentando sobre tempo. “Deixou ele livre alegando o quê? Tempo, porque ele não foi preso em 2016. Ele não foi preso em 2016 porque o nosso Estado não tem condições físicas de garantir uma investigação, naquela época não se sabia quem tinham apagado as imagens”, disse.

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