Mãe do garoto Miguel denuncia vaquinha virtual: “Estão se aproveitando da minha situação”

Mirtes teve perfil hackeado pela 2ª vez, dessa vez para vaquinha online (Foto:  Diogo Cavalcante/Diário de Pernambuco)

Mirtes Santana é mãe do garoto Miguel Otávio Santana e descobriu que está sendo vítima de um golpe na internet. Sua conta no Instagram foi hackeada por pessoas que criaram uma vaquinha virtual. A publicação pede ajuda financeira para custear a construção de uma casa para ela.

“Hoje, venho pedir um pouco da ajuda de vocês. Eu trabalhava de diarista, com o sonho de construir minha própria casa. mas ainda não consegui arrecadar o valor, então venho pedir a todos vocês que puderem me ajudar a realizar o meu sonho de ter a minha casa própria“, diz um trecho da falsa mensagem postada.

Alertada por mensagens

(Foto: Reprodução/JC Online)

Mirtes relatou ter acordado hoje com várias mensagens alertando sobre o golpe. “Fizeram uma vaquinha virtual em meu nome, botaram até informações falsas. Estão se aproveitando da minha situação, da minha dor, para poder roubar as pessoas. Isso é um absurdo. Já conversei com meu advogados. Isso é caso de polícia“, afirmou ao Jornal do Commercio.

Mensagem é golpe

Semana passada o mesmo perfil já havia sido hackeado e todas as fotos de Miguel haviam sido apagadas. Sobre a suposta vaquinha, Mirtes ressaltou que essa arrecadação é golpe. “Eu pedi o link e entrei no Instagram. Constatei que, de fato, a campanha existe. Eu pedi para que minha vizinha denunciasse. Eu chega fiquei assustada. Porque isso é uma fraude. É golpe. Vou na delegacia para que a polícia descubra quem está fazendo isso em meu nome“, conclui.

Caso Miguel: parecer jurídico diz que Sarí não cometeu homicídio

Um parecer jurídico assinado pelo professor de direito da Universidade Federal de Pernambuco Cláudio Brandão, solicitado pela defesa da empresária Sarí Côrte Real, afirma que a suspeita não cometeu homicídio culposo ou doloso do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos.

O documento de 35 páginas, a que a coluna Ronda JC teve acesso, diz que a primeira-dama do município de Tamandaré não pode ser responsabilizada pela morte do garoto, que caiu do nono andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau, na área central do Recife, no dia 02 de junho.

Especialista em direito penal e criminologia, Brandão respondeu a uma série de questionamentos feitos pelo escritório de advocacia Célio Avelino de Andrade, responsável pela defesa de Sarí. Segundo o professor, a ex-patroa da mãe de Miguel não tinha consciência dos riscos que a criança corria nem podia prever o resultado, por isso não pode responder por homicídio doloso ou com dolo eventual.

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Caso Miguel: Sarí é indiciada por abandono de incapaz

(FOTO: YACY RIBEIRO/JC IMAGEM)

A Polícia Civil de Pernambuco indiciou por abandono de incapaz com resultado de morte a moradora Sarí Corte Real, pela queda do garoto Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, ocorrida no dia 2 do mês passado. O resultado do inquérito foi apresentado, na tarde desta quarta-feira (01), em entrevista coletiva online, comandada pelo delegado Ramon Teixeira, responsável pelas investigações.

“A conduta de permitir o fechamento da porta, claramente intencional, conduziu a criança à área de insegurança, diante dos vários riscos existentes no edifício. Com essa ação, diversas poderiam ser as formas de encontrar o resultado morte indesejável, mas previsível”, afirmou o delegado.

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Caso Miguel: perícia desconstrói depoimento de Sarí Corte Real

A perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) no edifício onde o garoto Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos caiu e morreu no começo de junho concluiu que Sarí Côrte Real apertou o botão que leva o elevador até a cobertura do prédio.

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O trabalho do IC também não indica a participação de outra pessoa na morte da criança, que caiu do nono andar no dia 2 de junho e morreu no Hospital da Restauração. O documento foi apresentado ao delegado Ramon Teixeira na sexta-feira (26) e a expectativa é que a Polícia Civil conclua o inquérito nos próximos dias.

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Mirtes disse que ex-patroa foi fria e mentiu (Foto: Diogo Cavalcante/DP)

O Caso Miguel ganhou mais um episódio na segunda-feira (29), quando Sarí Côrte Real foi depor na Polícia Civil sobre a morte do garoto de apenas cinco anos. Com autorização do delegado, Sarí e Mirtes Renata, mãe de Miguel, se encontraram na Delegacia de Santo Amaro.

Na saída do prédio Sarí foi hostilizada e seu marido, o prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB) teve o carro cercado por populares. O casal não quis falar com a imprensa. Mirtes conversou com os jornalistas e disse que a ex-patroa foi fria no encontro.

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“Ela disse na minha cara que não apertou o botão. Não foi só eu que vi, todo mundo viu. Ela mentiu na minha cara friamente“, disse a mãe de Miguel. Mirtes passeava com os cachorros do casal quando Miguel – que estava sob a tutela de Sarí – caiu do nono andar de um prédio no Recife.

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Sarí estava responsável pelo menino Miguel que caiu do 9º andar do prédio (Foto: Reprodução)

A primeira-dama de Tamandaré (PE) e ex-patroa de Mirtes Santana, Sarí Côrte Real foi ouvida pela Polícia Civil de Pernambuco na manhã dessa segunda-feira (29). O depoimento aconteceu duas horas antes do início do expediente na Delegacia de Santo Amaro, na tentativa de despistar os jornalistas que acompanham o caso.

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Sarí foi ouvida pelo delegado responsável pelo caso, Ramon Teixeira. Ela chegou acompanhada pelo esposo, Sérgio Hacker (PSB) que empregava Mirtes Santana na Prefeitura de Tamandaré, sem a mãe do garoto Miguel ter ciência. Semana passada foi Mirtes quem prestou depoimento, juntamente com sua mãe.

Mirtes era empregada doméstica na casa do casal. Ela havia deixado o apartamento de Sarí e Sérgio para passear com o cachorro da família. Nesse meio tempo o garoto Miguel, filho de Mirtes, deixou o apartamento e caiu do nono andar do prédio. Miguel chegou a ser atendido no Hospital da Restauração. (Com informações do JC Online).

Nome da primeira-dama de Tamandaré está na lista do Auxílio Emergencial

Ela estava com o garoto momentos antes do óbito (Foto: Reprodução)

Sarí Gaspar Corte Real, primeira-dama do município de Tamandaré (PE) está na lista dos beneficiários do Auxílio Emergencial. O cadastro veio a público dias após a morte do garoto Miguel, filho da empregada de Sarí. Miguel caiu do nono andar do prédio onde Sarí residia no Recife, com o esposo, Sérgio Hacker.

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De acordo com o portal Dataprev, o requerimento no nome da primeira-dama foi feito no dia 14 de maio. O pedido do benefício aconteceu no dia seguinte e até essa terça-feira (9), permanece “em processamento”. Além de Sarí, os dois filhos do casal, com seis e três anos de idade, também estão cadastrados como parte do grupo familiar.

Pedro Avelino, advogado que defende Sari no Caso Miguel afirmou que a solicitação no nome da primeira-dama é fraude. “Ela não preenche os requisitos necessários para receber o auxílio e foi vítima de um golpe. Tomei conhecimento disso ontem [8] e vamos fazer um Boletim de Ocorrência ainda nesta semana“, afirmou ao portal G1 de Pernambuco.

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Ela estava com o garoto momentos antes do óbito (Foto: Reprodução)

Sari Corte Real, primeira-dama de Tamandaré (PE) e empregadora de Mirtes Santana, mãe do garoto Miguel Santana, divulgou uma carta na sexta-feira (5) pedindo perdão. Sari estava com Miguel momentos antes de ele cair do 9º andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau, na capital Recife.

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Na carta a primeira-dama lembrou que também é mãe e se solidarizou com a doméstica. “Te peço perdão. Não tenho o direito de falar em dor, mas esse pesar, ainda que de forma incomparável, me acompanhar também pelo resto da vida. Estou sendo condenada pela opinião pública como historicamente outros foram. As redes sociais potencializam o ódio das pessoas”, escreveu.

Manifestações

Ainda ontem um grupo foi até a frente do prédio para cobrar justiça por Miguel. O caso ganhou repercussão nacional após a Polícia Civil de Pernambuco não ter revelado que era Sari a empregadora de Mirtes, mas a própria mãe da vítima confirmou a informação durante uma entrevista à TV Globo.

Leia a seguir a íntegra da carta:

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Criança de 5 anos morreu ao cair do prédio (Foto: Day Santos/JC Imagem)

Mirtes Renata Santana de Souza, mãe do menino Miguel, trabalha como empregada doméstica, mas tem o nome na lista de pessoas que exercem cargo comissionado na prefeitura de Tamandaré, localizada 104 km do Recife (PE), onde o patrão de Mirtes, Sérgio Hacker Corte Real (PSB) é prefeito, desde 1º de fevereiro de 2017.

Os dados estão no portal da transparência da prefeitura de Tamandaré e são públicos para consulta. Ela diz que não sabia desse cargo e que exerce apenas a função de empregada doméstica na casa do patrão.

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Prefeito era patrão da mãe do garoto (Foto: Day Santos/JC Imagem)

A Prefeitura de Tamandaré (PE) emitiu uma nota à imprensa comentando o caso do garoto Miguel Santana, de apenas cinco anos. Ele morreu ao cair do prédio onde sua mãe, Mirtes Santana trabalhava como empregada doméstica. Mirtes era funcionário do prefeito e primeira-dama da cidade.

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A nota afirma que o prefeito Sérgio Hacker Corte Real (PSB) encontra-se “profundamente abalado”. A esposa de Sérgio, Sari Corte Real acompanhou Miguel até o elevador de serviço minutos antes do menino cair do prédio na capital Recife e morrer.

De acordo com a Prefeitura, Sérgio prestará informações aos órgãos competentes “no momento próprio e de forma oficial”. Leia a seguir a íntegra da nota:

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Criança de 5 anos morreu ao cair do prédio (Foto: Day Santos/JC Imagem)

Mirtes Renata Santana de Souza, mãe do garoto Miguel Otávio de apenas cinco anos que morreu ao cair de um prédio no Recife está lotada na Prefeitura de Tamandaré (PE). Ela é empregada doméstica do casal Sari Corte Real e do prefeito de Tamandaré Sérgio Hacker (PSB).

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A informação está contida na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e a data da admissão é de 1º de fevereiro de 2017, mas não há registro de desligamento. O Jornal do Commercio tentou contato com a Prefeitura de Tamandaré, com o prefeito Sérgio Hacker e com a chefia de gabinete do gestor do município, mas ninguém se pronunciou sobre o caso. Mirtes ainda não foi localizada para comentar o assunto.

Homicídio culposo

A Polícia Civil indiciou Sari por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela era a responsável pelo garoto Miguel quando ele morreu. Inicialmente sua identidade não foi revelada à imprensa, mas após a mãe dar uma entrevista a TV Globo, a polícia confirmou a identidade.

Sari pagou fiança de R$ 20 mil e responderá pelo crime em liberdade. Mirtes trabalhava com a família há quatro anos e Miguel era seu único filho.