Trabalhadores em marcha pela democracia no Recife, neste 1º de maio

Manifestações PT

Marcha pela democracia saiu da Praça do Derby e seguiu pela Avenida Conde da Boa Vista até o Marco Zero do Recife

Cerca de 15 mil pessoas, na avaliação da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE), participaram neste domingo, 1º de maio, Dia do Trabalho, da marcha pela democracia, no Centro do Recife. A concentração começou às 9h na Praça do Derby, que está abrigando, desde a semana passada, o acampamento popular em defesa da democracia. Duas horas depois, debaixo de chuva, a passeata deixou a praça para seguir pela Avenida Conde da Boa Vista.

“Nós não temos medo de chuva, de fascista e de golpista. A chuva é um bem, é São Pedro nos abençoando e nos dando um banho de energia para renovarmos as nossas forças e enfrentarmos esses tempos difíceis”, afirma o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, durante a manifestação pacífica, que levou duras horas no trajeto do Derby ao Marco Zero do Recife.

Carlos Veras avisa que no próximo dia 10 de maio haverá paralisação geral e que Pernambuco vai aderir, do Litoral ao Sertão. “Precisamos lutar contra essa farsa de Eduardo Cunha (PMDB, presidente da Câmara Federal), ele hoje é o homem mais poderoso do Brasil, está acima da lei. Vamos todos para a rua em contra Cunha, Michel Temer (vice-presidente, que pode assumir a gestão se da presidente Dilma Roussef for afastada) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ)”.

O senador Humberto Costa (PT-PE), acompanhou a caminhada e disse que esse ato na rua, no Dia do Trabalho, “reforça a luta contra o golpe que quer tirar a presidente do cargo.” As pessoas, diz ele, estão nas ruas para defender a democracia numa data muito simbólica. “Sem democracia as conquistas dos trabalhadores não se sustentam. Ela é fundamental para preservar conquistas e avançar com novos direitos”, declara.

Para o superintendente da Sudene e ex-prefeito do Recife, João Paulo Lima e Silva (PT), a marcha desde domingo (1º) é um movimento importante contra o golpe e em defesa da democracia e das conquistas dos trabalhadores brasileiros. “Estamos num momento de muita resistência, o saldo dessa mobilização é unificar a esquerda. O Brasil vive um momento de polarização, é clara a luta de classes. Acho que o partido deve rever sua política de alianças”, destaca.

Participaram da marcha dos trabalhadores pela democracia crianças, estudantes e trabalhadores representando os vários setores da sociedade, da cidade e do campo. Grupos de afoxé e maracatu e as bonecas gigantes da Festa da Lavadeira, que completa 30 anos em 2016, acompanharam a passeata.

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