Alepe aprova fim da delegacia de combate à corrupção

(Foto: Jarbas Araújo/Alepe)

A medida anunciada pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), de extinguir as delegacias de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp) foi aprovada em uma sessão de muito bate boca na Assembleia Legislativa de Pernambuco na noite de terça-feira (30).

O Projeto de Lei foi apresentado pelo Governo do Estado, sendo aprovado por 36 votos e quatro contra. A matéria volta à discussão nessa quarta-feira (31). Além da Decasp, a delegacia de Crimes contra a Propriedade Imaterial (Deprim) também foi extinta e será criado um novo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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O Draco ficará subordinado a outra diretoria e chefiado por delegado que será nomeado em comissão pelo governador. Opositores viram a manobra como uma forma de afastar a delegada Patrícia Domingos, responsável por investigar nomes ligados ao Palácio dos Campos da Princesa do seu cargo. Sem as delegacias, ela deixará o órgão.

Opiniões divididas

Representantes dos policiais estiveram na sessão e comentaram o projeto. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe), Francisco Rodrigues criticou a falta de discussão com a classe. “Nos pegou de surpresa. Não foi discutido sequer com a titular da delegacia, Patrícia Domingos. É uma medida que nos deixa preocupados com futuro do estado. A delegacia é um órgão de controle“, disse.

Líder do governo, Isaltino Nascimento (PSB) defendeu as mudanças e acredita que os trabalhos da polícia serão aperfeiçoados. “A aprovação da ação agora passa a ser feita por Projeto de Lei, antes era por decreto. Duas delegacias vão atuar no Recife e Região Metropolitana e outra em todo interior, com apoio de outros órgãos. Ao invés de dois núcleos de inteligência de antes teremos três. Também contaremos com delegacia contra crimes cibernéticos e de captura, por exemplo”, afirmou o deputado.

Projeto

A matéria deu entrada na Casa Joaquim Nabuco no dia 19 de outubro, com caráter de urgência urgentíssima. Foram contrários à proposta os deputados Edilson Silva (PSOL), Antônio Moraes (PSDB), Priscila Krause (DEM) e Socorro Pimentel (PTB).

Durante a sessão alguns deputados estaduais pediram mais tempo para analisar a matéria e realizar audiências públicas para ouvir a população e os policiais, mas o pedido foi negado pelo presidente da Casa, Eriberto Medeiros (PP).

Com informações da Alepe e OP9

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