Vigilantes protestam contra retirada de direitos e não descartam paralisação

Vigilantes reivindicam contra retirada de direitos. (Foto: Blog Waldiney Passos)

Na manhã desta terça-feira (31), o Sindicato dos Vigilantes do Sertão Pernambucano (SINDIVIG) realizou um protesto pela falta de acordo em relação à campanha salarial da categoria. O ato aconteceu em frente à sede do sindicato, em Petrolina (PE), e deve contar com a presença de vigilantes de Salgueiro e Serra Talhada. Após a concentração será feita uma passeata pela cidade.

Segundo Laércio Vasconcelos, presidente do SINDIVIG, a principal reivindicação – que tem travado o fechamento da negociação – diz respeito à diminuição do valor pago a título de adicional noturno. Ao todo, já foram realizadas 11 rodadas de negociação.

“São vários pontos que estão fechados, como escala de 36h, vale alimentação, aumento de acordo com a inflação, mas hoje nosso protesto é sobre o adicional noturno, a hora noturna reduzida. Esse ponto ainda falta ser negociado para fechar essa convenção”, disse Laércio.

O movimento, segundo o presidente do sindicato, é uma forma de chamar a atenção do patrão para a mesa de negociação, além de ser uma forma de dizer que a categoria não aceita a retirada de direitos. “A gente está lutando por um direito que é nosso e defendendo o pão do nosso filho”.

“Na reforma trabalhista, que a gente considera uma deforma trabalhista, na antiga lei era 52,30 minutos para trabalhar e eles querem colocar os 60 minutos. Já era para a gente ter fechado, mas por causa dessa reforma essa negociação vem sendo adiada”, afirmou.

Paralisação

Uma paralisação para que a reivindicação seja atendida não foi descartada pelos vigilantes. De acordo com Laércio, caso não seja resolvida a situação, a categoria irá partir para uma paralisação. O presidente do sindicato convocou ainda os contratantes dos serviços para participarem das negociações.

“Vamos fechar bancos, empresas, onde tiver vigilantes vamos paralisar as atividades. Além disso, queremos convocar os contratantes do serviço, por que na mesa de negociação o que se diz é que são eles que estão dizendo que tem que tirar direitos, mas eu não acredito que isso esteja acontecendo”, finalizou.

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